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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Construção conhecida por Piscina de D. Afonso Henriques

Arqueologia / Termas

Designação
Designação Atual
Construção conhecida por Piscina de D. Afonso Henriques
Outras Designações
Piscina de D. Afonso Henriques / Caldas de Lafões / Banho / Termas Romanas de São Pedro do Sul / Piscina de D. Afonso Henriques das Caldas de Lafões / Termas Romanas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Termas
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Mais conhecida por "Banho", ou "Caldas de Lafões", esta construção localiza-se no epicentro das actuais Termas de São Pedro do Sul, cujas nascentes de água se situam na margem esquerda do rio Vouga.
Conhecido desde longa data, o sítio motivou especial interesse de estudiodos locais numa época em que tomavam maior feição e força no âmbito das análises históricas, artísticas e arqueológicas conduzidas um pouco por todo o território português, não poucas vezes patrocinadas por associações de índole local e/ou regional, à semelhança de todo um movimento registado no restante continente europeu desde, pelo menos, o dealbar do século XIX. Não surpreende, por conseguinte, que aquele que poderá ser considerado como o primeiro grande estudo sobre o assunto viesse a lume ainda em finais da mesma centúria, por mão do escritor e periodista Joaquim Augusto de Oliveira Mascarenhas (1847-1918), numa época particularmente pontuada pela frequência termal, não apenas na sequência das mais recentes descobertas científicas no domínio da Medicina, como na esteira das práticas nobiliárquicas e da alta burguesia observadas além-fronteiras.
Constituindo um dos complexos termais de origem romana mais bem conservados dos existentes no actual território nacional, as termas de São Pedro do Sul (possivelmente correspondendo à romana Aquae Sulis, evocativa de Sulis, deusa da Cura relacionada com as fontes de água quente) ostentam uma monumentalidade compreensível à luz, tanto da qualidade das nascentes de águas sulfurosas e radioactivas (DIONÍSIO, Sant'Ana, 1984, p. 757), quanto da posição que deteria no sistema de rede viária. "[...] e se o sítio das termas não corresponde a um aglomerado urbano, este poderá ter sido o vizinho castro do Banho, distante escassas centenas de metros." (ALARCÃO, Jorge, 1990, p. 380).
Entretanto, a designação de "Piscina de D. Afonso Henriques" (assente em estruturas romanas preexistentes) relacionar-se-á com uma certa tradição secular, segundo a qual o monarca teria frequentado as termas pelas capacidades das suas águas, neste caso essenciais à cura do sofrimento que lhe causava a fractura sofrida após a retirada precipitada da malograda Batalha de Badajoz. A excelência termal revelou-se, em todo o caso, suficiente para que a estância fosse frequentada por outros soberanos portugueses, a exemplo de D. Manuel I (1469- 1521), o Venturoso. Mas foi também o caso da Rainha D. Amélia (1865-1951), já em finais de oitocentos, razão pela qual as termas ficariam conhecidas por "Caldas da Rainhas", pelo menos até 1910, ano da implantação da República (DIONÍSIO, Sant'Ana, Idem, p. 758).
O interesse arqueológico pelo sítio teve sobretudo lugar a partir de meados dos anos cinquenta do século passado, por mão de Fernando Russell Cortez, que veio a ser director do Museu de Grão Vasco, em Viseu.
As escavações foram retomadas volvidas três décadas, decorrendo essencialmente ao longo da segunda metade dos anos oitenta.
As investigações então conduzidas determinaram que a piscina romana fora revestida a opus signinum, correspondendo, muito provavelmente, à zona de banhos frios - frigidarium -, uma vez que parece encontrar-se destituída de vestígios da cobertura essencial no caso de se tratar da sala destinada à água tépida - tepidarium - ou quente - caldarium. É possível, no entanto, que se tratasse do natatio, tanque de grandes dimensões tradicionalmente rasgado a céu aberto, cujas águas eram, neste caso, escoadas para o rio Vouga através do esgoto ainda visível na actualidade.
A análise dos aparelhos utilizados no levantamento dos alçados permite apontar o princípio do século I d. C. para um primeiro momento construtivo, e finais do século I/inícios do II para um segundo momento, dos quais se podem ainda observar elementos tão característicos desta tipologia arqueológica, como fustes, capitéis e lápides epigrafadas.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-03-1938 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Parecer favorável de 11-06-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. (em vigor só após publicação no DR)
Proposta de 14-12-2007 da DRC do Centro
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / São Pedro do Sul / São Pedro do Sul, Várzea e Baiões
-- -
Antigas Caldas de Lafões -
Polícia:
LATITUDE
40.73933
LONGITUDE
-8.090954
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1469
1469- 1521), o Venturoso.
1521
1521), o Venturoso.
1847
1847-1918), numa época particularmente pontuada pela frequência termal, não apenas na sequência das mais recentes des...
1865
1865-1951), já em finais de oitocentos, razão pela qual as termas ficariam conhecidas por "Caldas da Rainhas", pelo m...
1910
1910, ano da implantação da República (DIONÍSIO, Sant'Ana, Idem, p. 758
1918
1918), numa época particularmente pontuada pela frequência termal, não apenas na sequência das mais recentes descober...
1938
1938 (ver Decreto) Mais conhecida por "Banho", ou "Caldas de Lafões", esta construção localiza-se no epicentro das ac...
1951
1951), já em finais de oitocentos, razão pela qual as termas ficariam conhecidas por "Caldas da Rainhas", pelo menos ...
1984
1984, p.
1990
1990, p.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O Reordenamento Territorial", Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização ALARCÃO, Jorge Manuel N. L. Edição 1990 Lisboa
A Arquitectura das Termas Romanas de São Pedro do Sul MOREIRA, José Beleza, FRADE, Maria Helena Simões Edição 1993 São Pedro do Sul
Antiguidades Pré-históricas de Lafões. Contribuição para o estudo da Arqueologia de Portugal GIRÃO, Aristides de Amorim Edição 1921 Coimbra
Notícias Archeologicas Extrahidas do «Portugal Antigo e Moderno» de Pinho Leal, com algumas notas e indicações bibliographicas DIAS, Eduardo Rocha Edição 1903 Lisboa
"300 Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal", Al-madan RAPOSO, Jorge Edição 2001 Almada
"Arqueologia Lafonense. Inscrições romanas do balneum de Lafões", Beira Alta BRANDÃO, Domingos de Pinho Edição 1959 Viseu
Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta DIONÍSIO, Sant'Ana Edição 1984 Lisboa
Memórias da Antiga Villa do Banho e Caldas de S. Pedro do Sul MASCARENHAS, Augusto d' Oliveira Edição 1885 Viseu
Thermas de S. Pedro do Sul (Caldas de Lafões) ALMEIDA, F. Ferreira Edição 1930 Porto
"As termas de S. Pedro do Sul. Elementos para uma história", Beira Alta SANTOS, Eduardo dos Edição 1972 Viseu
"Antiguidades do banho de S. Pedro do Sul", Beira Alta VALE, Alexandre de Lucena e Edição 1949 Viseu
"Arqueologia lafonense", Beira Alta FIGUEIREDO, Cristóvão Moreira de Edição 1958 Viseu
"Subsídios para o estudo da viação romana das Beiras", Beira Alta FIGUEIREDO, Cristóvão Moreira de Edição 1952 Viseu

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