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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio do Monteiro-Mor ou Palácio Marim-Olhão

/

Designação
Designação Atual
Palácio do Monteiro-Mor ou Palácio Marim-Olhão
Outras Designações
Palácio do Correio Velho / Palácio Marim Olhão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
A construção do Palácio do Monteiro-Mor, com aproveitamento de edifício preexistente, ocorre na primeira metade do século XVIII, na confluência de duas das mais importantes vias da época, a Estrada de Santos (hoje Calçada do Combro) e a Rua Formosa (Rua do Século desde 1859), em pleno Bairro Alto, numa época em que esta zona fervilhava de atividade e estava na moda entre a nobreza da corte.
O palácio é um dos edifícios de maior erudição da sua época, de desenho Barroco Romano e de dimensões e proporções inusitadas no nosso país, que o tornam, apesar de muito incompleto e adulterado, numa peça inestimável valor arquitetónico.
A sua mole impressiona nas apertadas ruas do Bairro Alto, com o seu desenho grave, compacto e gravado em pedra, como um bastião que se distancia da cidade e protege um mundo dentro do Mundo, vincando as diferenças numa sociedade (ainda) profundamente hierarquizada.
Apesar das investigações recentes, este palácio ainda se encontra envolto em mistérios, seja quanto à obra, ao projeto ou projetos e seus autores. As linhas de investigação apontam para a simetria do palácio quando completo. Assim, aquilo que hoje podemos observar corresponderá, em planta, a algo mais de metade do palácio na sua forma final.
O tipo corresponde a uma planta em U com duas alas (apenas se construiu a feminina a poente) em torno de um pátio com amplitude para a volta dos carros, de onde arrancariam duas escadas de aparato de quatro lances, simétricas, que acediam ao grande salão que se situaria por cima do pátio, enquadrado por um pórtico sobre a Calçada do Combro. O jardim, a tardoz, seria rematado por uma gruta e fonte com embrechados. Em termos de imagem urbana, a sua dimensão, compacidade e acentuada simetria vincada pelo corpo central (mais alto, ritmado pelo pórtico com varanda e encimado, idealmente, por uma grande cúpula) teriam um impacto extraordinário, fruto da sua majestosidade.
As fachadas, grandiosas e serenas, nos seus três pisos de composição clássica (embasamento, pisos intermédio e nobre), sintetizam-se no equilíbrio entre verticalidade (os vãos interligados por vergas e aventais de cantaria) e horizontalidade (sequência de vãos, frisos e cornija), num todo que se limita na enfatização, pela subtil pormenorização, dos tramos de canto.
História
Este esquema ideal corresponde às ideias do conde de Tarouca, João Gomes da Silva (1671-1738), que desde Viena de Áustria - onde era embaixador - se correspondia com o seu segundo filho, D. Fernão Teles da Silva (1698-1763), monteiro-mor do reino e proprietário das "casas do Combro", fruto do seu casamento, em 1725, com D. Maria Josefa de Melo (1705-1744). Foi precisamente esta união entre duas das principais famílias da nobreza que deu azo a tamanho empreendimento e originou que D. Fernão Teles da Silva procurasse corresponder às ideias de seu pai, socorrendo-se dos melhores arquitetos que por cá trabalhavam. Das muitas hipóteses de autoria, parece confirmar-se que os desenhos iniciais de adaptação tiveram a mão de Santos Pacheco de Lima (1684-1768) mas, face às demolidoras críticas de João Gomes da Silva, terá sido, com grande probabilidade, o italiano António Canevari (1681-1764) a delinear o palácio, o que concorda com a erudição e requinte daquilo que ainda hoje se pode observar.
Sabe-se que o palácio sofreu com o Terramoto de 1755, tendo recebido obras de reparação, e que em finais do século XVIII passou a inquilinato, sendo progressivamente ocupado por diversas instituições, como o Correio Geral (1801-1881), os jornais A Revolução de Setembro (1840-1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado para o seu palácio de Xabregas.
Em 1996-1998, a Câmara Municipal de Lisboa, que entretanto adquirira o palácio, promove o Projeto Integrado do Palácio Marim-Olhão que, no entanto, não teve consequências práticas no resgate do edifício.
Paulo Duarte
DGPC, 2016
Diploma de Classificação
Portaria n.º 649/2023, DR, 2.ª série, n.º 214, de 6-11-2023 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-09-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 87/2023, DR, 2.ª série, n.º 84, de 2-05-2023 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 21-03-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 8-02-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 19-11-2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP
Anúncio n.º 230/2015, DR, 2.ª série, n.º 194 de 5-10-2015 (ver Anúncio)
Despacho de 25-08-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento da classificação
Proposta de abertura de 10-08-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Localização
Lisboa / Lisboa / Misericórdia
Rua do Século
Lisboa -
Polícia: 2 A-2 E
Calçada do Combro
Lisboa -
Polícia: 38-38 J
Travessa das Mercês
Lisboa -
Polícia: 19 A-31
LATITUDE
38.711111
LONGITUDE
-9.147047
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1671
1671-1738), que desde Viena de Áustria - onde era embaixador - se correspondia com o seu segundo filho, D.
1681
1681-1764) a delinear o palácio, o que concorda com a erudição e requinte daquilo que ainda hoje se pode observar.Sab...
1684
1684-1768) mas, face às demolidoras críticas de João Gomes da Silva, terá sido, com grande probabilidade, o italiano ...
1698
1698-1763), monteiro-mor do reino e proprietário das "casas do Combro", fruto do seu casamento, em 1725, com D.
1705
1705-1744).
1725
1725, com D.
1738
1738), que desde Viena de Áustria - onde era embaixador - se correspondia com o seu segundo filho, D.
1744
1744).
1755
1755, tendo recebido obras de reparação, e que em finais do século XVIII passou a inquilinato, sendo progressivamente...
1763
1763), monteiro-mor do reino e proprietário das "casas do Combro", fruto do seu casamento, em 1725, com D.
1764
1764) a delinear o palácio, o que concorda com a erudição e requinte daquilo que ainda hoje se pode observar.Sabe-se ...
1768
1768) mas, face às demolidoras críticas de João Gomes da Silva, terá sido, com grande probabilidade, o italiano Antón...
1801
1801-1881), os jornais A Revolução de Setembro (1840-1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela famíl...
1840
1840-1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado p...
1859
1859), em pleno Bairro Alto, numa época em que esta zona fervilhava de atividade e estava na moda entre a nobreza da ...
1881
1881), os jornais A Revolução de Setembro (1840-1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela família Me...
1890
1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado para o...
1910
1910), sendo vendido em 1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado para o seu palácio de Xabregas....
1922
1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado para o seu palácio de Xabregas.Em 1996-1998, a Câmara M...
1996
1996-1998, a Câmara Municipal de Lisboa, que entretanto adquirira o palácio, promove o Projeto Integrado do Palácio M...
1998
1998, a Câmara Municipal de Lisboa, que entretanto adquirira o palácio, promove o Projeto Integrado do Palácio Marim-...
2015
2015, DR, 2.ª série, n.º 194 de 5-10-2015 (ver Anúncio) Despacho de 25-08-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar ...
2016
2016
2020
2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP Anúncio n.º 230/2015, DR, 2.ª série, n....
2023
2023, DR, 2.ª série, n.º 214, de 6-11-2023 (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-...
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Prédio na Rua André Valente, 13
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Palácio Valada-Azambuja (dos condes da Azambuja), incluindo os azulejos do século XVIII nele existentes
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Igreja de Santa Catarina (ver também Antigo Convento dos Eremitas de São Paulo da Serra de Ossa ou de Jesus Cristo (Paulistas), incluindo a cerca)
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Antigo Convento dos Eremitas de São Paulo da Serra de Ossa ou de Jesus Cristo (Paulistas), incluindo a cerca
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