Edificado em pleno Calcolítico, durante o 3.º milénio a. C., de forma bastante destacada e controlando os acessos de um afluente da rib.ª da Foupana, o povoado do "Cerro do Castelo de Santa Justa" foi primeiramente identificado em 1978 pelo arqueólogo Vítor dos Santos Gonçalves.
Na sua origem, o povoado possuiria um sistema defensivo constituído por uma parte muralhada de grauvaque e planta elipsóide com nove torres ocas e maciças de dimensões variadas, uma das quais apresentando um relativo bom estado de conservação.
Além deste dispositivo defensivo, a estação arqueológica era de igual modo composta de estruturas habitacionais de planta circular e ovalada localizadas no seu perímetro interno, embora tenham também sido identificados alguns exemplares na zona exterior. A par destes vestígios é ainda possível observar a presença de recintos claramente destinados ao exercício de diferentes funções, como seriam a culinária e a tecelagem, a atestar bem como o desenvolvimento do Calcolítico no Alto Algarve Oriental se relacionou de modo estreito com a formação de redes de povoamento e o início de trocas regionais decorrentes da denominada "Revolução dos Produtos Secundários".
Dos inúmeros artefactos encontrados durante as campanhas realizadas neste sítio entre 1979 e 1986 incluem-se alguns realizados em pedra lascada (lâminas, lamelas, furadores, pontas de seta e núcleos), pedra polida (machados e enxós), cerâmica (pesos de tear, crescentes, colheres, suportes de vaso, pratos, taças e exemplares decorados, como no caso dos recipientes mamilados), metal (furadores, machados, lâminas, além de cadinhos, escórias e pingos de fundição, estes últimos a comprovar a existência de uma produção local da metalurgia do cobre) e objectos pertencentes ao domínio do "sagrado", como seriam os conhecidos "ídolos de cornos" e os "ídolos falange".
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (ver Decreto)
Número do Processo
Estrada de terra, a partir de Santa Justa até à base do monte
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
9914630
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Alcoutim / Martim Longo
Cerro do Castelo
- -
Polícia:
LATITUDE
37.421095
LONGITUDE
-7.702805
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1978
1978 pelo arqueólogo Vítor dos Santos Gonçalves. Na
1979
1979 e 1986 incluem-se alguns realizados em pedra lascada (lâminas, lamelas, furadores, pontas de seta e núcleos), pe...
1986
1986 incluem-se alguns realizados em pedra lascada (lâminas, lamelas, furadores, pontas de seta e núcleos), pedra pol...
1990
1990 (ver Decreto) Edificado em pleno Calcolítico, durante o 3.º milénio a. C.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
"O Cerro do Castelo de Santa Justa (Alcoutim): Um povoado calcolítico fortificado no Alto Algarve Oriental", IV Congresso Nacional de Arqueologia
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1980
Faro
"Cerro do Castelo de Santa Justa. Um povoado no alto Algarve oriental", Arqueologia
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1982
Porto
"Doze datas 14C para o povoamento calcolítico do Cerro do Castelo de Santa Justa (Alcoutim): comentários e contextos específicos", Clio
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1984
Lisboa
"Megalitismo e metalurgia no alto Algarve oriental, uma aproximação integrada", Estudos e Memórias, n.º 2, vol. 1
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1989
Lisboa
"O Cerro do Castelo de Santa Justa", Descobertas Arqueológicas no Sul de Portugal
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1980
Lisboa
"Cerro do Castelo de Santa Justa. Um povoado fortificado no Alto Algarve Oriental", Noventa Séculos entre a Serra e o Mar
GONCALVES, Victor Manuel dos Santos
Edição
1997
Lisboa
Alcoutim
LAMEIRA, Francisco
Edição
1994
Alcoutim
Levantamento Arqueológico do Concelho de Alcoutim
GRADIM, Alexandra
Edição
1997
Alcoutim
Alcoutim, capital do nordeste algarvio. Subsídios para uma monografia