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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja e antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela

Arquitectura Religiosa / Conjunto

Designação
Designação Atual
Igreja e antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela
Outras Designações
Mosteiro de Vilela / Igreja Paroquial de Vilela / Igreja de Santo Estêvão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A fundação do mosteiro de Santo Estêvão de Vilela é muito remota, e apesar de não se conhecer a data precisa da sua instituição crê-se que deverá ter ocorrido cerca do ano 1000, pois há notícias documentais pelo menos desde 1030 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 17; MATTOSO, 1968, p. 54). Na verdade, o conde D. Henrique teria doado esta região a D. Paio Guterres, fundador do mosteiro. Desconhece-se ainda que ordem teria habitado o novo edifício conventual (beneditina?), que à época era dúplice. Foi, posteriormente, um mosteiro de Cónegos Regrantes. Unido à Congregação de Santa Cruz de Coimbra desde o final da centúria de Quinhentos (1595), passou, em 1612 para a dependência do convento da Serra do Pilar (LEAL, p. 1423).
A igreja que hoje se conhece não é a original, românica, da qual se conservam alguns fragmentos. Segundo estudos recentes, é possível que tenha sido erguida no decorrer do século XVIII, substituindo assim a anterior, de certo muito arruinada e, reconstruída em 1783 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 1726). Situação semelhante acontece em relação á casa conventual, onde se observam construções de época moderna. Com a extinção das Ordens Religiosas a igreja tornou-se paroquial de Vilela.
Inspirada na arquitectura maneirista do templo do mosteiro de Moreira da Maia, embora com elementos barrocos, a igreja de Vilela apresenta um esquema de fachada muito semelhante. É seccionada por pilastras que definem, nas extremidades, a base das torres sineiras, de remate em coruchéu. O pano central é aberto por portal de verga recta coroado por volutas invertidas e janelão do coro, sobre o qual se encontra um nicho com a imagem de Santo Agostinho. Termina em frontão triangular, com cruz no vértice e óculo no tímpano. No interior, a abóbada é de caixotões e o retábulo-mor de talha neoclássica (com pormenores rococó, certamente do retábulo anterior), linguagem que predomina nas restantes estruturas retabulares (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 22).
O complexo conventual desenvolve-se paralelo à igreja, em três alas, formando um pátio central. A ala perpendicular à torre do lado da Epístola, considerada a mais antiga, apresenta fachada com um portal profusamente decorado, rococó, de época posterior em relação ao edifício. A ala paralela à igreja destaca-se pelo corpo central que, no alçado aberto para o pátio, é mais saliente e rasgado por um conjunto de cinco arcos ao nível do andar superior, antecedido por escadaria de lanços convergentes. Actualmente é propriedade privada.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 422/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13481/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 27-04-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP, com a designação de Antigo Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 7-02-2006 da DR do Porto para a classificação como IIP do Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela
Despacho de abertura de 14-04-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 4-04-1997 da DR do Porto para abertura do processo de classificação do Conjunto constituído pela Igreja e Mosteiro de Vilela, cruzeiro fronteiro à igreja e parte da Quinta do Mosteiro
Proposta de 11-03-1997 da CM de Paredes para a classificação do Mosteiro de Vilela
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 422/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13481/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 7-02-2006 da DR do Porto
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Paredes / Vilela
- -
Lugar do Mosteiro -
Polícia:
LATITUDE
41.234437
LONGITUDE
-8.38873
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1000
1000, pois há notícias documentais pelo menos desde 1030 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p. 1
1030
1030 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p.
1423
1423).
1595
1595), passou, em 1612 para a dependência do convento da Serra do Pilar (LEAL, p.
1612
1612 para a dependência do convento da Serra do Pilar (LEAL, p.
1726
1726).
1783
1783 (VASCONCELOS; SOUSA; MELO, 1998, p.
1968
1968, p.
1997
1997 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 4-04-1997 da DR do Porto para abertura do processo de classificação do C...
1998
1998, p.
2006
2006 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 7-02-2006 da DR do Porto para a classificação como IIP do Mosteiro d...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncio n.º 13481/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-201...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (ver Portaria)Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias... PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto Edição 1990 Lisboa
Le monarchisme ibérique et Cluny : les monastéres du diocése de Porto de l'an mille à 1200 (Obras completas, 12 , tradução portuguesa) MATTOSO, José Edição 1968 Louvain
O Mosteiro de Cónegos Crúzios de Santo Estevão de Vilela em Paredes VASCONCELOS, Flórido de, SOUSA, José João Rigaud de, MELO, António Maria Edição 1998 Porto

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