A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Estação arqueológica de Chões de Alpompé

Arqueologia / Acampamento

Designação
Designação Atual
Estação arqueológica de Chões de Alpompé
Outras Designações
Acampamento militar de Chões de Alpompé / Estação Arqueológica de Chões de Alpompé (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Acampamento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Situado num terraço fluvial na confluência entre o rio Tejo e o rio Alviela, esta estação arqueológica diz essencialmente respeito aos vestígios de muralhas atribuíveis ao período da ocupação romana do nosso território, numa zona que apresenta vestígios ocupacionais desde o Paleolítico.

Com efeito, pesquisas levadas a cabo por investigadores na década de setenta do século passado, trouxeram à luz do dia múltiplos artefactos atribuídos ao Acheulense Superior e Musteriense. Entretanto, uma década antes, fora a vez de, ao prospectarem a mesma área, alguns arqueólogos dos Serviços Geológicos recolheram, além de objectos pertencentes ao Paleolítico, cerâmica ibérica pintada e estampilhada, cerâmica negra de tipo grego, bem como cossoiros, todos denunciando uma fortíssima ocupação durante a Idade do Ferro. Ademais, a igual presença neste vasto espólio recolhido à superfície, de cerâmica negra campaniense A datável do século IV a. C sugere a existência de relações comerciais mantidas entre esta zona da antiga Lusitânia e o mediterrâneo.

Mas, apesar destes vestígios, a classificação deste sítio reporta-se essencialmente ao período da ocupação romana, da qual, aliás, se recolheram materiais, como um unguentário de barro, fragmentos de cerâmica, um peso de tear, etc., durante os anos cinquenta por , entre outros, Bairrão Oleiro.

Tratando-se eventualmente da cidade de Moron, mencionada por Estrabão no século I a.C., estabeleceu-se neste campo fortificado erguido entre finais do século V, inícios do IV a.C., um acampamento militar, cuja principal função residiria no apoio a conceder à defesa de Scallabis (Santarém). Desta realidade chegaram até nós apenas alguns vestígios da zona muralhada, com c. de 1 km de comprimento, por 500 m de largura, para além de partes de 2 muralhas dispostas transversalmente, aparentando isolar uma zona um pouco mais elevada de todo o conjunto. Deste destacam-se os torreões, com paralelos formais aos localizados noutros sítios arqueológicos nacionais, como nos casos de Antanhol, Mesa dos Castelinhos e Miróbriga. Algumas das ravinas que ladeiam o recinto parecem ter sido aproveitadas como zonas de acesso ao seu interior.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Edital de 10-10-1978 da CM de Santarém
Despacho de homologação de 20-07-1978 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer conjunto de 19-07-1978 da COISPCN e da Subcomissão de Arqueologia a propor a classificação como IIP
Em 14-06-1978 foi dado conhecimento à CM de Santarém de que a estação arqueológica se encontrava em vias de classificação
Proposta de classificação de 26-10-1977 da DGAC
Número do Processo
Caminho carreteiro situado a cerca de 250m a E da Quinta de Alpompé, que liga a estrada alcatroada à encosta da plataforma onde se situa a referida estação.
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 901/91, DR, I Série-B, n.º 203, de 4-09-1991 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital N.º 125/90 de 19-06-1990 da CM de Santarém
Despacho de concordância de 27-11-1989 da Secretária de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 7-11-1989 do presidente do IPPC
Parecer favorável de 6-11-1989 do Conselho Consultivo do IPPC
Proposta de 25-08-1989 do IPPC
Afectação 181504
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Santarém / São Vicente do Paul e Vale de Figueira
- Terraço fluvial de Vale de Figueira
Vale de Figueira -
Polícia:
LATITUDE
39.332407
LONGITUDE
-8.596515
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1977
1977 da DGAC Situado num terraço fluvial na confluência entre o rio Tejo e o rio Alviela, esta estação arqueológica d...
1978
1978 da CM de Santarém Despacho de homologação de 20-07-1978 do Secretário de Estado da Cultura Parecer conjunto de 1...
1982
1982 (ver Decreto) Edital de 10-10-1978 da CM de Santarém Despacho de homologação de 20-07-1978 do Secretário de Esta...
0
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Ânforas pré-romanas dos Chões de Alpompé (Santarém)", Estudos Orientais DIOGO, António Manuel Dias Edição 1993 Lisboa
"Materiais da Idade do Ferro provenientes dos Chões de Alpompé (Santarém)", Actas das II Jornadas Arqueológicas de Viseu DIOGO, António Manuel Dias, CATARINO, João Edição
Santarém SERRÃO, Vítor Edição 1990
"Geografia e campos fortificados romanos", Boletim do Centro de Estudos Geográficos, nº1 (6-7), pp.73-80. OLEIRO, João Manuel Bairrão, GIRÃO, Aristides de Amorim Edição 1953 Coimbra
"Acerca do campo fortificado de "Chões" de Alpompé", O Arqueólogo Português ZBYSZEWSKI, G.; FERREIRA, O. da Veiga; SANTOS, M. Cristina Edição 1968
"O Paleolítico do povoado pré-romano de Chões de Alpompé", Arqueologia e História ZBYSZEWSKI, G.; FERREIRA, O. da Veiga; LEITÃO e NORTH, C. T. Edição 1972
As grandes vias da Lusitania - O Itinerário de Antonio Pio SAA, Mário Edição

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Capela de São José
Capela de São José

Golegã

Ver Ficha
Casa da Azinhaga
Casa da Azinhaga

Golegã

Ver Ficha
Casa-Museu dos Patudos, também denominada «Casa de José Relvas»
Casa-Museu dos Patudos, também denominada «Casa de José Relvas»

Alpiarça

Ver Ficha
Estações arqueológicas da Quinta dos Patudos (Castelo de Alpiarça, Cabeço da Bruxinha, Necrópole de Tanchoal e Necrópole do Meijão)
Estações arqueológicas da Quinta dos Patudos (Castelo de Alpiarça, Cabeço da Bruxinha, Necrópole de Tanchoal e Necrópole do Meijão)

Alpiarça

Ver Ficha