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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio Nacional da Ajuda

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio Nacional da Ajuda
Outras Designações
Paço da Ajuda (designação do diploma de classificação) (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A edificação do Palácio da Ajuda, que se prolongou desde 1796 até à década de 30 do século XIX, foi bastante atribulada, reflectindo as diversas conjunturas de cariz político e económico em que o país viveu nesses anos (invadida a capital pelas tropas napoleónicas em 1807 e, mais tarde, toda a problemática da subida ao poder dos liberais), mas também o próprio panorama artístico e arquitectónico, onde um gosto barroco que vinha de Mafra, muito ligado ao poder régio, chegava ao seu fim, suplantado pelo neoclassicismo nascente, directamente importado de Itália. Estas questões estiveram bem presentes nos vários compassos de espera e nas sucessivas interrupções das obras, em parte devido à falta de recursos, outras vezes por sanção económica por parte de quem ocupava o poder numa época já pouco dada a grandes empreendimentos áulicos. O próprio projecto, várias vezes modificado e tendo como autores Manuel Caetano de Sousa, o último arquitecto barroco, e depois Costa e Silva e Fabri, ambos de formação bolonhesa, denuncia uma encruzilhada arquitectónica, da qual o neoclassicismo dos dois últimos saiu vencedor.
Depois do incêndio da Real Barraca, em 1794, D. João VI optou pela edificação de um novo palácio, no mesmo local. Para tal, encarregou Manuel Caetano de Sousa que, a crer nas fortes críticas movidas por Costa e Silva e Fabri, em 1801, desenhou um projecto demasiado vinculado a uma linguagem barroca, e com soluções excessivamente "intrincadas". As obras, iniciadas em 1796, foram interrompidas pouco depois, por falta de recursos, recomeçando os trabalhos em 1802. Neste mesmo ano, Caetano de Sousa faleceu, deixando o Palácio entregue aos dois arquitectos referidos.
Costa e Silva e Fabri respeitaram o que estava então construído, introduzindo, no entanto, as necessárias alterações por forma a tornar o novo palácio real mais digno, sério e majestoso. Assim, o plano geral foi simplificado e reduzido aos núcleos estruturados em torno de dois pátios, sofrendo igual sorte a ornamentação, agora bastante mais depurada.
Apesar de, em 1807, estarem já definidas as equipas de pintores, escultores e decoradores, a chegada a Lisboa das tropas comandadas por Junot teve como consequência a interrupção das obras na Ajuda. Com Costa e Silva no Brasil, foi Fabri quem dirigiu os trabalhos entre 1813 e 1817, introduzindo novas alterações e gerando uma discussão com o primeiro arquitecto, da qual resultou a planta, apenas conhecida pela cópia de 1821. O modelo de Fabri era, com certeza, a Real Caserta de Nápoles, desenhada por Vavitelli. Quando António Francisco Rosa assumiu a condução dos trabalhos, em 1818, as obras prosseguiram em ritmo pouco acelerado, e à data do regresso da família real, muito faltava ainda por fazer. A partir daqui, as cortes insurgiram-se com as verbas gastas na Ajuda, cujas obras se reiniciaram em 1826 por iniciativa de D. Isabel Maria, que procurou tornar o palácio habitável. Reduziu-se o plano a metade, ou seja, a um único bloco, num projecto que foi interrompido pela vitória liberal, em 1833. Só com D. Luís e D. Maria Pia a Ajuda ganhou novo fôlego, tendo Possidónio da Silva transformado a fachada nascente na principal, e acentuando o gosto italiano.
No campo da decoração, o átrio seria ocupado pelo programa escultórico inspirado na iconologia de Cesare Ripa e delineado por Machado de Castro que era, desde 1802, o responsável por esta área. Também aqui se sente o término de um período, bem marcado pelas esculturas executadas por este mestre e os seus discípulos, e o novo classicismo patente na obra de João José de Aguiar.
Os valores civilistas que se pretendiam salientar aqui, mantiveram-se nas pinturas do interior, cujos responsáveis iniciais foram Domingos Sequeira e Vieira Lusitano, sob a direcção da Marquesa de Alorna. As obras que deveriam evidenciar o heroísmo da Nação e os feitos gloriosos dos reis, foram executadas por Cyrillo Volkmar Machado, Cunha Taborda, Fuschini, entre outros.
(RC)
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Despacho de concordância de 11-12-1996 do presidente do IPPAR
Parecer de 28-10-1996 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a devolução do processo para reapreciação
Nova proposta de 7-08-1996 da DR de Lisboa
Proposta de alteração de 17-09-1993 da CM de Lisboa
Em 15-10-1991 foi notificada a CM de Lisboa e solicitada a publicação de editais
Despacho de homologação de 10-10-1991 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 1-10-1991 do presidente do IPPC
Parecer favorável de 26-09-1991 da 9.ª secção do Conselho Consultivo do IPPC
Proposta de alteração de 20-09-1991 do IPPC
Portaria de 20-10-1959, publicada no DG, II Série, n.º 253, de 29-10-1959 (sem restrições) (ZEP do Palácio Nacional da Ajuda e da zona circundante do Palácio Nacional da AJuda)
Afectação 9913229
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Ajuda
Calçada da Ajuda
Lisboa -
Polícia:
Largo da Ajuda
Ajuda -
Polícia:
LATITUDE
38.7076
LONGITUDE
-9.198367
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1794
1794, D.
1796
1796 até à década de 30 do século XIX, foi bastante atribulada, reflectindo as diversas conjunturas de cariz político...
1801
1801, desenhou um projecto demasiado vinculado a uma linguagem barroca, e com soluções excessivamente "intrincadas". A
1802
1802.
1807
1807 e, mais tarde, toda a problemática da subida ao poder dos liberais), mas também o próprio panorama artístico e a...
1813
1813 e 1817, introduzindo novas alterações e gerando uma discussão com o primeiro arquitecto, da qual resultou a plan...
1817
1817, introduzindo novas alterações e gerando uma discussão com o primeiro arquitecto, da qual resultou a planta, ape...
1818
1818, as obras prosseguiram em ritmo pouco acelerado, e à data do regresso da família real, muito faltava ainda por f...
1821
1821.
1826
1826 por iniciativa de D.
1833
1833.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A edificação do Palácio da Ajuda, que se prolongou desde 1796 até à dé...
66
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Baixela de Sua Magestade Fidelíssima IPPAR, Palácio Nacional da Ajuda Edição 2002 Lisboa
"Neoclassicismo ou fim do classicismo?", História da Arte Portuguesa PEREIRA, José Fernandes Edição 1995 Lisboa
Um Olhar sobre o Palácio. Aproximações a 6 Tapeçarias.José Luís Tinoco GODINHO, Isabel Silveira Edição 1999 Lisboa
Um Olhar sobre o Palácio. Retratos de Pessoas Reais. Óleos de Luís Pinto-Coelho GODINHO, Isabel Silveira Edição 1996 Lisboa
Um Olhar sobre o Palácio. Telas de Jacinto Luis GODINHO, Isabel Silveira Edição 1994 Lisboa
Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda - Clocks and Watches Ajuda Palace Collection GODINHO, Isabel Silveira, PLAISTER, Elisabeth Edição 1996 Lisboa
Palácio Nacional da Ajuda: itinerários GODINHO, Isabel Silveira Edição 1988 Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
O Palácio Nacional da Ajuda SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1961 Lisboa
O Paço da Ajuda CÂNCIO, Francisco Edição 1955 Lisboa
História da Arte em Portugal - O Pombalismo e o Romantismo FRANÇA, José-Augusto Edição 2004 Lisboa
A cultura arquitectónica e artística em Portugal no séc. XVIII GOMES, Paulo Varela Edição 1988 Lisboa
Os Mais Belos Palácios de Portugal GIL, Júlio Edição 1992 Lisboa
Arte Portuguesa do Século XIX [roteiro] AA VV Edição 1988 Lisboa
Lisboa Desaparecida DIAS, Marina Tavares Edição 1992 Lisboa
Poder e Razão. A Escultura Monumental no Palácio Nacional da Ajuda PINHO, Elsa Garrett Edição 2003 Lisboa
O ensino das belas-artes nas obras do Real Palácio da Ajuda (1802 a 1833) COSTA, Luís Xavier da Edição 1936 Lisboa
A Real Barraca: a residência na Ajuda dos reis de Portugal após o terramoto (1756-1794) ABECASIS, Maria Isabel Braga Edição 2009 Lisboa
Os três arquitectos da Ajuda: do "rocaille" ao neoclássico CARVALHO, Ayres de Edição 1979 Lisboa
Palácio da Ajuda CARVALHO, Ayres de Edição 1973 Lisboa
A Educação dos Príncipes no Paço da Ajuda [1863-1884] GUEDES, Carmina Correia Edição 2004 Lisboa
"Ajuda (Palácio Nacional da)", in Dicionário da História de Lisboa GODINHO, Isabel Silveira Edição 1994 Lisboa
Um Olhar sobre o Palácio. Aguarelas, óleos e técnica mista de Cohen Fusé. Edição Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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Exploração Geográfica
Minas d'Água da Ajuda - Minas do Palácio e do Mirante
Minas d'Água da Ajuda - Minas do Palácio e do Mirante

Lisboa

Ver Ficha
Zona circundante do Palácio Nacional da Ajuda (Jardim das Damas, Salão de Física, Torre Sineira, Paço Velho e Jardim Botânico)
Zona circundante do Palácio Nacional da Ajuda (Jardim das Damas, Salão de Física, Torre Sineira, Paço Velho e Jardim Botânico)

Lisboa

Ver Ficha
Quartel do Conde de Lippe, também designado Regimento de Infantaria n.º 1
Quartel do Conde de Lippe, também designado Regimento de Infantaria n.º 1

Lisboa

Ver Ficha
Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Boa Hora
Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Boa Hora

Lisboa

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