Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Implantada num lugar cimeiro da freguesia de Carvalheira, a Casa de Silvestre resulta da remodelação e ampliação de uma habitação popular minhota de cariz agrícola, junto à qual foi erigida uma capela.
O edifício desenvolve-se numa planta em U, dividindo-se em dois pisos dispostos em torno de um pátio. O andar térreo corresponde às caves e aos espaços de serviço da casa, e o superior, destinado aos espaços habitacionais, é rasgado por janelas de peito. A entrada principal, com pequeno alpendre, é precedida por um conjunto de degraus. No interior destacam-se alguns elementos interessantes do piso superior, como as janelas com conversadeiras, os tetos de masseira ou os painéis de azulejos de padrão azuis, amarelos e brancos que revestem algumas salas.
Junto à casa ergue-se a pequena capela dedicada a São Silvestre, de planta retangular, onde se rasga, na parede lateral, uma janela de gelosias que permite a assistência aos serviços religiosos a partir do interior da habitação. Pala além do templo, a habitação integra ainda uma eira com canastro e sequeiro.
História
As referências mais antigas que se conhecem à Casa de Silvestre datam do início do século XIX, em documentação coeva que refere que o seu proprietário era então António José Martins Capela, alferes do Regimento de Milícias de Ponte da Barca (Proposta de classificação, 1994).
A casa viria a ser escolhida como residência pelo Padre Manuel Martins Capela, reconhecido arqueólogo bracarense, nos anos que se seguiram à dispensa da vida religiosa por limite de idade. A habitação pertencia à família do seu pai, e entre 1902 e 1905, em colaboração com o seu irmão Alexandre Capela, herdeiro do imóvel, o prelado realizou no local obras que "consistiram na reformulação significativa da antiga casa e construção de uma capela para serviço religioso doméstico", a Capela de São Silvestre (Silva: 1997, p. 186). A obra de remodelação esteve a cargo de dois mestres espanhóis residentes em Covide, António Moreira e Manuel Moreira.
A Casa de Silvestre alberga, atualmente, uma unidade de turismo rural, estando classificada como de interesse municipal desde 2013.
Catarina Oliveira
DGPC, 2017
Diploma de Classificação
Edital n.º 806/2013, DR, 2.ª série, n.º 153, de 9-08-2013 (ver Edital)
Deliberação camarária de 14-06-2013 a determinar a classificação como de IM
Despacho de arquivamento de 14-06-2011 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 9-06-2011 da DRC do Norte para o arquivamento do procedimento no âmbito do IGESPAR, I.P. e o envio de cópia à CM para a ponderação da classificação como de IM
Proposta de classificação de 25-05-2011, da proprietária
Número do Processo
Não disponível