A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Fábrica Lusitana de Vidros Angolana

Arquitectura Civil / Fábrica

Designação
Designação Atual
Fábrica Lusitana de Vidros Angolana
Outras Designações
Fábrica "Angolana"
Fábrica do Armindo
Fábrica do Emílio Gallo / Fábrica Lusitana de Vidros Angolana / Fábrica Angolana / Fábrica do Armindo / Fábrica do Emílio Gallo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Fábrica
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Embora o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Marinha Grande encerre estruturas que evidenciam uma ocupação humana desde a mais alta antiguidade, a região é sobejamente conhecida pelo vasto parque industrial que possui, designadamente no que à indústria vidreira se refere, ao ponto de se ter transformado na sua verdadeira referência, e em torno da qual se desenvolveu um modo de vida muito específico.
Uma particularidade que resultou, certamente, de um conjunto de factores que terão favorecido a concentração deste tipo de indústria justamente naquele que é o seu termo administrativo.
E, na verdade, a razão principal da escolha, em meados do século XVIII, da Marinha Grande para implementação da indústria vidreira residiu no combustível, ou seja, na lenha retirada do Pinhal do Rei, localizado nas suas proximidades, como adjacentes estavam as abundantes areias. Uma facilidade acrescida, já em finais de oitocentos, do lançamento do caminho-de-ferro da Linha do Oeste, até que os anos trinta da centúria seguinte abriria as portas às facilidades conferidas pelo transporte rodoviário (MENDES, J. M. A., 1993, pp. 58-59).
Embora o primeiro período do desenvolvimento da indústria videira concelhia se balize entre 1747 e 1889, período fortemente dominado pela transferência da "Real Fábrica de Vidros de Coina" para a Marinha Grande (Cf. BARROS, C. V. da S., 1998) - convertendo-a na "Manchester portuguesa" - e pela instalação da fábrica de Stephens, a "Fábrica Lusitana de Vidros "Angolana"" insere-se já no segundo momento, limitado entre 1889 e 1930.
Foi nesta segunda fase que se transformou profundamente a indústria vidreira da Marinha Grande, nomeadamente com a instalação de inúmeras unidades fabris, o melhoramento do sector dos fornos, e a utilização da electricidade, enquanto se assistia, paulatinamente, a uma certa especialização geográfica (MENDES, J. M. A., Ibidem, p. 65).

Fundada em 1920 pela "Sociedade Vidreira Lusitana", a fábrica é constituída por um conjunto de estruturas distribuídas consoante as funções técnicas e produtivas atribuídas a cada uma delas, erguidas em tijolo, alvenaria e madeira, tendo produzido cristalaria, nomeadamente chaminés para candeeiros a petróleo, notabilizando-se pelo fabrico de lustres de estilo austríaco.
Entretanto, com a primeira grande movimentação da classe operária contra o regime de Oliveira Salazar (1889-1970), registada em 1934, em resposta à entrada em vigor do "Estatuto do Trabalho Nacional", originando uma greve de características insurgentes, deu-se o encerramento da fábrica, então de posse de Emílio Gallo.
Quando retomou a laboração, já em 1942, em grande parte graças à iniciativa de um novo associado emigrado em Angola (daí a designação pela qual é conhecida), celebrou-se novo arrendamento firmado pela "Sociedade Emílio Gallo Lda.", ainda que encerrasse as suas portas logo em meados dos anos cinquenta, funcionado, desde então, como armazém de várias empresas vidreiras e, mais recentemente, de oficina de restauro de objectos destinados ao Museu do Vidro (instalado no Palácio Stephens), devendo-se à "Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial" a identificação, no local, de importantes estruturas industriais atribuídas à primeira metade do século XX.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Portaria n.º 306/2014, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2014 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-06-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 20-01-2003 da DR de Coimbra do IPPAR para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 25-02-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 24-02-1999 do Departamento de Estudos do IPPAR
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Enviado em 8-09-2014 à DRC do Centro para rever a proposta de ZEP, nos termos do art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Anúncio n.º 18/2013, DR, 2.ª série, n.º 12, de 17-01-2013
(ver Anúncio)
Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 11-09-2009 da DRC do Centro
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Leiria / Marinha Grande / Marinha Grande
Rua Eng.º André Navarro
Marinha Grande -
Polícia:
LATITUDE
39.748693
LONGITUDE
-8.927784
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1747
1747 e 1889, período fortemente dominado pela transferência da "Real Fábrica de Vidros de Coina" para a Marinha Grand...
1889
1889, período fortemente dominado pela transferência da "Real Fábrica de Vidros de Coina" para a Marinha Grande (Cf. BA
1920
1920 pela "Sociedade Vidreira Lusitana", a fábrica é constituída por um conjunto de estruturas distribuídas consoante...
1930
1930.
1934
1934, em resposta à entrada em vigor do "Estatuto do Trabalho Nacional", originando uma greve de características insu...
1942
1942, em grande parte graças à iniciativa de um novo associado emigrado em Angola (daí a designação pela qual é conhe...
1970
1970), registada em 1934, em resposta à entrada em vigor do "Estatuto do Trabalho Nacional", originando uma greve de ...
1993
1993, pp.
1998
1998) - convertendo-a na "Manchester portuguesa" - e pela instalação da fábrica de Stephens, a "Fábrica Lusitana de V...
1999
1999 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 24-02-1999 do Departamento de Estudos do IPPAR Embora o território corre...
2003
2003 do Ministro da Cultura Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 20-01-2003 da ...
2014
2014, DR, 2.ª série, n.º 92, de 14-05-2014 (ver Portaria)Despacho de homologação de 3-06-2003 do Ministro da Cultura ...
9
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Real Fábrica de Vidros de Coina (1719-1747) e o vidro em Portugal nos séculos XVIII e XIX. Aspectos históricos, tecnológicos, artísticos e arqueológicos CUSTÓDIO, Jorge Edição 2002 Lisboa
"Marinha Grande", Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
O irlandês João Beore introdutor da indústria do vidro na Marinha Grande GÂNDARA, Alfredo Edição 1977 Lisboa
História do Concelho da Marinha Grande: introdução e perspectivas MENDES, J. M. Amado Edição 1993 Marinha Grande
Cidade da Marinha Grande: subsídios para a sua história AZAMBUJA, João Rosa Edição 1998 Marinha Grande
Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande. II centenário (1769-1969) BARROS, Carlos Vitorino da Silva Edição 1998 Leiria

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa Taibner de Morais Santos Barosa, também denominada «Palácio dos Barosa»
Casa Taibner de Morais Santos Barosa, também denominada «Palácio dos Barosa»

Marinha Grande

Ver Ficha
Edifício que foi residência de Guilherme e João Diogo Stephens, com os seus jardins
Edifício que foi residência de Guilherme e João Diogo Stephens, com os seus jardins

Marinha Grande

Ver Ficha
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Luz
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Luz

Leiria

Ver Ficha
Convento de Santo António dos Capuchos
Convento de Santo António dos Capuchos

Leiria

Ver Ficha