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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Edifício-Sede do Instituto Nacional de Estatística, muros e logradouros

Arquitectura Civil / Edifício

Designação
Designação Atual
Edifício-Sede do Instituto Nacional de Estatística, muros e logradouros
Outras Designações
Edifício-Sede do INE, muros e logradouros / Edifício do INE / Edifício do Instituto Nacional de Estatística (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Edifício
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
O Edifício-Sede do Instituto Nacional de Estatística (INE) foi projetado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957) em 1931, e erguido entre 1932 e 1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado a efeito a propósito da construção do Instituto Superior Técnico, em 1927.
O arquiteto pretendia que o edifício ficasse um pouco afastado da via pública. O imóvel, adotando uma planta em forma de V (resultante da articulação de 2 volumes horizontais - ala norte e ala sul - com 1 volume cúbico, situado na cota mais alta do terreno, onde se situa a entrada principal), concilia com maestria os valores institucionais de edifício público, unindo o classicismo depurado do corpo principal, simetria do conjunto a eixo da avenida, pátio de entrada, plataforma elevada (1,50m o nível da cota da entrada principal) antecedida por escadaria, corpo tripartido, de leitura vertical e pormenores decorativos e de composição com inspiração Art Deco e Secessão Vienense, com a pretensa modernidade dos corpos secundários (leitura horizontal dos alçados, cobertura plana, ausência de decoração e galeria em betão armado apoiado em pilares de secção circular).
A organização interna faz jus aos pressupostos já referidos, com o átrio solene, escadaria central de lanços desdobrados e salão nobre no corpo principal e as áreas de serviço localizadas nos corpos secundários a um e outro lado. Interessa ainda relevar o facto de se tratar de um dos primeiros edifícios públicos a ser instalado num edifício expressamente concebido para o efeito, tendo-se reunido as diferentes "Estatísticas" respeitantes aos setores da Demografia, Agricultura, Comércio e Indústria.
Ao nível das artes integradas, ressalve-se o janelão da escadaria principal, com vitral do pintor Abel Manta (1933), executado pelo vitralista Ricardo Leone, cujo tema é a Pátria rodeada pelas diversas atividades nacionais. No 1.º piso situava-se a Biblioteca, sala usada atualmente como Salão Nobre, ornado posteriormente (1947) com um friso de dez frescos do pintor Henrique Franco que representam temas alusivos à agricultura, pesca, indústria têxtil e cerâmica. Dois baixos-relevos decorativos, representando o "Comércio e Indústria" e a "Demografia e Agricultura" da autoria de Leopoldo de Almeida, rematam a fachada.
História
O Instituto Nacional de Estatística foi criado pela Lei n.º 1911, datada de 23 de maio de 1935, tendo-lhe sido atribuídas as "funções de notação, elaboração, publicação e comparação dos elementos estatísticos referentes aos aspetos da vida portuguesa que interessam à Nação, ao Estado e à Ciência".
O edifício sede do Instituto Nacional de Estatística, projeto de 1931, e erguido entre 1932 e 1935 (a inauguração do imóvel ocorreu no dia 23 de maio), é um dos mais severos e mais racionalistas edifícios da década de 30. Insere-se no primeiro ciclo de grandes obras promovidas por Duarte Pacheco. O INE, pelo programa arquitetónico, técnico, estético, e de inserção urbana, é uma das obras mais significativas da fase inicial do movimento moderno português.
Para fazer face às crescentes necessidades funcionais, está previsto uma ampliação do edifício, com projeto do arquiteto Arsénio Cordeiro.
Paulo Martins
DGPC, 2017
Diploma de Classificação
Portaria n.º 179/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13631/2012, DR, 2.ª série, n.º 209, de 29-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 20-07-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Proposta de 29-02-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 25-05-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 19-05-2006 da DR de Lisboa
Despacho n.º 76/2004 de 8-07-2004 do presidente do IPPAR a determinar que se estude a eventual classificação
Requerimento de classificação de 12-01-2004 de particular
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 179/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13631/2012, DR, 2.ª série, n.º 209, de 29-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 29-02-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Areeiro
Avenida Antonio José de Almeida
Lisboa -
Polícia:
Avenida do México
Lisboa -
Polícia:
Avenida Manuel da Maia
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.73852
LONGITUDE
-9.137385
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1897
1897-1957) em 1931, e erguido entre 1932 e 1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado...
1911
1911, datada de 23 de maio de 1935, tendo-lhe sido atribuídas as "funções de notação, elaboração, publicação e compar...
1927
1927.O arquiteto pretendia que o edifício ficasse um pouco afastado da via pública. O
1931
1931, e erguido entre 1932 e 1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado a efeito a pr...
1932
1932 e 1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado a efeito a propósito da construção ...
1933
19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 25-05-2006 da vice-presidente...
1935
1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado a efeito a propósito da construção do Inst...
1947
1947) com um friso de dez frescos do pintor Henrique Franco que representam temas alusivos à agricultura, pesca, indú...
1957
1957) em 1931, e erguido entre 1932 e 1935, num lote triangular que resultou do arranjo urbanístico então levado a ef...
2004
2004 de 8-07-2004 do presidente do IPPAR a determinar que se estude a eventual classificação Requerimento de classifi...
2006
2006 da vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 19-05-2006 da DR de Lisboa Despacho n.º 76/2004 de 8-07-2004...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 25-05-2006 da vice-presidente do IP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncio n.º 13631/2012, DR, 2.ª série, n.º 209, de 29-10-201...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (ver Portaria) Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º ...
2017
2017
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar AA.VV. Edição 2004 Lisboa
<i>Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900</i> TOSTÕES, Ana Edição 2009 Porto

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Pastelaria Mexicana, incluindo o seu património artístico integrado
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Conjunto constituído pela Alameda Dom Afonso Henriques e Fonte Monumental
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