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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio Nacional de Queluz, compreendendo os jardins

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio Nacional de Queluz, compreendendo os jardins
Outras Designações
Paço de Queluz, compreendendo os jardins (designação do diploma de classificação) / Palácio Nacional de Queluz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Jardim do Palácio de Queluz / Quinta Real de Queluz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O palácio de Queluz, propriedade primeira da Casa do Infantado (criada por D. João IV para os filhos segundos dos reis, que teve por base os bens confiscados à família Moura Corte Real, Marqueses de Castelo Rodrigo, que era partidária de Castela), foi objecto de um prolongado processo de obras, que adequou os imóveis existentes, e os que se iam projectando, ao gosto e necessidades de cada um dos residentes. "Se, acerca de Mafra não se podia falar em manta de retalhos, em Queluz a expressão tem pleno cabimento. O palácio é um local feérico e despreconceituoso em que a arquitectura se exibe com a transitividade da festa e a seriedade da exibição do poder" (GOMES, 1987, p.43).
A Quinta conheceu uma primeira ampliação ao pavilhão de caça que aí existia desde o século XVI, no tempo de D. Francisco, irmão de D. João V. É possível que o torreão e ermida, erguidos no início do século XVIII, tivessem sido desenhados por Manuel da Costa Negreiros. Foi, no entanto, com D. Pedro (futuro D. Pedro III, pelo casamento com a princesa herdeira D. Maria), que Queluz assumiu as proporções de um verdadeiro palácio estival, conhecendo então duas grandes campanhas de obras. Na primeira, a figura de D. Pedro encontrava-se relativamente à margem da corte, e a direcção dos trabalhos e os planos foram da responsabilidade do arquitecto da Casa do Infantado, Mateus Vicente de Oliveira. A segunda ficou marcada pela figura do francês Jean Baptiste Robillion, tendo ocorrido paralela à reconstrução de Lisboa, e após o casamento de D. Pedro (em 1760) que ganhou, então, maior notoriedade.
Retomando as intervenções no Palácio, Mateus Vicente trabalhou aqui entre 1747 e 1752, ordenando o pátio de honra, reformando o torreão de D. Francisco, e definindo a fachada de cerimónia sobre os jardins, que recorda a da Igreja das Mercês, no denominado "barroco congelado" (GOMES, p.43). A fachada de Malta, com duplo telhado e "coroamento dinâmico" ligado às suas experiências do barroco italiano e do centro da Europa, foi modificada, mais tarde, com a abertura da Sala do Trono (1768) (PIMENTEL, 1989, p.392). Os jardins foram decorados por vasos, estátuas de mármore e chumbo, vindas de Itália e de Inglaterra (e mais tarde, o canal foi um dos primeiros exemplos de revestimento azulejar policromo rococó). Depois de 1755, Mateus Vicente, chamado a Lisboa, cedeu o seu papel a Jean Baptiste Robillion, que desenhou um plano de jardins à Le Nôtre; o próprio pavilhão com o seu nome, em 1774, destinado aos aposentos do príncipe, e que deveria resolver a questão dos desníveis do terreno com uma escadaria cenográfica estilo Luís XV; e todo o conjunto dos interiores que denunciam o gosto rocaille francês. Para além dos artífices franceses, aqui trabalhou Silvestre Faria Lobo (responsável pela talha da capela, em 1752), colaborando com Robillion na concepção de interiores tão significativos como os da sala dos Embaixadores, da sala do Trono, ou da sala de Música. Nesta segunda fase, o Palácio fechou-se sobre si próprio, passando a sua planta a desenhar um U, cujo intimismo é comum aos palácios rocaille, um pouco por toda a Europa. Por outro lado, acentuou-se a importância dos interiores, tornando Queluz num dos mais expressivos exemplos da aplicação da talha na arquitectura civil.
As obras prosseguiram com outros intervenientes, mantendo-se até 1807. A Casa da Ópera, da autoria de Inácio de Oliveira Bernardes, remonta a 1778. A sua posterior destruição deu lugar ao Pavilhão D. Maria, edificado entre 1785 e 1792, sob projecto de Manuel Caetano de Sousa. Esta é, actualmente, a residência oficial dos Chefes de Estado que visitam Portugal. Quando, em 1794, a família real foi obrigada a deslocar-se para Queluz, em consequência do incêndio da Real Barraca da Ajuda, introduziram-se novas modificações e alterações funcionais, modificando-se, também, a própria designação dos espaços - a Sala Grande passou a ser denominada por Sala dos Embaixadores e a Sala Oval por Sala do Trono. (RC)
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 30-07-1968, publicada no DG, II Série, n.º 200, de 24-08-1968 (com ZNA)
Portaria de 28-11-1961, publicada no DG, n.º 291, de 15-12-1961
Portaria de 27-02-1948, publicada no DG, II Série, n.º 62, de 16-03-1948
Afectação 9913529
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Queluz e Belas
Largo do Palácio
Queluz -
Polícia:
LATITUDE
38.750218
LONGITUDE
-9.25873
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1747
1747 e 1752, ordenando o pátio de honra, reformando o torreão de D. F
1752
1752, ordenando o pátio de honra, reformando o torreão de D. F
1755
1755, Mateus Vicente, chamado a Lisboa, cedeu o seu papel a Jean Baptiste Robillion, que desenhou um plano de jardins...
1760
1760) que ganhou, então, maior notoriedade.Retomando as intervenções no Palácio, Mateus Vicente trabalhou aqui entre ...
1768
1768) (PIMENTEL, 1989, p.392).
1774
1774, destinado aos aposentos do príncipe, e que deveria resolver a questão dos desníveis do terreno com uma escadari...
1778
1778.
1785
1785 e 1792, sob projecto de Manuel Caetano de Sousa.
1792
1792, sob projecto de Manuel Caetano de Sousa.
1794
1794, a família real foi obrigada a deslocar-se para Queluz, em consequência do incêndio da Real Barraca da Ajuda, in...
1807
1807.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) O palácio de Queluz, propriedade primeira da Casa do Infantado (criada...
1987
1987, p.43).A Quinta conheceu uma primeira ampliação ao pavilhão de caça que aí existia desde o século XVI, no tempo ...
1989
1989, p.392).
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Queluz. O Palácio e os Jardins FERRO, Maria Inês Edição 1997 Lisboa
O Pavilhão Robillion do Palácio Nacional de Queluz : história, arte, construção e restauro (1758-1940) FERRO, Maria Inês Edição 2000
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
História do Palacio Nacional de Queluz PIRES, António Pequito Caldeira Edição
"Os jardins do Palácio de Queluz : orientações de gosto, utência e simbólica", Sep. de Revista de História Económica e Social, 1988 CANAVEIRA, Manuel Filipe Cruz de Morais Edição 1988
Descripção das allegorias pintadas nos tectos do Real Palacio de Queluz, novamente reformado à ordem do general em chefe do exercito francez na occasião em que esperava em Portugal o seu imperador COSTA, Manuel da Edição 1808
Palácio de Queluz, Sep. Palácios Portugueses, 1 GUEDES, Maria Natália Correia Edição 1973
O palácio dos senhores do infantado em Queluz GUEDES, Maria Natália Correia Edição 1971 Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
Esculturas dos Jardins de Queluz/ Sculptures in the Gardens of Queluz. Fotografia de Nicolas Sapieha SAPIEHA, Nicolas Edição 1997 Lisboa
"Palácio de Queluz", Dicionário da Arte Barroca em Portugal PIMENTEL, António Filipe Edição 1989 Lisboa
Lisboa Pombalina e o Iluminismo FRANÇA, José-Augusto Edição 1987 Lisboa
A cultura arquitectónica e artística em Portugal no séc. XVIII GOMES, Paulo Varela Edição 1988 Lisboa
"A obra do escultor inglês John Cheere para os jardins do Palácio de Queluz. Novos contributos documentais", Revista Património - Estudos, nº8, pp.81-92 GRILO, Fernando, NETO, Maria João Baptista Edição 2005 Lisboa
"A recuperação dos jardins, pomares e bosquetes da Quinta Real de Queluz", Revista Património - Estudos, nº8, pp.73-80 GONÇALVES, Rita M. Theriaga Edição 2005 Lisboa
Inventário do Palácio de Queluz. Colecção de cerâmica Edição 2002 Lisboa

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Visualização Geográfica

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