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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Quinta do Assentista / Quinta dos Intendentes (casas, pátio, fachada e portão de acesso)

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Designação
Designação Atual
Quinta do Assentista / Quinta dos Intendentes (casas, pátio, fachada e portão de acesso)
Outras Designações
Casa da Quinta do Assentista (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) \ Quinta do Assentista / Quinta do Intendente (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
A Quinta do Assentista implanta-se na antiga Estrada Real que ligava Lisboa a Sintra, atual Rua Elias Garcia, uma das artérias mais movimentadas do concelho da Amadora. Inserida numa zona que se carateriza por uma urbanização desordenada, a quinta destaca-se na região como um território de excelência pelas suas qualidades paisagísticas e arquitetónicas. Por outro lado, esta propriedade constitui também um dos melhores e raros exemplos do que foram as quintas históricas do concelho da Amadora, ou Porcalhota, região que pelo menos até ao século XIX era essencialmente rural integrando a importante cintura agrícola de abastecimento à cidade de Lisboa.
O conjunto, que se encontra em relativo bom estado de conservação, compõe-se de habitação, capela, pátio, dependências de apoio e zona verde, tudo rodeado por um muro que corresponde, em grande parte, à antiga cerca do século XVIII.
O acesso à quinta faz-se por um imponente portal barroco, de estilo joanino, pintado a branco, rosa e ocre. O portal, que é ladeado por uma pequena porta, ostenta uma verga reta com moldura de cantaria simples, encimada por uma pequena cartela onde se pode ler a data de 1746, ano da sua fundação. Sobre o portal desenvolve-se um largo frontão de volutas, vazado por um nicho entre pilastras, onde se encontra uma imagem muito apreciada localmente representando Nossa Senhora da Saúde com uma grinalda de anjos. A rematar o frontão levanta-se uma cruz pétrea sobre Calvário, com representação do Santo Sepulcro. A riqueza deste conjunto contrasta com a sobriedade das fachadas da casa de habitação, bem características das moradas solarengas do século XVIII, onde se destacam as janelas de sacada, com guardas de ferro forjado, e um pequeno alpendre de canto.
A residência e as diversas áreas de apoio de dois pisos dão para um pátio empedrado com desenhos a preto e branco, acedendo-se à entrada principal da residência por uma escadaria. O piso térreo deste edifício, tradicionalmente destinado a lojas e arrecadações, ostenta ainda um conjunto de lambris de azulejos oitocentistas, enquanto que o piso superior aparenta ter sofrido obras de remodelação no século XIX, sobretudo ao nível decorativo, sendo visíveis um conjunto de frescos com detalhes em trompe l'oeil representando cortinas bordadas. O recheio do andar nobre inclui, ainda, móveis e objetos decorativos do século XVIII.
A área verde, por seu lado, conserva ainda as caraterísticas das quintas dos arredores de Lisboa construídas no século XVIII, áreas que associavam a produção agrícola com a função recreativa e que, neste caso, incluía nas traseiras do palácio um jardim formal com zona de canteiros e área de bosquetes. Hoje é visível uma grande variedade de árvores e plantas, formando largas áleas cobertas, das quais a maior mede 350 metros de comprimento. Para além do tamanho e da riqueza vegetal, merecem destaque os cenográficos jogos de luz e sombra formados pela alternância entre áreas cobertas e descobertas, típicos dos jardins barrocos. Conservam-se, igualmente, os tanques de rega, as fontes, os bancos de repouso e um moinho americano.
História
A denominação da quinta estará relacionada com o primeiro proprietário que seria um Assentista, termo que designava quem assentava ou tomava nota de registos notariais. Foi também conhecida por "Quinta dos Intendentes", o que parece comprovar a sua relação com figuras da administração local. br> Em finais do século XIX a propriedade foi leiloada por Manuel Junqueira Patrone e adjudicada por nove contos de reis a António Wenceslau da Silva. Em 1920 a quinta foi arrendada ao médico, professor e político João de Azevedo Neves, importante figura pública da Amadora, mantendo-se ainda hoje na posse de privados.
Sílvia Leite/DIDA/ IGESPAR/2007. Atualizada por Maria Ramalho/DGPC/2016 com apoio de Gisela da Encarnação/C. M. Amadora.
Diploma de Classificação
Em 3-08-2018 a CM da Amadora informou que a quinta se mantinha em vias de classificação, estando a ser reconsiderada a área a classificar
Em 1-07-2017 foi solictada informação à CM da Amadora sobre se a quinta ainda se encontrava em vias de classificação para IM
Procedimento de âmbito nacional caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 28-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por a quinta não ter valor nacional, e o envio de cópia do processo à CM da Amadora para a ponderação da classificação como de IM
Edital de 21-08-2007 da CM da Amadora
Despacho de 12-07-2007 da subdirectora do IGESPAR, I.P. a determinar a abertura do procedimento de classificação
Parecer de 11-07-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de 28-05-2007 da DR de Lisboa para abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 30-01-2007 da CM da Amadora sobre a classificação como de IM
Deliberação de 10-01-2007 da CM da Amadora a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação para IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Amadora / Falagueira - Venda Nova
Rua Elias Garcia
Falagueira -
Polícia: 100-118
LATITUDE
38.75892
LONGITUDE
-9.224235
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1746
1746, ano da sua fundação. S
1920
1920 a quinta foi arrendada ao médico, professor e político João de Azevedo Neves, importante figura pública da Amado...
2007
2007 da CM da Amadora Despacho de 12-07-2007 da subdirectora do IGESPAR, I.P.
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) Proposta de 28-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para ...
2010
2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por a quinta não ter valor nacional, e...
2016
2016 com apoio de Gisela da Encarnação/C. M
2017
2017 foi solictada informação à CM da Amadora sobre se a quinta ainda se encontrava em vias de classificação para IM ...
2018
2018 a CM da Amadora informou que a quinta se mantinha em vias de classificação, estando a ser reconsiderada a área a...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Arquitectura e Paisagem do Concelho da Amadora. Levantamento dos Edifícios e Espaços com Interesse Histórico, Urbano e Paisagístico do Concelho da Amadora (policopiado) FERNANDES, José Manuel Edição 1982 Amadora
Quintas e palácios nos arredores de Lisboa STOOP, Anne de Edição 1986 Lisboa
Benfica Através dos Tempos PROENÇA, Álvaro Edição Benfica
Património Classificado. Município da Amadora ENCARNAÇÃO, Gisela, XAVIER, Gabriela Edição 2009 Amadora

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