O Mosteiro de Santo António do Varatojo foi fundado por D. Afonso V em 1470, como cumprimento de uma promessa que o monarca havia feito a Santo António, pedindo auxílio para as campanhas do Norte de África. O rei compraria a quinta que posteriormente constituiu a cerca do mosteiro, oferecendo-a à comunidade de franciscano deslocados do Convento de São Francisco de Alenquer para habitarem o novo cenóbio. Em 1474 as obras estavam quase terminadas, pelo que em Outubro desse ano os frades inauguraram o espaço. Desta edificação primitiva restam um dos dormitórios, que dá entrada para o coro.
Em meados do século XVI, devido possivelmente aos estragos que o terramoto de 1531 havia provocado na estrutura monacal, D. João III mandou refazer e aumentar o espaço dos dormitórios, na mesma época em que foi edificada a enfermaria, bem como a capela-mor do templo, edificada a expensas da rainha D. Catarina (RIBEIRO, Frei Bartolomeu, 1990, p. 14).
No ano de 1680 instalou-se no Varatojo o Colégio de Missionários Apostólicos, e cerca de 1739 foi acrescentado à zona dos dormitórios um novo piso, para albergar o noviciado do colégio. No entanto, com a extinção das Ordens Religiosas em 1834, a comunidade de franciscanos do mosteiro foi dispersa, e alguns anos mais tarde, em 1845, o edifício monacal foi vendido em hasta pública ao Barão da Torre de Moncorvo. O espaço acabou por voltar para a posse dos frades franciscanos, que compraram o mosteiro ao herdeiro do barão em 1861.
Os religiosos do Varatojo voltaram a perder o mosteiro depois da implantação da República, sendo forçados a abandonar o espaço ainda no ano de 1910. O mosteiro era então transformado em asilo de idosos. A comunidade franciscana só voltou a ocupar o cenóbio em 1928, no ano em que o Governo português entregou o espaço às Missões Franciscanas Portuguesas, mantendo-se na sua posse até hoje.
O espaço do mosteiro apresenta uma estrutura eclética que conseguiu integrar vários modelos diferentes relativos às diversas épocas construtivas, nomeadamente um portal gótico gravado com baixos relevos, e o claustro quatrocentista, o tecto mudéjar da portaria e vários portais manuelinos no espaço claustral, o templo maneirista, vários painéis de azulejo, tanto de gosto maneirista como azulejos de padrão e figurativos de gosto barroco, altares de talha de estilo nacional e uma tela da autoria de Bacarelli, colocada na capela-mor.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
n/a
Afectação
9913929
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Torres Vedras / Santa Maria, São Pedro e Matacães
Estrada da Vila de Torres - Varatojo
Varatojo -
Polícia:
LATITUDE
39.090831
LONGITUDE
-9.279736
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1470
1470, como cumprimento de uma promessa que o monarca havia feito a Santo António, pedindo auxílio para as campanhas d...
1474
1474 as obras estavam quase terminadas, pelo que em Outubro desse ano os frades inauguraram o espaço.
1531
1531 havia provocado na estrutura monacal, D.
1680
1680 instalou-se no Varatojo o Colégio de Missionários Apostólicos, e cerca de 1739 foi acrescentado à zona dos dormi...
1739
1739 foi acrescentado à zona dos dormitórios um novo piso, para albergar o noviciado do colégio. No
1834
1834, a comunidade de franciscanos do mosteiro foi dispersa, e alguns anos mais tarde, em 1845, o edifício monacal fo...
1845
1845, o edifício monacal foi vendido em hasta pública ao Barão da Torre de Moncorvo. O
1861
1861.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) O Mosteiro de Santo António do Varatojo foi fundado por D. A
1928
1928, no ano em que o Governo português entregou o espaço às Missões Franciscanas Portuguesas, mantendo-se na sua pos...
1990
1990, p.
2005
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Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I