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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte e estação arqueológica de Lovelhe

Arquitectura Mista / Conjunto

Designação
Designação Atual
Forte e estação arqueológica de Lovelhe
Outras Designações
Forte de Lovelhe
Forte de São Francisco
Povoado de Lovelhe
Estação arqueológica de Lovelhe
Tipologia
Conjunto
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Existindo, nas suas proximidades, o arqueossítio conhecido por "Complexo mineiro da época romana do Couço do Monte Furado", não surpreende que fossem identificados outros vestígios datáveis do mesmo período no território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vila Nova de Cerveira e, mais propriamente, à freguesia de Lovelhe.

Localizada em Lovelhe - ou "Lobelhe" -, o conjunto denominado por "Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe" ergue-se no topo de uma pequena colina sobranceira à margem esquerda do Rio Minho e nas proximidades de uma das passagens naturais entre os territórios hoje abrangidos pelo Minho e pela Galiza, uma localização, já de si, assaz relevante para justificar a sua escolha por diferentes comunidades humanas no passado, que aí encontrariam, certamente, os recursos essenciais à sua sobrevivência.

Características estas que, no conjunto, mas, sobretudo, pelo posicionamento estratégico do morro, justificariam a construção de um forte (com uma única porta de entrada, rodeado de fosso e dotado de guaritas nos ângulos exteriores) no mesmo sítio, concluída em 1663, sob direcção do Mestre de Campo, General D. Francisco de Azevedo, integrando a frente defensiva desta zona do Minho, especialmente durante as guerras da Restauração, tendo sido reutilizado da mesma forma ao tempo das invasões francesas.
Na verdade, o local exibe vestígios ocupacionais datáveis de vários períodos. Desde logo, do romano, do qual remanescem estruturas e trechos arquitectónicos (fustes e capiteis toscanos) e decorativos (fragmentos de mosaicos) pertencentes a uma antiga villa, erguida na vertente noroeste do morro, e que foi descoberta no decorrer das obras de abertura da estrada de acesso ao INATEL e à marina, implicando, em todo o caso, a destruição parcial da estação arqueológica.

Foram, contudo, as escavações realizadas no sítio que permitiram compreender estar-se perante uma villa edificada no século I d. C. (com remodelações registadas até às centúrias de IV-V) sobre um habitat da Idade do Ferro final, este último visível nos alicerces de habitações de planta predominantemente circular e do talude defensivo. Uma ocorrência que reforça o sucedido em estações similares, numa confirmação da valência estratégica do local, de onde se desfruta de um bom domínio visual sobre a paisagem envolvente. Ademais, não poderemos esquecer a existência, nas imediações, de um complexo mineiro (vide supra) que exigia, muito naturalmente, uma permanente vigilância por parte das autoridades sob domínio romano, que assim controlariam a navegação e o comércio pelo rio e através dele, como atestarão os materiais cerâmicos de importação entretanto encontrados no seu perímetro. Mas de não somenos importância seria a própria fertilidade dos terrenos confinantes, a razão de existência da própria villa, de actividade predominantemente agrícola.

Foi sobre as ruínas da estação arqueológica romana que se erigiu uma segunda, já no período Suevo-Visigótico, a julgar pelos elementos remanescentes de um muralhado e por uma conta de um brinco em ouro possivelmente datado do século VI (Cf. Processo de classificação).

[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 508/2018, DR, 2.ª série, n.º 191, de 3-10-2018 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-08-2018 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 65/2018, DR, 2.ª série, n.º 85, de 3-05-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 5-01-2017 da diretora-geral da DGPC para se promover a consulta pública
Em 24-05-2016 a DRC do Norte propôs que se promovesse a consulta pública, enviando planta elaborada em conjunto com a CM de Vila Nova de Cerdeira correspondendo à área física precisa do forte e da estação arqueológica que se pretende classificar
Despacho de homologação de 12-10-1979 do Secretário de Estado da Cultura
Novo parecer de 10-10-1979 da COISPCN a propor a classificação do Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe
Despacho de concordância de 5-04-1979
Parecer de 23-03-1979 da COISPCN a propor a classificação do Forte e Quinta de Lobelhe como IIP
Proposta de 22-09-1978 da CM de Vila Nova de Cerveira para a classificação da Quinta de Lobelhe ou Forte
Proposta de 2-06-1977 da DGEMN para a classificação do Forte de Lovelhe
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viana do Castelo / Vila Nova de Cerveira / Vila Nova de Cerveira e Lovelhe
Sítio do Forte de Lobelhe
Vila Nova de Cerveira -
Polícia:
LATITUDE
41.952832
LONGITUDE
-8.742354
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1663
1663, sob direcção do Mestre de Campo, General D. F
1977
1977 da DGEMN para a classificação do Forte de Lovelhe Existindo, nas suas proximidades, o arqueossítio conhecido por...
1978
1978 da CM de Vila Nova de Cerveira para a classificação da Quinta de Lobelhe ou Forte Proposta de 2-06-1977 da DGEMN...
1979
1979 do Secretário de Estado da Cultura Novo parecer de 10-10-1979 da COISPCN a propor a classificação do Forte e Est...
2016
2016 a DRC do Norte propôs que se promovesse a consulta pública, enviando planta elaborada em conjunto com a CM de Vi...
2017
2017 da diretora-geral da DGPC para se promover a consulta pública Em 24-05-2016 a DRC do Norte propôs que se promove...
2018
2018, DR, 2.ª série, n.º 191, de 3-10-2018 (sem restrições) (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado po...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Forte de Lobelhe", Informação Arqueológica, nº 9 ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de Edição 1994 Braga
O Minho Pittoresco VIEIRA, José Augusto Edição 1887 Lisboa
Guia de Portugal, v.4, t. II : Entre Douro e Minho, Minho DIONÍSIO, Sant'Ana Edição 1996 Lisboa
Vila Nova de Cerveira: de ontem e de hoje ROCHA, J. Marques Edição 1994 Gondomar
Contributos para a História de Vila Nova de Cerveira, vol.1 GUERREIRO, Castro Edição 1995 Vila Nova de Cerveira
Processo de classificação do Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe. IPPAR [DRP. 6.11.3 / 28-10 (3)] Edição Porto

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