A povoação de Ega integrava no início do século XII os territórios doados por D. Teresa à Ordem do Templo no ano de 1128, que englobavam a vila de Soure e as terras entre Coimbra e Leiria. Em 1231 o mestre dos Cavaleiros Templários doava à vila de Ega o seu primeiro foral, que desde 1162 possuía igreja matriz. Terá sido no início do século XIII que a Ordem do Templo edificou na povoação um castelo, ou torre fortificada, na zona mais alta da vila.
Com a extinção da Ordem do Templo em 1312, a povoação de Ega passou para a alçada da Ordem de Cristo, constituindo-se então como sede de comenda. Nos primeiros anos do século XVI D. Fernando de Sousa, comendador de Ega, mandou edificar no local do velho castelo templário o designado Paço dos Comendadores, uma obra atribuída a Marcos Pires (CONCEIÇÃO, A. 1983, p. 203), edificador do Claustro de Silêncio da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, e que nessa mesma época dirigiu a primeira fase das obras de reconstrução da matriz da vila.
Este paço é um interessante exemplo do modelo de arquitectura senhorial rural de gosto manuelino. Destacando-se pela sobriedade dos volumes, a planimetria desenvolve-se numa estrutura em U, que demarca o pátio central no interior da casa.
Nas diversas fachadas do paço foram abertas janelas e portais de acesso ao interior, que ao contrário do que era habitual na época, em que este tipo de elementos estruturais eram decorados com relevos de motivos naturalistas, apresentam moldura simples. Para além disso, estas aberturas apresentam dimensões distintas entre si e foram dispostas em número desigual em cada um dos frontispícios, o que no entanto não compromete a harmonia do conjunto. Destaca-se uma janela de mainel, suportada ao centro por coluna torsa.
O estado ruinoso do Paço da Ega originou que muitos elementos que integravam o conjunto do edifício, tanto no espaço que o rodeia como na sua estrutura interior, se perdessem. Um desses elementos é a capela privada do palácio, que teria sido edificada à direita do edifício, anexa ao corpo deste (Idem, ibidem, p. 204).
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2005
Diploma de Classificação
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Número do Processo
Paço situado no cabeço da Vila, a leste da A-1, ao quilómetro 174.
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
1128, que englobavam a vila de Soure e as terras entre Coimbra e Leiria.
1162
1162 possuía igreja matriz.
1231
1231 o mestre dos Cavaleiros Templários doava à vila de Ega o seu primeiro foral, que desde 1162 possuía igreja matri...
1312
1312, a povoação de Ega passou para a alçada da Ordem de Cristo, constituindo-se então como sede de comenda. Nos
1983
1983, p.
2002
2002, DR, I Série-B.
2005
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
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Edição
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2009
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Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...
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