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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Góis, compreendendo o túmulo do Conde de Sortelha

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Góis, compreendendo o túmulo do Conde de Sortelha
Outras Designações
Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Góis / Igreja Matriz de Góis / Igreja Paroquial de Góis / Igreja de Santa Maria Maior (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
ImóvelA igreja de Santa Maria Maior, matriz de Góis, foi edificada num ponto alto do extremo sul da vila, sendo instituída em 1415. O edifício original seria bastante modificado por campanhas de obras executadas nas centúrias seguintes, destacando-se entre estas o projeto da capela-mor da autoria de Diogo de Castilho (?-c. 1574), executada entre 1529 e 1531 por encomenda de D. Luís da Silveira (c. 1481-1534). A atual fachada e a torre sineira foram executadas na segunda metade do século XIX, devido ao estado de ruína em que se encontrava o templo depois do terramoto de 1755.
De planta retangular, o templo é composto pelos volumes da nave única, das capelas laterais formando transepto e da capela-mor, à qual se adossa do lado do Evangelho a sacristia. A torre sineira, de gosto rococó tardio, ergue-se autónoma frente à fachada lateral esquerda. O exterior apresenta linhas depuradas, com fachada oitocentista onde se abre o portal de frontão triangular encimado por janela que ilumina, interiormente, o coro-alto. O conjunto é rematado por frontão curvo com nicho.
O espaço interior possui coro-alto de madeira e, do lado da Epístola, batistério com pia circular decorada pelo brasão de armas dos condes de Sortelha e o púlpito de madeira dourada, rasgando-se no transepto a capela das Almas, de planta retangular com altar de madeira polícroma e um grupo escultório representando Cristo a caminho do Calvário. Fronteira a esta, do lado do Evangelho, abre-se a capela dos Barreto, instituída cerca de 1640, que conserva o altar de talha maneirista original. É precedida por grade de ferro executada em 1863, data em que foi também construída a sacristia.
No templo destaca-se a capela-mor renascentista, um espaço amplo coberto por abóbada de nervuras, cujas chaves são delicadamente esculpidas com bustos humanos, florões e as armas familiares do mecenas da obra. Do lado da Epístola foram abertos dois arcossólios que albergam arcas tumulares, e do lado do Evangelho foi edificado o túmulo do próprio D. Luís da Silveira; executado em pedra de Ançã, apresenta uma estrutura retabular com arca tumular inserida num arco ladeado por pilastras e rematado por fresta, com programa decorativo erudito e de modelação excecional, repleto de motivos grutescos, medalhões com bustos e figuras de anjos. Na face testeira foi esculpida em relevo a imagem de Nossa Senhora da Assunção. Ao centro da sepultura ergue-se a estátua orante do encomendante, envergando armadura de cavaleiro, com o elmo aos pés e um livro aberto sobre uma banqueta.
Na cabeceira da capela ergue-se o retábulo-mor, com tábuas representando São Pedro, São Paulo, Nossa Senhora da Assunção e a Adoração dos Magos, datadas dos anos finais da década de 40 de Quinhentos.
História
A Igreja Matriz de Góis foi fundada a 10 de abril de 1415, como sede de colegiada, depois de firmado compromisso entre o prior, Fernão Gil, e o então senhor da povoação, Estevão Vasques de Pedra Alçada.
No início do segundo quartel do século XVI D. Luís da Silveira, conde de Sortelha e senhor de Góis, fixou residência na vila, decidindo renovar o templo matricial, nomeadamente a capela-mor, onde pretendia fazer o panteão dos Silveira. Desta forma, contratou o arquiteto Diogo de Castilho, firmando contrato com o mestre em abril de 1529. Esta empreitada, que se prolongou até 1531, foi a primeira obra documentada onde laborou Diogo de Torralva (1500-1566), que riscou os planos do espaço com Castilho. Da mesma campanha data a execução do túmulo do conde, uma magnificente obra "ao romano" que atesta a linhagem e erudição do seu encomendante, cuja estrutura retabular se deve a João de Ruão (?-1580), sendo a estátua orante atribuída, com reservas, a Odart. As tábuas do retábulo-mor, já executadas depois da morte do conde, são atribuídas a Francisco de Campos.
Catarina Oliveira
DGPC, 2016
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913929
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Góis / Góis
-- --
Góis -
Polícia:
LATITUDE
40.153463
LONGITUDE
-8.110396
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1415
1415.
1481
1481-1534).
1500
1500-1566), que riscou os planos do espaço com Castilho.
1529
1529 e 1531 por encomenda de D.
1531
1531 por encomenda de D.
1534
1534).
1566
1566), que riscou os planos do espaço com Castilho.
1574
1574), executada entre 1529 e 1531 por encomenda de D.
1580
1580), sendo a estátua orante atribuída, com reservas, a Odart. A
1640
1640, que conserva o altar de talha maneirista original.
1755
1755.De planta retangular, o templo é composto pelos volumes da nave única, das capelas laterais formando transepto e...
1863
1863, data em que foi também construída a sacristia.No templo destaca-se a capela-mor renascentista, um espaço amplo ...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) ImóvelA igreja de Santa Maria Maior, matriz de Góis, foi edificada num...
2016
2016
25
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo SERRÃO, Vítor Edição 2002 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal: distrito de Coimbra GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio Edição 1952 Lisboa
«D. Luís da Silveira, senhor de Góis», Revista Munda, n. 40 NUNES, João de Castro Edição 2000 Coimbra
Notícia histórica e topográfica da vila de Goes e seu termo NEVES, J. Afonso Baeta Edição
"O túmulo de D. Luís da Silveira em Góis : um exemplo de arte funerária do Renascimento.". Discursos [Em linha] : língua, cultura e sociedade, S. 3, nº 2 (Abril 2000), p. 123-143 FLOR, Pedro Edição 2000 Lisboa
O túmulo de Góis SILVA, João de Castro Edição 2001 Lisboa

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