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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mosteiro de Pombeiro

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Designação
Designação Atual
Mosteiro de Pombeiro
Outras Designações
Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro / Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Mosteiro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Pombeiro é uma das mais antigas instituições monacais do território português, estando documentada desde 853. Do primitivo estabelecimento nenhum elemento material foi, até ao momento, identificado, mas tratava-se, com grande probabilidade, de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, medievalmente designado por Columbino.
A génese do edifício actual conhece-se a partir de D. Fernando, o Magno. Um pouco antes, em 1041 (GRAF, 1986, vol.2, p.40) o mosteiro foi transferido para o actual local, aqui se levantando um primeiro conjunto edificado a partir de 1059. Desse monumento também nada chegou até nós, mas foi no período condal que se estabeleceram as bases do grande mosteiro baixo-medieval, nomeadamente a partir da doação de D. Egas Gomes de Sousa (em 1102) e da carta de couto de D. Teresa (de 1112).
O projecto românico arrancou algumas décadas depois, sob o impulso dos Beneditinos (e da importante família dos Sousões de Ribavizela), que aqui deixaram a sua marca na tipologia da igreja, que segue fielmente a planimetria dos grandes mosteiros da ordem: corpo tripartido de quatro tramos, com cobertura de madeira, transepto não saliente e cabeceira abobadada e tripartida, de perfil escalonado, de testeira circular e com capela-mor mais ampla que os absidíolos. A sua datação deve colocar-se ao longo da segunda metade do século XII (IDEM, p.40) ou, já, das primeiras décadas do século seguinte (ALMEIDA, 2001, p.113). De acordo com Jorge Rodrigues, no exterior da face Sul do transepto conserva-se uma inscrição de 1199, que refere D. Gonçalo de Sousa (o suposto fundador da obra românica) (RODRIGUES, 1995, p.241), pelo que é de supor que, por essa altura, o ritmo dos trabalhos estivesse neste ponto.
Tal facto contextualiza-se com as características do portal axial, vincadamente do século XIII. Perdida grande parte da campanha românica, pelas múltiplas alterações posteriores, o portal é o principal elemento remanescente desse período. A análise estilística que foi efectuada desta parcela confirma a sua datação tardia, de que são características as formas vegetalistas exuberantes e irregulares (aqui tratadas com grande carácter inventivo) ou os antigos temas de meados do século XII recuperados com uma nova estética, a mesma que se encontra em Paço de Ferreira (GRAF, 1986, vol.2, p.41) e no chamado Românico Nacionalizado do século XIII.
Terminadas as obras na fachada principal (de que se salienta também a ampla rosácea, semelhante às de Roriz ou de Paço de Sousa), adossou-se à frontaria uma galilé de três naves, que terá servido de local de enterramento para grandes nomes da Nobreza fundiária do Entre-Douro-e-Minho. Das tumulações aqui efectuadas, restam dois túmulos românicos, actualmente no interior do corpo do templo e atribuídos a um desconhecido nobre da família dos Lima e a D. João Afonso de Albuquerque (BARROCA, 1987, p.460).
Na Idade Moderna, o mosteiro foi grandemente transformado, adquirindo, então, o essencial do seu aspecto actual. Estamos ainda mal documentados sobre a marcha dos trabalhos, mas é de crer que o conjunto tenha entrado em obras ainda no século XVI, embora os principais trabalhos tenham já decorrido sob o signo do Barroco. De 1702 é a data de uma das alas do claustro e, ao longo de todo este século, realizaram-se a nova capela-mor, o coro alto, o órgão, as numerosas obras de talha dourada, as duas torres que flanqueiam a frontaria e que lhe conferem um perfil harmónico, bem como uma parte substancial das alas monacais.
O claustro ainda foi reformulado nos inícios de Oitocentos, de acordo com uma campanha neoclássica, mas pouco depois, em 1834, a extinção das Ordens Religiosas determinou o encerramento da instituição. Só em meados do século XX o conjunto começou a ser restaurado e, bem mais recentemente, foi alvo de uma intervenção arqueológica generalizada, que permitiu reconhecer as principais fases de ocupação do local.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Lugar do Mosteiro - EM 1160
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 651/2002, DR, I Série-B, n.º 135, de 14-06-2002 (sem restrições) (ver Portaria)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Felgueiras / Pombeiro de Ribavizela
Lugar do Mosteiro
Pombeiro de Ribavizela -
Polícia:
LATITUDE
41.38271
LONGITUDE
-8.225313
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1041
1041 (GRAF, 1986, vol.2, p.40) o mosteiro foi transferido para o actual local, aqui se levantando um primeiro conjunt...
1059
1059.
1102
1102) e da carta de couto de D.
1112
1112).O projecto românico arrancou algumas décadas depois, sob o impulso dos Beneditinos (e da importante família dos...
1199
1199, que refere D.
1702
1702 é a data de uma das alas do claustro e, ao longo de todo este século, realizaram-se a nova capela-mor, o coro al...
1834
1834, a extinção das Ordens Religiosas determinou o encerramento da instituição. Só
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Pombeiro é uma das mais antigas instituições monacais do território po...
1986
1986, vol.2, p.40) o mosteiro foi transferido para o actual local, aqui se levantando um primeiro conjunto edificado ...
1987
1987, p.460).Na Idade Moderna, o mosteiro foi grandemente transformado, adquirindo, então, o essencial do seu aspecto...
1995
1995, p.241), pelo que é de supor que, por essa altura, o ritmo dos trabalhos estivesse neste ponto.Tal facto context...
2001
2001, p.113).
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"La sculpture figurative dans l'art roman du Portugal", Portugal roman, vol. I, pp.33-75 REAL, Manuel Luís Edição 1986
"As pinturas murais do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro. Nota introdutória", Revista Património - Estudos, nº8, pp.35-36 AMARAL, Adriana Jorge Ferreira do Edição 2005 Lisboa
História da Arte em Portugal, vol. 3 (o Românico) ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1986 Lisboa
História da Arte em Portugal - O Românico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 2001 Lisboa
Necrópoles e sepulturas medievais de Entre-Douro-e-Minho: séculos V a XV BARROCA, Mário Jorge Edição 1987 Porto
Românico do Vale do Sousa AA. VV. Edição 2008 Lousada
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
"Propaganda institucional beneditina e metanarrativa cristã nos frescos de Pombeiro", Revista Património - Estudos, nº8, pp.37-45 AFONSO, Luís Urbano Edição 2005 Lisboa
Memórias do Mosteiro de Pombeiro. Leituário da Sé de Lamego PIMENTA, Alfredo, MEIRELES, António da Assunção, BAIÃO, António Edição 1942 Lisboa
"O mundo românico (séculos XI-XIII)", História da Arte Portuguesa, vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.180-331 RODRIGUES, Jorge Edição 1995 Lisboa
"De arquitecto a entalhador. Itinerário de um artista nos séculos XVII e XVIII", Actas do I Congresso Internacional do Barroco, vol. I, pp.355-369 ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 1991
Portugal roman, vol. I GRAF, Gerhard N. Edição 1986
"Intervenção de conservação nas pinturas murais do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro", Revista Património - Estudos, nº8, pp.46-50 LOPES, Ana Sofia Edição 2005 Lisboa
Pombeiro e o seu fundador D. Gomes Aciegas FERNANDES, Maurício Antonino Edição 1991 Felgueiras
"O órgão do mosteiro beneditino de Pombeiro (Felgueiras)", Revista de História, vol. XIII, 1995, pp.119-130 DIAS, Geraldo Coelho Edição 1995 Porto

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