Imóvel
A ponte implanta-se na localidade de São Pedro do Estoril na zona da foz da Ribeira de Caparide, um local ainda hoje aprazível e que, em tempos, foi também denominado Cai-Água visto o curso de água precipitar-se em cascata sobre a falésia sobranceira ao mar. Aproveitando a força da ribeira existiu neste local uma azenha e um conjunto de casebres destinados à instalação do moleiro que também controlaria a produção de um moinho de vento localizado nas proximidades.
Atualmente a estrutura da ponte passa despercebida devido à construção da Estrada Marginal (EN6) nas proximidades, e à falta de interesse na sua manutenção e valorização. De facto, o que resta do tabuleiro plano que agora se encontra vedado à passagem e que já não comunica com a outra margem, apresenta-se oculto por terra e vegetação que desordenadamente cresce em seu redor. A guarda a montante encontra-se praticamente intacta, enquanto a guarda a jusante desapareceu devido ao corte provocado pelo desenho da Estrada Marginal em 1940.
Edificada no século XVII em alvenaria de pedra calcária rebocada pelo exterior, a ponte foi objeto de algumas alterações ao longo dos tempos, alterações estas mais visíveis ao nível do interior dos arcos de volta perfeita construídos com recurso a silhares de aparelho regular sem reboco. Possui esta ponte dois talha-mares piramidais em cada uma das faces de modo a reforçar os pilares e a evitar o impacto das águas.
História
Nos finais do século XVI o estado das estradas que ligavam a vila de Cascais à cidade de Lisboa e aos lugares situados no seu termo era bastante precário, sobretudo desde as cheias de 1518. Para além da normal circulação de pessoas e bens, as pontes e vias constituíam um elemento fundamental na ligação entre as fortalezas da linha de costa reforçadas sobretudo a partir do século XVII.
A 17 de Março de 1604, a Câmara, com o conhecimento e autorização do rei Filipe II, faz o lançamento de uma "finta" ou "derrama" (imposto municipal) de modo a solucionar o problema da passagem da Ribeira de Cai-Água. O empreiteiro da obra foi João Jorge Morgado que arrematou a construção pelo valor de 76.000 reais. Nesta época a ponte era designada como Ponte de Laiagoa.
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração de Sónia Rodrigues Sousa/CMCascais
Diploma de Classificação
Aviso de 30-06-2008, publicado no Boletim Municipal de 17-07-2008
Despacho de 4-06-2008 da Vereadora da Cultura, Educação e Assuntos Sociais e Saúde da CM de Cascais a classificar o imóvel como de IM
Em 3-05-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais
Despacho de concordância de 24-03-2004 do presidente do IPPAR, com o consequente encerramento do procedimento de classificação de âmbito nacional
Proposta de 16-09-2003 da DR de Lisboa para que se considere que a ponte não tem valor cultural para uma classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 31-07-2003 da CM de Cascais sobre a eventual classificação como de IM
Deliberação de 2-12-2002 da CM de Cacscais a determinar o interesse na abertura do procedimento de classificação como de IM
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal
ZEP
n/a
Afectação
181502
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril
Ribeira de Caparide
São Pedro do Estoril -
Polícia:
LATITUDE
38.695082
LONGITUDE
-9.375536
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1518
1518.
1604
1604, a Câmara, com o conhecimento e autorização do rei Filipe II, faz o lançamento de uma "finta" ou "derrama" (impo...
1940
1940.
2002
2002 da CM de Cacscais a determinar o interesse na abertura do procedimento de classificação como de IM ImóvelA ponte...
2003
2003 da DR de Lisboa para que se considere que a ponte não tem valor cultural para uma classificação de âmbito nacion...
2004
2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Cascais Despacho de concordância de 24-03-2004 do presidente do IPPAR,...
2008
2008, publicado no Boletim Municipal de 17-07-2008 Despacho de 4-06-2008 da Vereadora da Cultura, Educação e Assuntos...
2015
2015.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Cascais e os seus Cantinhos
ENCARNAÇÃO, José d'
Edição
2002
Cascais
Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses
VITERBO, Francisco M. de Sousa
Edição
1988
Lisboa
Cascais Vila de Corte. Oito séculos de história
ANDRADE, Ferreira de
Edição
1964
Cascais
Subsídios para a História do Concelho de Cascais - As comunicações de Cascais para Lisboa, Terrestres, Ferroviárias, Marítimas, Postais, Telegráficas e Telefónicas
VIEGAS, João da Cruz
Edição
1940
Cascais
Registo Geral das Mercês, D. Maria II, Livro 14, Torre do Tombo