A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Santa Clara

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Santa Clara
Outras Designações
Mosteiro de Santa Clara / Igreja de Santa Clara (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Considerada um dos melhores exemplares das denominadas igrejas forradas a ouro do barroco joanino, Santa Clara conserva a sua estrutura arquitectónica gótica, que remonta ao século XV. A cerimónia de instituição do mosteiro das clarissas do Porto decorreu a 28 de Março de 1416, tendo sido marcada pela presença das mais importantes figuras do reino - D. João I e os príncipes D. Fernando e D. Afonso -, que desde a primeira hora privilegiaram a nova casa, e pelo Bispo D. Fernando Guerra.
A esta primeira campanha de obras, seguiram-se muitas outras, como é o caso da campanha do claustro, de características maneiristas ou, já no início do século XVIII, as obras dos dormitórios, da portaria, com um imponente portal barroco, e dos coros, ocorridas entre 1707 e 1715. Era abadessa D. Isabel da Visitação quando o arquitecto António Pereira orientou os trabalhos para elevar a altura da capela-mor, abrindo-se vãos para melhorar a iluminação do espaço. Uma situação semelhante seria levada a cabo na nave, em 1732, alteando-se os panos murários sobre as tribunas, também rasgados por janelas.
Apesar de não subsistirem muitos elementos da primeira campanha de obras, a verdade é que todas estas alterações mais não fizeram do que ampliar o espaço, em nada alterando a sua planimetria original. A grande mudança registada, e que implica uma nova percepção do templo, não é resultado de uma transformação estrutural, mas sim de uma encenação responsável pela total alteração do espaço pré-existente. Assim, e extravasando o âmbito dos retábulos, a talha dourada "invadiu" a igreja revestindo e salientando as estruturas arquitectónicas. A talha dourada da capela-mor foi executada, cerca de 1730, pelo entalhador lisboeta Miguel Francisco da Silva, ao tempo a trabalhar no Norte do país. O retábulo insere-se neste esquema geral, revelando um movimento cenográfico e uma decoração exuberante, onde se exibem as imagens de São Francisco e Santa Clara. Este conjunto da capela-mor foi depois dourado, em 1744, por Pedro da Silva Lisboa e António José Pereira.
Apesar de ser referida, juntamente com a igreja de São Francisco, como os melhores exemplos de igrejas forradas a ouro, a verdade é que a talha de Santa Clara revela uma unidade formal que a de São Francisco, executada em diversas campanhas, está longe de apresentar.
Tal como convinha a uma igreja de uma mosteiro feminino, a entrada principal encontrava-se na fachada lateral, pois a zona contrária à capela-mor era ocupada pelo coro alto e pelo coro baixo. Este portal, em arco de volta perfeita, flanqueado por pilastras e tondi, com entablamento a suportar o friso de três nichos que antecede o remate ameado, conjunga elementos tado-góticos e renascentistas, tendo sido reformulado no século XVIII (OLIVEIRA, BRAGA, 1993, p. 116). Formando um ângulo de 45º, a entrada da portaria é barroca, com as suas colunas salomónicas e o nicho com a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Um referência final para os azulejos dos coros, de padrão polícromo no coro baixo, e de tapete no coro alto, onde é visível ainda um painel figurativo polícromo representando uma alegoria eucarística, com inscrição relativa às almas do Purgatório e a data de 1680 (MARTINS, 2001, pp. 57-59).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 28-07-1964, publicada no DG, II Série, n.º 182, de 4-08-1964
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Localização
Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
Largo 1.º de Dezembro
Porto -
Polícia:
LATITUDE
41.142491
LONGITUDE
-8.609257
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1416
1416, tendo sido marcada pela presença das mais importantes figuras do reino - D.
1680
1680 (MARTINS, 2001, pp.
1707
1707 e 1715.
1715
1715.
1730
1730, pelo entalhador lisboeta Miguel Francisco da Silva, ao tempo a trabalhar no Norte do país.
1732
1732, alteando-se os panos murários sobre as tribunas, também rasgados por janelas. A
1744
1744, por Pedro da Silva Lisboa e António José Pereira. A
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Considerada um dos melhores exemplares das denominadas igrejas forrada...
1993
1993, p.
2001
2001, pp.
4
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Barroco SERRÃO, Vítor Edição 2003 Lisboa
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
A Apoteose do barroco nas igrejas dos conventos femininos portugueses ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 1992 Porto
"A evolução da talha dourada no interior das igrejas portuenses", Museu, IV série, n.º 4 ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 1995
"Miguel Francisco da Silva e Luís Pereira da Costa: duas estética em confronto", Actas do III Colóquio Luso Brasileiro de História da Arte ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 1995 Évora
Azulejaria Portuense MARTINS, Fausto S. Edição 2001 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Casa do Dr. Domingos Barbosa, onde está instalado o Museu de Guerra Junqueiro
Casa do Dr. Domingos Barbosa, onde está instalado o Museu de Guerra Junqueiro

Porto

Ver Ficha
Pequeno fontanário existente no Largo da Sé do Porto (actualmente na Calçada de D. Pedro Pitões)
Pequeno fontanário existente no Largo da Sé do Porto (actualmente na Calçada de D. Pedro Pitões)

Porto

Ver Ficha
Sé do Porto
Sé do Porto

Porto

Ver Ficha
Pilares (2) que sustentavam a ponte pênsil
Pilares (2) que sustentavam a ponte pênsil

Porto

Ver Ficha