Imóvel
A Quinta da Ónia, uma das propriedades mais antigas do concelho de Abrantes, constitui um exemplar típico de uma residência de verão da aristocracia de província desta região. É constituída por uma casa com dois pisos, inserida numa quinta de recreio onde os jardins que rodeiam a habitação se estendem até aos terrenos agrícolas. Não constituindo um exemplar emblemático da casa nobre setecentista, apresenta ainda assim características construtivas interessantes ao nível do piso térreo (preparado para ser inundado pelas regulares cheias do Tejo), onde se localiza a atual capela, resultante da adaptação de um cómodo agrícola dignificado pela colocação do altar e colunas em talha dourada, e de ombreiras e outros detalhes arquitetónicos em cantaria, de aparente cronologia quinhentista e seiscentista, e igualmente ao nível do piso nobre, no qual se destacam as salas com pinturas murais (de datação incerta) e azulejos do século XVIII, bem como a loggia voltada a sul, igualmente revestida com azulejos setecentistas.
Os jardins desenvolvem-se em sucessões de terraços com elementos arquitetónicos, áreas de lazer, uma fonte e respetivo tanque, e zonas de luz e sombra conseguidas através da arborização do local, destacando-se a alameda de ciprestes que liga a fachada principal ao rio fronteiro e à ampla paisagem circundante. De destacar ainda o enquadramento urbanístico e paisagístico, quer devido à sua íntima relação com o rio Tejo, quer devido à sua localização fronteira à colina do castelo de Abrantes, características que muito dignificam a casa e a sua envolvente.
História
A propriedade é inicialmente referenciada, em 1614, como "terra e olival a sul do Tejo", então integrados no Morgado da Ónia, cujas casas seriam pelo menos anteriores a 1773, quando são mencionadas pelo terceiro neto do instituidor do morgado. Pertence ainda à família dos seus primeiros proprietários, conservando as mesmas funções e a mesma tipologia básica, apesar de alguns acrescentos posteriores, onde se inclui o levantamento do segundo piso em meados do século XIX.
Sílvia Leite
DGPC 2016
Diploma de Classificação
Edital n.º 190/2017, DR, 2.ª série, n.º 68, de 5-04-2017 (ver Edital)
Em 10-03-2017 a CM de Abrantes comunicou à DGPC o despacho de abertura do procedimento de classificação como MIP
Despacho de 22-02-2017 da presidente da CM de Abrantes a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIP da Casa de habitação da Quinta da Ónia e jardim envolvente, incluindo a fonte da Ónia e o tanque de roupa
Em 15-03-2016 foi dado conhecimento do despacho à CM de Abrantes
Despacho de concordância de 1-03-2016 da diretora-geral da DGPC
Informação favorável de 16-02-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Pedido de parecer de 26-02-2016 da CM de Abrantes sobre a eventual classificação como de IM da Casa de habitação da Quinta da Ónia e jardim envolvente
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Em Vias de Classificação
Em Vias de Classificação para MIM - Monumento de Interesse Municipal
ZEP
n/a
Afectação
9914630
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Abrantes / São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo
Rua das Comissões
Rossio ao Sul do Tejo -
Polícia:
2
LATITUDE
39.451178
LONGITUDE
-8.186048
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1614
1614, como "terra e olival a sul do Tejo", então integrados no Morgado da Ónia, cujas casas seriam pelo menos anterio...
1773
1773, quando são mencionadas pelo terceiro neto do instituidor do morgado.
2016
2016 foi dado conhecimento do despacho à CM de Abrantes Despacho de concordância de 1-03-2016 da diretora-geral da DG...
2017
2017, DR, 2.ª série, n.º 68, de 5-04-2017 (ver Edital) Em 10-03-2017 a CM de Abrantes comunicou à DGPC o despacho de ...
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