A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja e Claustro do extinto Convento de São Francisco

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Igreja e Claustro do extinto Convento de São Francisco
Outras Designações
Convento de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Instalados em Santarém em 1240, num local privilegiado da cidade, os Franciscanos deram início à construção do seu convento dois anos depois, segundo uma tipologia austera que caracteriza todo o ciclo construtivo mendicante na Europa do século XIII. A opção pela severidade dos volumes, a preponderância das dominantes horizontais e rectas em detrimento da verticalidade e a ausência de qualquer tipo de decoração, para lá da sugestão natural dos elementos vegetalistas dos capitéis, são características adoptadas pelos mendicantes a partir da influência da arquitectura cisterciense, proposta como modelo a franciscanos e a dominicanos em 1215, no IV Concílio de Latrão (PRADALIÉ, 1972, publ. 1992, pp.70-75).
A igreja do convento de São Francisco de Santarém é o fiel exemplo desta tipologia, aliando um amplo corpo de três naves de cinco tramos com cobertura de madeira a um longo transepto saliente e a uma cabeceira bastante desenvolvida, de cinco capelas quadrangulares escalonadas.
Através da sistematização das cabeceiras góticas nacionais é possível verificar o grau de excepção que o programa construtivo de São Francisco representa no contexto da arquitectura gótica portuguesa. Pradalié tinha já notado as exageradas dimensões do templo - facto que atribuiu ao envolvimento pessoal do rei na construção dos conventos mendicantes escalabitanos (PRADALIÉ, 1972, publ. 1992, pp.77-79) - mas a circunstância de uma cabeceira com cinco capelas repete-se apenas em três igrejas do século XIII português, e todas mendicantes: Santa Clara de Santarém e possivelmente São Domingos de Santarém e São Francisco de Lisboa (PEREIRA, 1995, vol. I, p.374; PRADALIÉ, 1972, publ. 1972, p.65).
Um projecto assim ambicioso levou certamente algumas décadas a concluir-se, a que se juntaram as obras no próprio convento. Ainda que se desconheça uma data exacta, a conclusão da igreja deve situar-se já pela segunda metade do século, o mais tardar em 1282 (DIAS, 1994, p.73).
Ao longo dos primeiros séculos da sua história o convento acolheu numerosos enterramentos, seguindo o percurso da sociedade da Baixa Idade Média em relação à morte e ao papel dos mendicantes neste novo quadro mental. O caso mais excepcional foi o do próprio rei D. Fernando, que na segunda metade do século XIV patrocinou a construção de um coro-alto, nos três tramos médios da nave central, para nele ser sepultado.
Esta nova construção, considerada já como "a mais bela manifestação de arte gótica do país, antes da construção do Mosteiro da Batalha" (CHICÓ, 1954, p.83), não tem qualquer paralelo no contexto da arquitectura nacional - nem mesmo com o coro da igreja de Santa Clara-a-Velha de Coimbra, como pretendeu ver Pradalié (PRADALIÉ, 1972, publ. 1992, p.105) - e as analogias mais evidentes parecem situar-se em solo hoje espanhol, designadamente em obras da antiga coroa de Aragão (DIAS, 1994, p.103; CHARRÉU, 1995, vol. I, pp.149-152).
Idealizado como panteão régio, a escolha do rei por São Francisco significa também uma recusa óbvia do panteão alcobacense de seu pai, D. Pedro. Em 1376 ordenou a transferência das ossadas de sua mãe, D. Constança, para o coro-alto, espaço onde o seu escudo figura ao lado do dos Meneses, casa a que pertencia D. Leonor Teles.
Ao longo dos séculos o convento foi sucessivamente engrandecido por campanhas artísticas, como no claustro - ao que tudo indica construído em duas ou três fases (VILLAMARIZ, 1997, p.77) - e em diversas capelas do interior da igreja, de que restam elementos decorativos de grande qualidade, como o arco renascentista da Capela de Santa Ana ou o traçado maneirista da Capela das Almas, panteão dos Meneses e obra do arquitecto Pedro Nunes Tinoco.
Em ruína depois de um incêndio em 1940, as obras de restauro que a seguir tiveram lugar não foram concluídas e ainda hoje o monumento apresenta um aspecto desolador. Na última década houve um renovado interesse por este espaço e pela sua transformação em núcleo museológico.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 3 027, DG, I Série, n.º 38, de 14-03-1917 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 30-10-1946, publicada no DG, II Série, n.º 260, de 8-11-1946 (com ZNA)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Santarém / União de Freguesias da cidade de Santarém
Rua 31 de Janeiro
Santarém -
Polícia:
LATITUDE
39.239332
LONGITUDE
-8.68451
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1215
1215, no IV Concílio de Latrão (PRADALIÉ, 1972, publ. 19
1240
1240, num local privilegiado da cidade, os Franciscanos deram início à construção do seu convento dois anos depois, s...
1282
1282 (DIAS, 1994, p.73).Ao longo dos primeiros séculos da sua história o convento acolheu numerosos enterramentos, se...
1376
1376 ordenou a transferência das ossadas de sua mãe, D. C
1917
1917 (ver Decreto) Instalados em Santarém em 1240, num local privilegiado da cidade, os Franciscanos deram início à c...
1940
1940, as obras de restauro que a seguir tiveram lugar não foram concluídas e ainda hoje o monumento apresenta um aspe...
1954
1954, p.83), não tem qualquer paralelo no contexto da arquitectura nacional - nem mesmo com o coro da igreja de Santa...
1972
1972, publ.
1992
1992, pp.70-75).A igreja do convento de São Francisco de Santarém é o fiel exemplo desta tipologia, aliando um amplo ...
1994
1994, p.73).Ao longo dos primeiros séculos da sua história o convento acolheu numerosos enterramentos, seguindo o per...
1995
1995, vol.
1997
1997, p.77) - e em diversas capelas do interior da igreja, de que restam elementos decorativos de grande qualidade, c...
15
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
História e Monumentos de Santarém SARMENTO, Zeferino Edição 1993
A arquitectura gótica portuguesa DIAS, Pedro Edição 1994 Lisboa
Santarém SERRÃO, Vítor Edição 1990
"V. Igreja e claustro do extinto Convento de São Francisco", Património monumental de Santarém CUSTÓDIO, Jorge Edição 1996
"A Arquitectura (1250-1450)", História da Arte Portuguesa, dir. Paulo Pereira, vol. I, pp.335-433 PEREIRA, Paulo Edição 1995 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1949 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Janela manuelina de uma casa da Praça Sá da Bandeira
Janela manuelina de uma casa da Praça Sá da Bandeira

Santarém

Ver Ficha
Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Igreja de Nossa Senhora da Piedade

Santarém

Ver Ficha
Palácio de Eugénio Silva
Palácio de Eugénio Silva

Santarém

Ver Ficha
Conjunto edificado do Solar dos Sousa Coutinhos, que inclui o designado Palácio Landal
Conjunto edificado do Solar dos Sousa Coutinhos, que inclui o designado Palácio Landal

Santarém

Ver Ficha