Imóvel
Integrado atualmente no Parque Florestal da Serra da Boa Viagem, o Farol do Cabo Mondego foi originalmente edificado na década de cinquenta do século XIX, tendo sido totalmente remodelado no primeiro quartel do século XX.
O complexo é constituído por três edifícios que formam uma planta em H. Os volumes laterais, destinados a alojamento dos faroleiros e armazenamento de materiais, desenvolvem-se em planimetria retangular disposta longitudinalmente, de apenas um piso, sendo marcados pela abertura de janelas e portas a espaços regulares em todas as fachadas. Através de dois terraços laterais, que se adossam aos telhados, unem-se ao corpo central da torre, de quinze metros de altura, que se ergue em planta quadrada dividida em três registos, os dois primeiros rasgados por janelas e o superior, onde se ergue a lanterna, de planta circular.
História
Foi no ano de 1835 que se ordenou a edificação de um farol no Cabo Mondego, encarregando-se o engenheiro Gaudêncio Fontana, responsável pelo serviço de faróis nos meados do século XIX, de executar o projeto.
A conclusão do complexo ocorreu apenas em 1858, já sob direção de Francisco Maria Pereira da Silva, posteriormente designado "Inspector dos Faróis". A torre então construída tinha 17,72 metros de altura, suportando no topo um ótico lenticular de Fresnel de 2.ª ordem, cujo candeeiro era alimentado a azeite.
Nas décadas seguintes, o conjunto manteve-se praticamente inalterado, até que em 1902, com a elaboração do Plano Geral de Alumiamento e Balizagem dos Portos e Costas Marítimas do Reino e Ilhas Adjacentes, foram verificados os primeiros indícios de que era necessário proceder a renovações na estrutura.
Assim, em 1916 foi elaborada uma proposta de reforma que mereceu parecer positivo por parte do Ministério da Marinha, procedendo-se então à construção do atual farol, iniciada em 1917 e concluída em 1922.
Ao longo da segunda metade do século XX, o farol foi beneficiado com algumas inovações técnicas, nomeadamente sinais sonoros, eletrificação geral e instalação de radiofarol. Em 1988 o foral foi automatizado, o que levou à supressão dos faroleiros, e no ano de 2001 foi desativado o radiofarol.
O Farol do Cabo Mondego foi classificado como de interesse municipal em 2004.
Catarina Oliveira
DGPC, 2017
Diploma de Classificação
Edital de 23-06-2004 da CM da Figueira da Foz
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal
ZEP
n/a
Afectação
9913229
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Figueira da Foz / Buarcos e São Julião
-- --
Buarcos -
Polícia:
LATITUDE
40.190977
LONGITUDE
-8.905124
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1835
1835 que se ordenou a edificação de um farol no Cabo Mondego, encarregando-se o engenheiro Gaudêncio Fontana, respons...
1858
1858, já sob direção de Francisco Maria Pereira da Silva, posteriormente designado "Inspector dos Faróis". A t
1902
1902, com a elaboração do Plano Geral de Alumiamento e Balizagem dos Portos e Costas Marítimas do Reino e Ilhas Adjac...
1916
1916 foi elaborada uma proposta de reforma que mereceu parecer positivo por parte do Ministério da Marinha, procedend...
1917
1917 e concluída em 1922.Ao longo da segunda metade do século XX, o farol foi beneficiado com algumas inovações técni...
1922
1922.Ao longo da segunda metade do século XX, o farol foi beneficiado com algumas inovações técnicas, nomeadamente si...
1988
1988 o foral foi automatizado, o que levou à supressão dos faroleiros, e no ano de 2001 foi desativado o radiofarol.O...
2001
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Faróis de Portugal
VILHENA, João Francisco, LOURO, Maria Regina
Edição
1995
Lisboa
"Farol do Cabo Mondego", Revista da Armada, Julho de 2004