Calçada de Alpajares, também chamada dos Mouros ou do Diabo
Arqueologia / Calçada
Designação
Designação Atual
Calçada de Alpajares, também chamada dos Mouros ou do Diabo
Outras Designações
Calçada dos Mouros / Calçada do Diabo / Lugar de Alpajares, desde a ribeira do Mosteiro até ao Castro de São Paulo / Calçada de Alpajares / Calçada dos Mouros / Calçada do Diabo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Calçada
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Classificada em 1977 como "Imóvel de Interesse Público", a "Calçada de Alpajares", ou "Calçada dos Mouros", como será mais conhecida localmente, integrava a via romana de carácter secundário que atravessava o rio Douro (nas imediações da localidade de Barca de Alva) e a ribeira do Mosteiro, até chegar ao planalto mirandês. Actualmente, remanescem apenas alguns dos seus troços originais, visíveis perto da convergência das ribeiras da Brita e do Mosteiro, a partir da qual se prolonga pela encosta de Alpajares de forma ziguezagueante, até chegar ao muralhado do povoado de São Paulo, edificado na Idade do Ferro no cimo de um espigão sobranceiro àquelas mesmas ribeiras, com testemunhos ocupacionais dos períodos romano e medieval. E terá sido, na verdade, a excelente implantação estratégica deste Castro que subjazeu à sua eleição por parte do poder romano, que assim fez confluir para a sua fortificação a calçada, tão necessária a uma célere movimentação dos seus diversos elementos constituintes.
Estruturada ao longo de cerca de oitocentos metros em lajes afeiçoadas em xisto e seixos de pequena dimensão, a calçada possui degraus intercalados com certa regularidade, entre três a quatro metros, apresentando-se, ainda, reforçada com uma parede lateral na zona em que o declive da encosta se revela mais acentuado, designadamente nas curvas do traçado da via, que, tal como sucedeu com o Castro (vide supra), acabaria por ser reutilizado ao longo dos tempos, a atestar, no fundo, a pertinência da sua localização e a relativa abundância de recursos naturais imprescindíveis à normal subsistência das comunidades humanas de modo, mais ou menos, ininterrupto.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
Portaria n.º 740-CM/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (com restrição) (ZEP das Pinturas Rupestres da Frágua do Gato e da Calçada de Alapares) (ver Portaria) Anúncio n.º 13482/2012, DR, 2.ª série, n.º 188, de 27-09-2012 (ver Anúncio) Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Nova proposta de 30-03-2012 da DRC do Norte Proposta de 29-03-2011 da DRC do Norte
Afectação
181501
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Freixo de Espada à Cinta / Poiares
- desde a ribeira do Mosteiro até ao Castro de São Paulo
Alpajares -
Polícia:
LATITUDE
41.056239
LONGITUDE
-6.900995
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1977
1977 (ver Decreto) Classificada em 1977 como "Imóvel de Interesse Público", a "Calçada de Alpajares", ou "Calçada dos...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Povoamento Romano de Trás-os-Montes Oriental, 6 vols., Dissertação de Doutoramento apresentada à Universidade do Minho
LEMOS, Francisco Sande
Edição
1993
Braga
"Freixo de Espada à Cinta e as suas Antiguidades", Amigos de Bragança, 3ª série, nº8, pp.49-73
PAULO, Amílcar
Edição
1967
Bragança
O Castelo dos Mouros, Castro do Monte de S. Paulo e a sua Calçada de Alpajares( Freixo de Espada-a-Cinta)