Nota Histórico-Artistica
Em termos artísticos, este conjunto revela, por um lado, uma expressão racionalista, tanto na planimetria do conjunto como no desenho funcional do Estabelecimento Termal , mas também de um surpreendente neo-revivalismo clássico nas moradias. Os edifícios da Buvette , da antiga Pensão e do antigo Casino compõem o conjunto mas não possuem o valor formal do Estabelecimento Termal.
O Parque arbóreo tem aspectos grande valor botânico e paisagístico, desde logo a alameda com cerca de 300 metros, ladeada de plátanos de grande porte, que se eleva sobre dois talhões que, para ambos os lados, são preenchidos com uma plantação de choupos. O eixo formado por esta alameda termina a poente num jardim fronteiro à fachada principal do Estabelecimento Termal, que se encontra centrado num largo de grandes dimensões; para norte e sul, dois edifícios que se desenvolvem ao nível de dois andares, impõem-se, fechando-o. O jardim, de planta elíptica, é centrado por uma taça de água a partir da qual se desenvolve uma composição com canteiros delimitados por relva; tem alguns importantes exemplares botânicos (yucas e palmeiras). O perímetro do largo é definido a norte por uma plantação de palmeiras, a sul por uma sebe talhada que o separa de uma outra área em que se encontra o antigo edifício casino e bar e um conjunto de árvores que o enquadra. Por detrás do Estabelecimento Termal desenvolve-se a encosta como cenário, num declive extremamente acentuado, praticamente escarpado, em que a vegetação disposta de forma espontânea cresce aleatoriamente. Junto à Buvette, na extremidade norte do largo e por detrás da plantação de palmeiras, estão duas pequenas áreas de estada delimitadas por um murete e que se desenvolvem para ambos os lados do acesso à Buvette.
[ Este texto foi elaborado por Helena Gonçalves Pinto e Jorge Mangorrinha no âmbito do projecto Património arquitectónico dos séculos XIX e XX- Rastreio e levantamento dos Conjuntos Termais Portugueses. 2005/2006.]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 318/2013, DR, 2.ª série, n.º 106, de 3-06-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 29-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13380/2012, DR, 2.ª série, n.º 171, de 4-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-03-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 8-03-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Processo devolvido à DRC de Lisboa e Vale do Tejo por despacho de 3-05-2010 do director do IGESPAR, I.P. para propor as restriçõe a aplicar ao conjunto
Proposta de 19-04-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como IIP
Edital N.º 3/2009 de 7-01-2009 da CM de Torres Vedras
Despacho de abertura de 23-06-2008 da subdirectora do IGESPAR, I.P.
Proposta de 14-05-2008 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a abertura de procedimento de classificação
Em 3-10-2007 a CM de Torres Vedras enviou a documentação em causa
Em 28-08-2007 foi solicitado à CM de Torres Vedras o envio de documentação para instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de Julho de 2007 de particulares
Número do Processo
Não disponível