Imóvel
O edifício da antiga "Casa do Povo d'Alcântara" hoje conhecido como edifício do Atlético Clube de Portugal, localiza-se num gaveto entre a rua Prior do Carto (antiga rua do Livramento) e a rua João Oliveira Miguens (antiga rua Cascaes).
De planta retangular chanfrada no seu ângulo Noroeste, desenvolve-se em três pisos sendo a sua cobertura em telhado de três águas onde se abrem algumas janelas trapeiras.
No piso térreo a porta de acesso principal, que apresenta verga curva, integra-se no revestimento de cantaria com alhetas que a este nível cobre o imóvel.
A utilização de uma estrutura de ferro para a conceção deste edifício é bem patente na interessante composição dos alçados Oeste e Norte onde surgem alternadas as pilastras de cantaria monumental com os arcos, pilastras e janelões em ferro. O edifício é depois rematado por friso de azulejos polícromos e cornija encimada por platibanda.
O interior apresenta diversas salas em L surgindo isolados os pilares da estrutura de ferro que simulam colunas algumas delas com capitéis profusamente decorados com motivos florais.
História
Foi em 1904 que o edifício originalmente destinado a armazéns da Casa do Povo d'Alcântara foi concebido. Na memória descritiva do projeto, assinado pelo construtor Guilherme Francisco Baracho, surge a seguinte passagem: "todas as paredes levarão no sentido transversal uma camada de argamassa de cimento afim de evitar a humidade, e o pavimento do subsolo será feito em betom" (In Processo de Classificação DGPC C.S. 70319). A construção do imóvel, iniciada em 1906, terminará apenas um ano depois. Importa também notar que, nessa época, materiais como o ferro e o cimento começavam a dar os seus primeiros passos na construção de edifícios na cidade algo que, um pouco mais tarde, se tornará corrente. Na década de 30 do século XX funcionava, no piso térreo, o café Rialto e, no superior, a sede do Atlético Clube de Portugal mantendo-se a designação até aos dias de hoje. Em 1945 o Banco Espírito Santo compra o edifício promovendo um projeto de remodelação da responsabilidade do Arquiteto António Lino que, entre outras alterações transformará as antigas portas do piso térreo em montras. Em 1990 é a vez da Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Espírito Santo instalar-se nos pisos superiores onde ainda hoje se mantém.
Maria Ramalho/DGPC/2016
Diploma de Classificação
(Aguarda alteração da categoria de classificação de IIM para MIM ou IM para se registar a classificação)
Edital n.º 9/2012 de 20-01-2012 da CM de Lisboa, publicado em Boletim Municipal n.º 936 de 26-01-2012
Deliberação de 6-04-2011 da CM de Lisboa a aprovar a classificação como IIM
Despacho de encerramento de 12-09-2008 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 11-08-2008 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para o encerramento do proceeso, por não ter valor nacional
Edital n.º 16/2007 de 1-03-2007 da CM de Lisboa publicado em Boletim Municipal n.º 682 de 15-03-2007
Despacho de 12-2-2007 do Vereador da Cultura da CM de Lisboa a determinar a abertura do processo de classificação como de IM
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação para IM - Interesse Municipal
Conjunto do Palácio das Necessidades, abrangendo todo o edifício conventual (...), da torre e da capela (...), os seus jardins e o respectivo parque, com elementos escultóricos e decorativos, e ainda a fachada palaciana, incluindo a fonte monumental