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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Domingos

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Domingos
Outras Designações
Sé de Vila Real / Convento de São Domingos / Catedral de Vila Real / Conservatório Regional de Música de Vila Real (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A igreja de São Domingos, sede de um convento dessa ordem fundado por monges vimaranenses em tempo de D. João I (1421) e erigido a partir de 1424, constitui o melhor exemplo transmontano da arquitectura gótica. O plano aqui adoptado, despojado e funcional, composto por três naves de três tramos, transepto saliente e cabeceira de capela-mor única, testemunha a cronologia quatrocentista da obra, circunstância reforçada ainda por outros elementos decorativos, como as pilastras chanfradas, os capitéis de folhagem de tipo batalhino, ou a fachada com robustos contrafortes cingindo o portal, este de três arcos apontados, inscrito em gablete e sobrepujado por rosácea.
Situado extra-muros, no antigo campo do Tavolado, com adro ornado com um cruzeiro de alto fuste (datado do século XVI), trata-se de um tipo de arquitectura gótica de porte robusto, em variação regional, a que António Nogueira Gonçalves chamou o tardo-gótico vila-realense. À semelhança do que se passou em outras regiões do Norte do País, onde o Gótico teve grandes dificuldades para se impôr como linguagem artística dominante, também a Igreja de São Domingos possui características ainda vincadamente românicas, não obstante a cronologia avançada da obra. A extrema robustez dos seus muros ou a escassa iluminação do interior são elementos conotados com o Românico que se prolongaram ao longo de toda a Baixa Idade Média no Norte do reino, formando um grupo artístico bem diferente do que então se alcançou no Centro e no Sul do território nacional.
Muito tempo passou antes que o templo dominicano albergasse a sede da Diocese, só muito recentemente criada (1992). No século XVI, no reinado de D. Manuel, procedeu-se a uma primeira remodelação do convento, como o prova uma porta encimada pela esfera armilar. Bastante mais vastas foram as obras do século XVIII, altura em que se substituíu a primitiva cabeceira gótica, em benefício de uma mais ampla, mais profunda, e mais moderna estrutura, profusamente iluminada (através de janelões nas paredes laterais). Deste mesmo período barroco é a torre sineira (1742).
A extinção das Ordens Religiosas, em 1834, significou a decadência do convento. Alvo de um violento incêndio em 1837, que destruíu grande parte do recheio, só viria a ser restaurado nas décadas de 30 a 50 do século XX, altura em que foi colocado o actual retábulo-mor, obra maneirista do Convento de Odivelas.
Mais recentemente, o IPPAR promoveu um projecto inovador, convidando o pintor João Vieira a efectuar um conjunto de vitrais para o edifício. O resultado foi uma composição inspirada no prólogo do «Evangelho Segundo São João», actualmente integrada na estrutura medieval do edifício.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 11 454, DG, I Série n.º 35, de 19-02-1926 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 19-05-1956, publicada no DG, II Série, n.º 133, de 5-06-1956 (com ZNA)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Vila Real / Vila Real / Vila Real
Avenida de Carvalho Araújo
Vila Real -
Polícia:
LATITUDE
41.296346
LONGITUDE
-7.74656
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1421
1421) e erigido a partir de 1424, constitui o melhor exemplo transmontano da arquitectura gótica.
1424
1424, constitui o melhor exemplo transmontano da arquitectura gótica.
1742
1742).A extinção das Ordens Religiosas, em 1834, significou a decadência do convento. Al
1834
1834, significou a decadência do convento.
1837
1837, que destruíu grande parte do recheio, só viria a ser restaurado nas décadas de 30 a 50 do século XX, altura em ...
1926
1926 (ver Decreto) A igreja de São Domingos, sede de um convento dessa ordem fundado por monges vimaranenses em tempo...
1992
1992).
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Gótico vila-realense do século XV GONCALVES, António Nogueira Edição 1941 Coimbra
A arquitectura gótica portuguesa DIAS, Pedro Edição 1994 Lisboa
"A Arquitectura (1250-1450)", História da Arte Portuguesa, dir. Paulo Pereira, vol. I, pp.335-433 PEREIRA, Paulo Edição 1995 Lisboa
História da Arte em Portugal - o Gótico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge Edição 2002 Lisboa
Tesouros Artísticos de Portugal ALMEIDA, José António Ferreira de Edição 1976 Lisboa
"Para a história dos primórdios do mosteiro de S. Domingos de Vila Real", Actas do I Encontro sobre História Dominicana - Arquivo Histórico Dominicano Português, vol.2, 1979, pp.29-38 MARQUES, José Edição 1979
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
A Arquitectura Gótica em Portugal CHICÓ, Mário Tavares Edição 1981 Lisboa
Vila Real de Trás-os-Montes AZEVEDO, José Correia de Edição 1970 Porto
Memórias de Vila Real GONÇALVES, Silva, SOUSA, Fernando de Edição 1987 Vila Real
"Roteiro arqueológico e artístico do Concelho de Vila Real", Juventude com História PARENTE, João Ribeiro Edição 1999 Vila Real
"A igreja de S. Domingos de Vila Real no século XVIII", Cadernos Culturais, nº5, 1979 ALVES, Joaquim Jaime Ferreira, ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 1979 Vila Real
João Vieira. Vitrais da Igreja de São Domingos. Sé de Vila Real VIEIRA, João Edição 2003 Lisboa
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado. Distrito de Vila Real Edição 1993 Lisboa
Igreja de São Domingos de Vila Real. Boletim da DGEMN, nº81 Edição 1955 Lisboa

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Pelourinho de Vila Real
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Prédio contíguo ao edifício da junta distrital, também conhecido por Casa de Diogo Cão
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Igreja de São Paulo, também denominada «Igreja dos Clérigos» ou «Capela Nova»
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Igreja de São Dinis e Cemitério de São Dinis
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