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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio Conselheiro Branco

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio Conselheiro Branco
Outras Designações
Palácio do Conselheiro António Branco / Palacete de António Roberto de Oliveira Lopes Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica

Implantado na zona antiga de Maiorca, próximo do Paço, o Palácio Conselheiro Branco destaca-se do casario que o envolve, pelas fachadas de linhas neoclássicas, cujo modelo radica no edifício da antiga feitoria inglesa da cidade do Porto.
O edifício desenvolve-se numa planta retangular, dividida em três pisos, à qual se adossa na zona posterior uma pequena construção. A fachada principal decompõe-se em três panos, marcados por pilastras, sendo marcada pela abertura regular de janelas. No piso inferior rasgam-se, lateralmente, janelas de peito com molduras de arco curvo que se prolongam até ao chão, recordando a arcaria da Feitoria. O tramo central apresenta três portas delimitadas por aparelho rusticado, que é aplicado apenas nesta secção.
No piso intermédio, as janelas de sacada alternam entre frontões semicirculares e triangulares, numa dinâmica contrária à que encontramos no referido edifício portuense, onde os frontões triangulares estão ao centro.
Segue-se um piso de janelas retangulares, encimado pelo remate da fachada, numa platibanda interrompida, ao centro, por uma grinalda, que originalmente exibia fogaréus, dos quais subsiste apenas um.
No interior, destacam-se os trabalhos de estuque e pintura em trompe l'oeil, de gosto neoclássico, principalmente os que decoram a claraboia, com elementos de arquitetura fingida que empregam um grande sentido cenográfico ao espaço.
História
Os dados referentes à construção do Palácio Conselheiro Branco são escassos, permitindo apenas avançar algumas propostas para reconstruir a sua história.
Pressupõe-se que a edificação datará das últimas décadas do século XIX, apontando-se o ano de 1884 como uma data eventual para o início dos trabalhos, muito embora nada possa confirmar esta informação. Do mesmo modo, o nome de André de Assunção tem surgido como o primeiro mestre de obras, embora não se conheçam quaisquer outras informações sobre a sua obra ou, sequer, sobre a sua participação no desenho ou na construção deste palácio (IPPAR, Processo de Classificação).
A edificação do imóvel deve-se a António Roberto de Oliveira Lopes Branco, importante figura política local que nasceu em Maiorca no ano de 1806, sabendo-se que se destinava a residência própria. Lopes Branco foi Juiz de Fora da Figueira da Foz e Governador Civil de Coimbra, tendo ficado conhecido por impulsionar o desenvolvimento da Maçonaria local como um dos fundadores da Loja Restauração. Desempenhou, também, importantes cargos ao serviço do Rei D. Luís, entre os quais se destacam o de Conselheiro de Estado e o de Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, tendo sido distinguido com brasão de armas em 1862. O Conselheiro viria a falecer em 1889.
Neste imponente palácio não deixa de ser interessante a utilização da antiga feitoria inglesa do Porto como modelo arquitetónico, já que aqui se transforma uma estrutura destinada a atividades comerciais em espaço de habitação. No entanto, deve salientar-se o eco bastante tardio desta replicação regional do neoclássico nortenho, já que o protótipo portuense foi desenhado em 1785, quase um século antes.
Depois da morte do Conselheiro, o imóvel albergou uma escola de freiras, um consultório médico, e uma creche, tendo sido adquirido cerca de 1930 pela Câmara Municipal da Figueira da Foz. Já na década de 1960 acolheu a Guarda Nacional Republicana, que entretanto desocupou o espaço. Todas estas diferentes funcionalidades obrigaram a reformas e adaptações, que alteraram e degradaram o edifício, principalmente os espaços internos.
O Palácio Conselheiro Branco foi classificado como de interesse municipal em 2005.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
Diploma de Classificação
Edital n.º 137/05 da CM da Figueira da Foz, publicado em 31-03-2005, com adenda rectificativa de 13-06-2005
Despacho de abertura camarário de 2-04-2002
Despacho de encerramento de 15-05-2003 do presidente do IPPAR, por não ter valor nacional
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Figueira da Foz / Maiorca
LATITUDE
40.165958
LONGITUDE
-8.755609
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1785
1785, quase um século antes.Depois da morte do Conselheiro, o imóvel albergou uma escola de freiras, um consultório m...
1806
1806, sabendo-se que se destinava a residência própria. L
1862
1862.
1884
1884 como uma data eventual para o início dos trabalhos, muito embora nada possa confirmar esta informação. Do
1889
1889.Neste imponente palácio não deixa de ser interessante a utilização da antiga feitoria inglesa do Porto como mode...
1930
1930 pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.
1960
1960 acolheu a Guarda Nacional Republicana, que entretanto desocupou o espaço.
2002
2002 Despacho de encerramento de 15-05-2003 do presidente do IPPAR, por não ter valor nacional Implantado na zona ant...
2003
2003 do presidente do IPPAR, por não ter valor nacional Implantado na zona antiga de Maiorca, próximo do Paço, o Palá...
2005
2005, com adenda rectificativa de 13-06-2005 Despacho de abertura camarário de 2-04-2002 Despacho de encerramento de ...
2018
2018
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Neoclassicismo e Romantismo", História da Arte em Portugal ANACLETO, Regina Edição 1986 Lisboa
Coimbra e Região BORGES, Nelson Correia Edição 1987 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
A Arte em Portugal no Século XIX (2 vols.) FRANÇA, José-Augusto Edição 1990 Lisboa
Palácio Conselheiro Branco, Processo de Classificação, IPPAR/DRC POLICARPO, Isabel Edição 2002

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