A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Vila Boa do Bispo, incluindo os túmulos

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Vila Boa do Bispo, incluindo os túmulos
Outras Designações
Igreja de Santa Maria / Igreja de Santa Maria de Vila Boa do Bispo / Mosteiro de Vila Boa do Bispo / Igreja de Vila Boa do Bispo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens do mosteiro de Vila Boa do Bispo recuam aos derradeiros anos do século X ou primeiros da centúria seguinte. Entre 990 e 1022 (ou em 1008, como pretendem alguns autores (MONTEIRO, 1996, p.85)), um primitivo cenóbio foi fundado por D. Mónio Viegas, o Gasco, cavaleiro francês que combateu al-Mansur e alcançou grande prestígio nesta secção relativamente interior de Riba-Douro. De 1022 é uma discutida inscrição (realizada em data posterior a essa data) na tampa de um sarcófago existente no claustro, que indica ter sido aquele o túmulo de D. Mónio e de dois dos seus filhos. O facto de se tratar de uma inscrição posterior à data efectivamente epigrafada, porém, levou Mário Barroca a equacionar a hipótese de se tratar de uma legenda do século XIII, eventualmente realizada por "algum descendente da linhagem dos Gascos em busca de prestígio social" (BARROCA, 2000, p.76).
Até à segunda metade do século XII, a história deste Mosteiro está envolta em lendas e atribuições duvidosas. De acordo com antigas crónicas, existia uma inscrição de 1035, associada ao sarcófago do bispo portuense D. Sesnando, cujos restos mortais foram trasladados para a parede Sul do templo em 1142, por ordem de D. Pedro Rabaldes, outro prelado do Porto. No entanto, quer a indicação de 1035, quer a de 1142 (data que algumas crónicas indicam ter estado epigrafada numa pintura mural no local do túmulo) são de existência duvidosa e não podem ser aceites sem reserva (BARROCA, 2000, pp.79-81 e 205-206).
A igreja que hoje subsiste data dos finais do século XII ou inícios do seguinte, à semelhança de uma grande parte do nosso Românico. Nessa altura, ter-se-á refeito integralmente o templo monacal, dotando-o de uma estrutura comum para a época, de nave única e capela-mor rectangular, esta última provavelmente abobadada e apresentando arcarias cegas no exterior (ALMEIDA, 2001, p.122).
É precisamente a existência de arcadas cegas - na fachada principal e não na capela-mor, esta entretanto muito adulterada - o principal motivo de interesse do edifício, uma vez que se trata de uma solução sem paralelo no nosso país. Conservam-se uma arcada inteira e o arranque de uma segunda, no lado Norte da fachada principal, sendo as aduelas decoradas por animais afrontados. A contextualização destas formas não é fácil e tem vindo a ser objecto de discussão. Parecem não restar grandes dúvidas acerca de uma ascendência francesa (eventualmente passando pela Galiza) (GRAF, 1986, vol. 1, p.102), mas a verdade é que encontramos aqui analogias com os primeiros ensaios românicos de Braga, de Rates e de Travanca (IDEM, p.102; ALMEIDA, 2001, p.122), o que poderá recuar a datação do conjunto em mais de meio século.
Na Baixa Idade Média, vários foram os homens importantes que aqui se sepultaram. D. Júrio Geraldes, corregedor do rei para o entre-Douro-e-Minho, encomendou dois túmulos pela década de 60 do século XIV, um para si e outro para D. Nicolau Martins, que sucumbiu em 1348 à Peste Negra, realizações que se encontram, actualmente, inseridas em modernos arcossólios da parede Norte do corpo. Um terceiro túmulo, já do século XV e que se encontra adossado ao flanco exterior Sul, é de D. Salvado Pires.
As maiores transformações no conjunto ocorreram a partir da segunda metade do século XVII e até aos meados da centúria seguinte. Para além da radical transformação das áreas monacais, o templo foi objecto de uma vasta campanha de obras, onde se conta a refeitura quase integral da fachada principal (com novo portal e mais ampla iluminação) e a actualização estética do interior. A parte mais simbolicamente relevante foi tratada como uma igreja forrada a ouro, uma vez que o arco triunfal, o tecto da capela-mor e as paredes fundeiras da nave e capela foram revestidos por uma homogénea solução de talha dourada em associação a retábulos. Na parede Norte da nave ainda subsiste o púlpito e o varandim trapezoidal policromado, de onde os monges assistiam às cerimónias litúrgicas.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Lugar do Mosteiro
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12707538
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Marco de Canaveses / Vila Boa do Bispo
Lugar do Mosteiro
Vila Boa do Bispo -
Polícia:
LATITUDE
41.130385
LONGITUDE
-8.220369
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1008
1008, como pretendem alguns autores (MONTEIRO, 1996, p.85)), um primitivo cenóbio foi fundado por D.
1022
1022 (ou em 1008, como pretendem alguns autores (MONTEIRO, 1996, p.85)), um primitivo cenóbio foi fundado por D.
1035
1035, associada ao sarcófago do bispo portuense D.
1142
1142, por ordem de D.
1348
1348 à Peste Negra, realizações que se encontram, actualmente, inseridas em modernos arcossólios da parede Norte do c...
1977
1977 (ver Decreto) As origens do mosteiro de Vila Boa do Bispo recuam aos derradeiros anos do século X ou primeiros d...
1986
1986, vol.
1996
1996, p.85)), um primitivo cenóbio foi fundado por D.
2000
2000, p.76).Até à segunda metade do século XII, a história deste Mosteiro está envolta em lendas e atribuições duvido...
2001
2001, p.122).É precisamente a existência de arcadas cegas - na fachada principal e não na capela-mor, esta entretanto...
7
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
História da Arte em Portugal - O Românico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 2001 Lisboa
História da Arte em Portugal, vol. 3 (o Românico) ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de Edição 1986 Lisboa
Epigrafia medieval portuguesa (862-1422) BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Lisboa
"O mundo românico (séculos XI-XIII)", História da Arte Portuguesa, vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995, pp.180-331 RODRIGUES, Jorge Edição 1995 Lisboa
Portugal roman, vol. I GRAF, Gerhard N. Edição 1986
"A talha nacional e joanina em Marco de Canaveses", Poligrafia, nºs 9-10, pp.91-103 RODRIGUES, José Carlos Menezes Edição 2001 Arouca
Monografia do Marco de Canaveses MONTEIRO, Emília Edição 1996 Marco de Canaveses

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Mosteiro de Vila Boa do Bispo
Mosteiro de Vila Boa do Bispo

Marco de Canaveses

Ver Ficha
Quinta do Bovieiro
Quinta do Bovieiro

Penafiel

Ver Ficha
Igreja de São Gens de Boelhe
Igreja de São Gens de Boelhe

Penafiel

Ver Ficha
Igreja de Abragão, incluindo os túmulos
Igreja de Abragão, incluindo os túmulos

Penafiel

Ver Ficha