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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Gravuras Rupestres do Outeiro dos Riscos / Cabeço do Outeiro dos Risco

Arqueologia / Gravura

Designação
Designação Atual
Gravuras Rupestres do Outeiro dos Riscos / Cabeço do Outeiro dos Risco
Outras Designações
Gravuras rupestres do Outeiro dos Riscos / Cabeço do Outeiro dos Riscos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / (Ver Ficha em www.arqueologia.patrimoniocultural.pt)
Tipologia
Gravura
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
A Estação de Arte Rupestre de Outeiro dos Riscos localiza-se no Lugar de Espirra Ovelha, freguesia de Cepelos, concelho de Vale de Cambra, na vertente norte do Monte da Lomba da Bosta integrado na Serra do Arestal. A povoação mais próxima é Gatão da qual dista sensivelmente 700 metros para sul. Possui um amplo domínio visual abrangendo o vale do Rio Caima que corre a norte. Implanta-se a cerca de 740 metros de altitude, num afloramento granítico existente numa pequena chã, nas proximidades de uma linha de água, o ribeiro Escuro.
Na envolvente, numa distância máxima de 2 quilómetros em linha reta, são conhecidos diversos monumentos megalíticos nomeadamente a Mamoa 1 da Fraga, a Mamoa 1 de Falcão e a Mamoa de Vale Mau.
A classificação abrange dois penedos insculturados, designadamente Outeiros dos Riscos 1, um afloramento sub-vertical, com 20 metros de comprimento e 11 de largura que lhe confere grande monumentalidade, e Outeiro dos Riscos 2, igualmente sobrelevado, mas apenas com uma gravura registada. Englobados na área de servidão encontram-se ainda mais duas lajes insculpidas, especificadamente Outeiros de Riscos 3 e 4.
O conteúdo iconográfico do Outeiro de Riscos 1, plasmado em cinco painéis, é constituído essencialmente por motivos circulares, destacando-se as covinhas, os círculos concêntricos, raiados e com cruciformes no interior. O reportório, gravado aparentemente num único momento, enquadra-se na Arte Atlântica. A cronologia apontada para estas gravuras baliza-se entre o Neolítico Final e a Idade do Bronze. As insculturas de Outeiro de Riscos 2, por sua vez, remontam possivelmente à Idade do Bronze, e estão dispostas numa superfície reduzida orientada a poente. Os pictogramas apresentam características bastante distintas do conjunto adjacente. É percetível uma representação que poderá ser interpretada como um báculo, junto a um reticulado. No que respeita a Outeiro dos Riscos 3, foram detetadas covinhas e o Outeiro de Riscos 4 encontra-se parcialmente soterrado sendo possível visualizar um circulo concêntrico.
História
Em 1038 Alberto Souto identificou o arqueossítio e publicou um estudo relativo ao penedo de Outeiro de Riscos 1. A descoberta de Outeiro de Risos 2 é mais tardia e deve-se a Francisco Queiroga, em 2001. O projecto Espaços Naturais, Arquitecturas, Arte Rupestre e Deposições na Pré-História Recente na Fachada Ocidental do Centro Norte Português - ENARDAS, que decorre desde 2011 sob a responsabilidade da investigadora Ana Maria dos Santos Bettencourt poderá resultar num acréscimo de informação sobre as gravuras em presença.
Ana Vale
DGPC, 2019
Diploma de Classificação
Portaria n.º 303/2013, DR, 2.ª série, n.º 99, de 23-05-2013 (toda a área é considerada ZNA) (ver Portaria)
Declaração de retificação n.º 543/2013, DR, 2.ª série, n.º 86, de 6-05-2013 (nova retificação das restrições a aplicar) (ver Declaração)
Declaração de retificação n.º 288/2013, DR, 2.ª série, n.º 46, de 6-03-2013 (retificou as restrições a aplicar) (ver Declaração)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncion.º 13729/2012, DR, 2.ª série, n.º 225, de 21-11-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 17-10-2012 da DRC do Norte para a classificação das Gravuras Rupestres do Outeiro dos Riscos como SIP
Devolvido à DRC do Norte em 7-05-2012 para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 21-02-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 23-07-2004 do presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 30-12-2003 da DR do Porto
Parecer favorável de 14-03-2002 do IPA
Proposta de 29-03-2001 da CM de Vale de Cambra para a classificação do Outeiro dos Riscos
Número do Processo
Espirra Ovelha na encosta norte da Lomba da Bosta que faz parte integrante da Serra da Freita, Lugar de Gatão.
Proteção
Classificado
Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Aveiro / Vale de Cambra / Cepelos
- -
Espirra Ovelha -
Polícia:
LATITUDE
40.833243
LONGITUDE
-8.331327
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1038
1038 Alberto Souto identificou o arqueossítio e publicou um estudo relativo ao penedo de Outeiro de Riscos 1.
2001
2001 da CM de Vale de Cambra para a classificação do Outeiro dos Riscos Sítio A Estação de Arte Rupestre de Outeiro d...
2002
2002 do IPA Proposta de 29-03-2001 da CM de Vale de Cambra para a classificação do Outeiro dos Riscos Sítio A Estação...
2003
2003 da DR do Porto Parecer favorável de 14-03-2002 do IPA Proposta de 29-03-2001 da CM de Vale de Cambra para a clas...
2004
2004 do presidente do IPPAR Proposta de abertura de 30-12-2003 da DR do Porto Parecer favorável de 14-03-2002 do IPA ...
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) Proposta de 21-02-2012 da DRC do Norte para a classificação ...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de abertura de 23-07-2004 do presidente do IPPAR P...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)Anúncion.º 13729/2012, DR, 2.ª série, n.º 225, de 21-11-2012...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 99, de 23-05-2013 (toda a área é considerada ZNA) (ver Portaria)Declaração de retificação n....
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Menires do Alto Algarve Oriental: Lavajo I e Lavajo II (Alcoutim)", Revista Portuguesa de Arqueologia CANINAS, João Carlos Pires, CARDOSO, João, GRADIM, Alexandra, JOAQUIM, A. do Nascimento Edição 2002 Lisboa
Inventário Patrimonial de Vale de Cambra. I - Arqueologia QUEIROGA, Francisco M. Veleda Reimão Edição 2001 Vale de Cambra
"Arte rupestre pós glaciária. Esquematismo e abstracção", História de Arte em Portugal, 1. Do Paleolítico à Arte Visigótica BAPTISTA, António Martinho Edição 1986 Lisboa
"Arte rupestre. As insculturas do Arestal e o problema das combinações circulares e espiralóides do noroeste peninsular", Arquivo do Distrito de Aveiro SOUTO, Alberto Edição 1938 Aveiro

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