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Património Cultural, I.P.

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Informação completa e documentação histórica.

Via Romana XVIII (Geira), no seu traçado por Terras de Bouro, da milha XIV (Santa Cruz) à milha XXXIV (Albergaria), incluindo todas as estruturas arqueológicas associadas

Arqueologia / Via

Designação
Designação Atual
Via Romana XVIII (Geira), no seu traçado por Terras de Bouro, da milha XIV (Santa Cruz) à milha XXXIV (Albergaria), incluindo todas as estruturas arqueológicas associadas
Outras Designações
Via Romana XVIII (Geira), no seu traçado por Terras de Bouro - da milha XIV (Santa Cruz) à milha XXXIV (Albergaria), incluindo todas as estruturas arqueológicas a elas associadas, como sejam as ruínas das pontes sobre a ribeira do Forno e a ribeira da Macieira, bem como os arranques da Ponte de São Miguel, esta sobre o rio Homem, mutatio (milha XXX) e diversas pedreiras, juntamente com as ruínas arqueológicas do Adro de São João, concelho de Terras de Bouro / Geira Romana / Via Nova / Via N.º XVIII de Braga a Astorga (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Via
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O território abrangido, na actualidade, pelo concelho de Terras de Bouro é particularmente rico em vestígios da presença romana, nomeadamente no que se refere a elementos remanescentes do processo de afirmação do Império romano, que contemplava a implementação de uma política administrativa assente em dois vectores vitais para a sua perpetuação: na definição de unidades político-administrativas e no traçado de vias que assegurassem uma ligação permanente e célere entre os principais centros (Cf. ALARCÃO, Jorge Manuel N. L., 1990).
E a presente proposta de reclassificação reporta-se, justamente, a um destes exemplares, ou seja, à "Via Romana XVIII (Geira) no seu traçado por Terras de Bouro, da milha XIV (Santa Cruz) à milha XXXIV (Albergaria), incluindo todas as estruturas arqueológicas a ela associadas".
Na verdade, alguns troços desta via - vulgarmente conhecida por "Geira" - mereceu desde cedo a atenção dos precursores da investigação arqueológica portuguesa, entre finais do século XIX e inícios de novecentos, tendo sido incluídos (no caso da "Geira - 35 marcos miliários, série Capela") no primeiro (1910) decreto português de classificação de estruturas antigas como "monumentos nacionais, numa comprovação do interesse que a Arqueologia ia merecendo entre nós, mesmo que em circuitos ainda demasiado restritos da sociedade.
Uma atenção especialmente redobrada pelo facto da Via XVIII perfazer, a partir da dinastia flaviense (segunda metade do século I d. C.) a ligação entre localidades tão importantes, quanto as de Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga), razão pela qual foi referida no conhecido "Itinerário de Antonino" (Cf. ENCARNAÇÃO, J. d', LEMOS, F. S., BAPTISTA, A. M., 1995).
Unindo populi e civitates (as mais vulgares unidades político-administrativas romanas, aproximadas, no que à área abrangida se referia, aos actuais distritos, centralizadas em torno de uma capital, à qual se subordinavam outras unidades urbanas e a respectiva população rural), esta via assumiu contornos especialmente estratégicos para circulação de bens e pessoas, num momento particular de expansão e crescimento económico do Império romano, fortalecido pelos recursos auríferos existentes no actual termo galego.
O trajecto em epígrafe, distribuído ao longo de aproximadamente seis milhas (XXIX, XXX, XXXI, XXXII, XXVIII e XXXIV), duas das quais (XXIX e XXXIV) inseridas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, distribuindo-se ao longo das freguesias de Souto, Ribeira, Balança, Choucense, Vilar, Chamoim, Carvalheira, Covide e Campo do Gerês, engloba de igual modo, e como seria de esperar, inúmeros fragmentos de marcos miliários (c. de 200), a par de algumas pontes, elementos de circulação reutilizados já em plena Idade Média, numa confirmação da lógica do traçado romano, como sejam as ruínas das pontes sobre a ribeira do Forno e a ribeira da Macieira, bem como os arranques da Ponte de São Miguel, esta sobre o rio Homem, mutatio (milha XXX) e ainda diversas pedreiras, juntamente com as ruínas arqueológicas do Adro de São João.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 5/2013, DR, 1.ª série, n.º 86, de 6-05-2013 (sem restrições) (ver Decreto)
Procedimento (indevidamente) prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 25-03-2003 da DR do Porto do IPPAR para a classificação como MN
Proposta de reclassificação da CM de Terras do Bouro e do Parque Nacional da Peneda-Gerês (Setembro 2011), de forma a obter uma melhor definição do objecto classificado, limitado a conjuntos de marcos miliários, sem inclusão da própria via
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Braga / Terras de Bouro / Balança; Campo do Gerês; Carvalheira; Chamoim e Vilar; Chorense e Monte; Covide; Ribeira
- -
Terras de Bouro (várias freguesias) -
Polícia:
LATITUDE
41.756835
LONGITUDE
-8.192055
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) O território abrangido, na actualidade, pelo concelho de Terras de Bou...
1990
1990).E a presente proposta de reclassificação reporta-se, justamente, a um destes exemplares, ou seja, à "Via Romana...
1995
1995).Unindo populi e civitates (as mais vulgares unidades político-administrativas romanas, aproximadas, no que à ár...
2003
2003 do Ministro da Cultura Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 25-03-2003 da ...
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultur...
2011
2011), de forma a obter uma melhor definição do objecto classificado, limitado a conjuntos de marcos miliários, sem i...
2013
2013, DR, 1.ª série, n.º 86, de 6-05-2013 (sem restrições) (ver Decreto) Procedimento (indevidamente) prorrogado pelo...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A via XVIII do Itinerário de Antonino na Serra do Gerês-Xurés LEMOS, Francisco Sande, ENCARNAÇÃO, José d', BAPTISTA, António Martinho Edição 1995 Braga
Roman Portugal ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1988 Warminster
"O Reordenamento Territorial", Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1990 Lisboa
"Portugal Romano", História Mundi ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1983 Lisboa
Portugal Romano ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1988 Lisboa
"O estudo e restauro da geira romana na Serra do Gerês", Giesta BAPTISTA, António Martinho Edição 1980 Braga
"Estradas militares romanas de Braga a Astorga", Memórias da Academia de Sciências de Lisboa. Classe de Sciências Moraes, Políticas e Bellas Artes SARMIENTO, Martin Edição 1901 Lisboa
"O Povoamento Proto-Histórico e a Romanização da Bacia do curso médio do Cávado", Cadernos de Arqueologia (Monografia) Edição 1990 Braga

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