A primitiva igreja de São João Baptista de Abrantes foi fundada pela Rainha Santa Isabel em 1300, em memória da celebração de paz entre D. Dinis e o infante D. Afonso, tornando-se sede de paróquia no ano de 1326. Em 1588 Filipe I mandou fazer o templo de raiz, uma vez que este se encontrava arruinado, começando as obras no ano seguinte, a expensas dos moradores e das Confrarias da igreja. A construção deste segundo templo arrastou-se até 1633, havendo uma nova campanha de obras entre 1660 e 1674, para a edificação dos retábulos das capelas das naves. Apesar de em 1680 o coro ter sido concluído, a igreja ficou inacabada, uma vez que as torres da fachada nunca foram terminadas.
De planta composta, com corpo principal rectangular e capela-mor quadrangular articulada com absidíolos e sacristia, o espaço interior da igreja de São João Baptista é dividido em três naves com quatro tramos, definidos por colunas jónicas, e cobertas por tecto de madeira. O coro-alto, assente sobre abóbada rebaixada de cruzaria de ogivas, abre para a nave por uma janela de modelo serliano. A capela-mor, atribuída à escola de Jerónimo de Ruão, é iluminada por diversas janelas rasgadas no registo superior, e coberta por abóbada de pedra em caixotões decorados por cartelas com florões, com ábside em meia-laranja no topo coberta por abóbada de canhão. O espaço é revestido por azulejos enxaquetados azuis e brancos, possuindo ao centro retábulo de talha dourada com imagens de São João Baptista e da Rainha Santa Isabel. É ainda decorada por cadeiral de madeira, e do lado da Epístola possui órgão.
A fachada do templo, que denuncia influências da arquitectura de São Vicente de Fora, é dividida em três registos, de três panos, separados entre si por pilastras emparelhadas. No primeiro, ao centro, foi rasgado o pórtico, rematado por frontão triangular e delineado lateralmente por pilastras almofadadas. Os panos laterais possuem janelas rectangulares. Um friso separa este registo do superior. No segundo registo foram abertas diversas fenestrações rectangulares, as do pano murário central encimadas por frontão curvo, ladeando um nicho, a do pano murário direito com frontão triangular. À esquerda foi rasgado uma arco volta perfeita que serve de sineira. No último registo foi colocada uma sineira.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto n.º 37 077, DG, I Série, n.º 228, de 29-09-1948 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
n/a
Afectação
9913929
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede
Adro de São João
Abrantes -
Polícia:
LATITUDE
39.462129
LONGITUDE
-8.1966
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1300
1300, em memória da celebração de paz entre D. Di
1326
1326.
1588
1588 Filipe I mandou fazer o templo de raiz, uma vez que este se encontrava arruinado, começando as obras no ano segu...
1633
1633, havendo uma nova campanha de obras entre 1660 e 1674, para a edificação dos retábulos das capelas das naves. Ap
1660
1660 e 1674, para a edificação dos retábulos das capelas das naves. Ap
1674
1674, para a edificação dos retábulos das capelas das naves. Ap
1680
1680 o coro ter sido concluído, a igreja ficou inacabada, uma vez que as torres da fachada nunca foram terminadas.
1948
1948 (ver Decreto) A primitiva igreja de São João Baptista de Abrantes foi fundada pela Rainha Santa Isabel em 1300, ...
2005
2005
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
A Arquitectura do Ciclo Filipino
SOROMENHO, Miguel
Edição
2009
Vila Nova de Gaia
Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém
SEQUEIRA, Gustavo de Matos
Edição
1949
Lisboa
"A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão»", História da Arte em Portugal - O Maneirismo