A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Julião, matriz de Mangualde, incluindo o adro e a Via-Sacra (as 10 cruzes ainda existentes)

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Julião, matriz de Mangualde, incluindo o adro e a Via-Sacra (as 10 cruzes ainda existentes)
Outras Designações
(4 cruzes no adro da Igreja de São Julião, 4 cruzes a caminho da Misericórdia, 1 na Misericórdia e 1 na Avenida Salazar, integrada no Palácio do Conde de Anadia) / Igreja Paroquial de Mangualde / Igreja de São Julião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A matriz de Mangualde foi construída na Idade Média, provavelmente entre os séculos XIII e XIV conforme testemunham as cachorradas ainda conotadas com o período românico, que se encontram incorporadas nas fachadas laterais do templo. Antes, porém, é de presumir que já existisse um edifício religioso, a que deverá aludir um documento de 1103, pelo qual Pedro Sernandes doou o mosteiro de São Julião à Sé de Coimbra. Desse primitivo templo, todavia, nada chegou até aos nossos dias, sendo os vestígios tardo-românicos (ou proto-góticos) os mais antigos que se conservam no conjunto.
Os modilhões que formam as cachorradas apresentam decoração zoomórfica e vegetalista. No entanto, se estes elementos se podem incluir ainda no vocabulário românico, tal como o portal lateral Norte, de arco a pleno centro e entretanto entaipado, outros aspectos apontam para uma cronologia já mais próxima do Gótico. Está neste caso o portal lateral Sul, em arco apontado e de arestas chanfradas, características que sugerem uma feitura a rondar o século XIV. Também o facto de a grande maioria dos silhares que compõem as fachadas laterais serem siglados admite uma campanha em plena Baixa Idade Média, ao contrário do que sucede nos edifícios plenamente românicos, onde as siglas são raras. A planta da igreja pode, também, ser uma herança medieval, pela sua simplicidade e coerência relativamente à época românica, de nave única relativamente estreita e capela-mor rectangular.
Desconhecem-se as obras que se sucederam neste espaço depois de concluído o projecto. Em 1462, D. Afonso V doou o seu padroado a Fernão Cabral e seus descendentes. No entanto, só encontramos novos elementos materiais datáveis da segunda metade do século XVI, concretamente as duas capelas laterais da nave (consagradas a Jesus e Nossa Senhora do Rosário). Estas são abertas por portais de arco de volta perfeita inscritos em alfizes de cantaria, sendo a composição do lado Norte rematada por frontão triangular com elementos heráldicos no tímpano.
As obras continuaram pelo século XVII, com feitura do campanário que se adossa à frontaria, pelo lado Sul (de maciço pétreo rectangular encimado por dupla sineira de arcos de volta perfeita), e de um desmantelado retábulo, da autoria de António Vieira e terminado em 1635 (de que se conservam cinco tábuas, quatro delas ainda no interior do templo). A segunda metade de Seiscentos parece ter sido um momento de grande actividade no estaleiro, alteando-se o corpo da igreja (através de duas fiadas de silhares acima da primitiva linha de cachorrada), reformulando-se o arco triunfal e procedendo-se a novas obras na capela-mor, que foi de novo benzida em 1690.
A plenitude do Barroco trouxe o engrandecimento artístico do interior, realizando-se um novo retábulo-mor de talha dourada (contratado em 1709 e terminado em 1723) e o tecto da abside, em caixotões seccionados por segmentos de talha dourada, com 18 pinturas alusivas aos Apóstolos, santos diversos e São Julião ao centro, incluindo-se, ainda, cruzes da Ordem de Cristo, instituição a que o templo pertencia desde o século XVI. Ligeiramente posteriores são os retábulos laterais, que ladeiam o arco triunfal, de corpo único limitado por colunas salomónicas e de talha branca e dourada.
Em 1838, ruiu a fachada principal, que presumivelmente seria ainda a da campanha tardo-românica. Houve, por isso, que refazer toda a frontaria, que adquiriu, então, o actual aspecto, com portal axial de arco irregularmente apontado, sobrepujado por janela de perfil idêntico. Da mesma altura é a escadaria de acesso ao campanário, pelo lado nascente da fachada lateral Sul, e o coro-alto. O restauro da igreja, consumado nas décadas de 80 e de 90 do século XX, não foi integral, apesar de ter actuado sobre grande parte do conjunto. Escavações arqueológicas identificaram uma necrópole medieval, mas o monumento aguarda, ainda, por uma monografia que coloque em perspectiva todos os dados então recolhidos.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (alterou a designação para "Igreja de São Julião, matriz de Mangualde, incluindo o adro e a Via-Sacra (as 10 cruzes ainda existentes)" (ver Decreto)
Decreto n.º 31/83, DR, I Série, n.º 106, de 9-05-1983 (classificou a "Igreja matriz de Mangualde") (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12700426
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Mangualde / Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta
Rua da Igreja
Mangualde -
Polícia:
LATITUDE
40.608201
LONGITUDE
-7.766309
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1103
1103, pelo qual Pedro Sernandes doou o mosteiro de São Julião à Sé de Coimbra. Des
1462
1462, D.
1635
1635 (de que se conservam cinco tábuas, quatro delas ainda no interior do templo).
1690
1690.A plenitude do Barroco trouxe o engrandecimento artístico do interior, realizando-se um novo retábulo-mor de tal...
1709
1709 e terminado em 1723) e o tecto da abside, em caixotões seccionados por segmentos de talha dourada, com 18 pintur...
1723
1723) e o tecto da abside, em caixotões seccionados por segmentos de talha dourada, com 18 pinturas alusivas aos Após...
1838
1838, ruiu a fachada principal, que presumivelmente seria ainda a da campanha tardo-românica.
1983
1983 (classificou a "Igreja matriz de Mangualde") (ver Decreto) A matriz de Mangualde foi construída na Idade Média, ...
1997
1997 (alterou a designação para "Igreja de São Julião, matriz de Mangualde, incluindo o adro e a Via-Sacra (as 10 cru...
16
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Notas sobre a necrópole medieval da Igreja Matriz de Mangualde", Mundo da Arte, nº16, pp.67-70 PINTO, António Nunes Edição 1983 Coimbra
Concelho de Mangualde. Antigo concelho de Azurara da Beira SILVA, Valentim da Edição 1978 Porto
Artistas e Artífices nas Dioceses de Viseu e Lamego ALVES, Alexandre Edição 2001 Viseu
Terras de Azurara e Tavares, vol.I ALVES, Alexandre Edição 1990 Mangualde

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Igreja da Misericórdia, incluindo as pinturas e os azulejos do século XVIII que revestem parte do seu interior, em Mangualde
Igreja da Misericórdia, incluindo as pinturas e os azulejos do século XVIII que revestem parte do seu interior, em Mangualde

Mangualde

Ver Ficha
Palácio dos Condes de Anadia, constituído pelo palácio, jardins, quinta e mata anexa
Palácio dos Condes de Anadia, constituído pelo palácio, jardins, quinta e mata anexa

Mangualde

Ver Ficha
Imóvel denominado «Relógio Velho»
Imóvel denominado «Relógio Velho»

Mangualde

Ver Ficha
Capela do Rebelo
Capela do Rebelo

Mangualde

Ver Ficha