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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ponte romana sobre a ribeira de Odivelas

Arqueologia / Ponte

Designação
Designação Atual
Ponte romana sobre a ribeira de Odivelas
Outras Designações
Tipologia
Ponte
Itinerário Temático
Pontes Históricas do Alentejo
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Ponte ainda afecta ao uso rodoviário, tomando-se a EN 258.1, entre Cuba e Vila Ruiva, encontrando-se a cerca de 1,5 km desta última localidade, junto do Monte Novo da Ponte, já na estrada que dá acesso à localidade de Albergaria dos Fusos e que faz ligação a Alvito (EM 1004-1).

Composta por 36 aberturas, entre 20 arcos de várias tipologias e 16 olhais de descarga de superfície, a maioria em forma de arco redondo, onde se estende um tabuleiro ao longo de 116 m, com uma largura entre 4,90 e 5.60 m, protegido por guardas que se desenvolvem logo acima dos olhais.

Cria assim uma plataforma que permite o atravessamento não só do leito da Ribeira de Odivelas, sobre o qual se localizam 11 dos maiores arcos, mas que também regulariza a passagem sobre todo o vale, adaptada ao regime torrencial regional, encontrando-se inclusivamente assinaladas, no seu alçado montante, as cotas máximas de várias das cheias ocorridas durante o século XX.

São 13 as arcadas de volta perfeita, de diferentes vãos, e 7 as restantes, irregulares, a maioria em arco abatido, tanto nas arquivoltas como na corda máxima, encontrando-se 7 dos arcos dentro do leito normal da ribeira. Estes são intervalados por olhais rasgados na parte superior dos pegões, que não apresentam a protecção de talhamares. Três destes últimos são constituídos por grandes silhares graníticos regulares, com cinco fieiras desde a base até à cota do lançamento dos arcos. Refira-se que devido ao assoreamento cerca de 15 dos arcos e olhais estão parcialmente soterrados.

Este imóvel foi objecto de várias intervenções de reconstrução, denotando-se as mesmas pelos acrescentos, que revelam pouco cuidado técnico e falta de coerência arquitectónica. Nos séculos XV e XVI terão sido refeitos os arcos da margem Norte, que apresentam diferentes tamanhos, utilizando-se então as placas de xisto para servirem como aduelas nos mesmos e nos respectivos olhais. Em 1964 encontrava-se abatido parte da abóbada do 1.º arco do lado Norte e já em Janeiro de 1993, há notícia da derrocada parcial de um dos arcos menores.

Os arcos de volta perfeita, a horizontalidade do tabuleiro e os pegões quadrangulares, cuja regularidade original é visível nos três primeiros da rampa Sul, permitem caracterizá-la como romana. No entanto, sofreu várias reconstruções, visíveis, por exemplo, nos diferentes materiais utilizados, como calcário da região, aduelas de pedra e silhares de granito, sendo alguns almofadados, além do xisto e do tijolo. Na base de um dos pegões (do 6.º arco no sentido Sul/Norte) é visível o reaproveitamento de uma inscrição funerária romana com a seguinte legenda: ANIVS/ARCONIS.F/HEIC. SITV (Ânio filho de Arcónio encontra-se aqui está sepultado).

Parece constituir parte integrante do itinerário da antiga via romana que de Faro (Ossónoba) e Beja (Pax Iulia) seguia para Évora (Ebora Liberalitas Iulia) e Mérida (Emerita Augusta).

Em 1745 servia de marco na paisagem na divisão geográfica entre o então concelho de Vila Ruiva e o concelho de Alvito, onde se encontraria um marco de pedra referido em 1807 no Tombo deste último concelho.
(JAM)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 47 984, DG, I Série, n.º 233, de 6-10-1967 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Beja / Alvito; Cuba / Alvito; Vila Ruiva
-- a cerca de 1 km de Vila Ruiva
- -
Polícia:
LATITUDE
38.259753
LONGITUDE
-7.946027
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1004
1004-1).
1745
1745 servia de marco na paisagem na divisão geográfica entre o então concelho de Vila Ruiva e o concelho de Alvito, o...
1807
1807 no Tombo deste último concelho.(JAM)
1964
1964 encontrava-se abatido parte da abóbada do 1.º arco do lado Norte e já em Janeiro de 1993, há notícia da derrocad...
1967
1967 (ver Decreto) Ponte ainda afecta ao uso rodoviário, tomando-se a EN 258.1, entre Cuba e Vila Ruiva, encontrando-...
1993
1993, há notícia da derrocada parcial de um dos arcos menores. O
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pontes Históricas do Alentejo MARQUES, João Antonio Ferreira Edição 2005 Lisboa

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