Freixo de Espada-à-Cinta terá recebido primeiro foral (ou carta de aforamento) de D. Afonso Henriques, em data incerta. Foi elevada a vila por D. Sancho II, em 1240, e teve segundo foral de D. Afonso III, ainda sem data. D. Manuel outorga-lhe foral novo, mais uma vez sem datação, mas seguramente entre 1512 e 1514. O pelourinho do concelho foi construído na sequência deste último foral. Levanta-se na praça fronteira à actual Câmara Municipal, tendo sido transportado para este local em 1950; encontrava-se então no cemitério, embora a sua localização original fosse certamente na vizinhança dos antigos paços concelhios.
O pelourinho assenta numa plataforma de três degraus quadrangulares, de parapeito boleado, bastante desgastados. Não se trata da plataforma original, que teria cinco degraus oitavados, mas sim de um soco construído aquando da última deslocação do monumento. Sobre o último degrau existe um bloco de base quadrangular, afeiçoado superiormente, de forma a adequar-se à secção oitavada da base da coluna; é ainda de factura moderna. A coluna tem a referida base oitavada, de secção estrelar, interceptada por duas molduras curvas, adelgaçando-se até tomar a largura do fuste, que se desenvolve a partir de um largo anel rebordante cingido por aro de ferro com argola aberta. O fuste é composto por duas secções unidas a meio, através de um anel largo e muito saliente, entre duas molduras côncavas. É oitavado, alternando faces lisas com faces decoradas por séries de rosetas quadrifólias.
O capitel consta de um prisma quadrangular, tendo as faces decoradas com motivos heráldicos, nomeadamente o escudo de armas nacional e as armas de Freixo de Espada-à-Cinta, um castelo com três torres e um freixo. Este bloco é encimado por um ábaco ou tabuleiro quadrado, saliente, de onde saem quatro ferros em cruz, rematadas em serpe com argolas pendentes. Nele assenta nova peça idêntica à inferior, desta vez tendo as faces insculpidas com arcadas redondas simulando vãos, onde se representam figurinhas humanas. Termina uma vez mais com um tabuleiro quadrado, sobrepujado por um pináculo truncado.
O conjunto é tipicamente manuelino, de grande riqueza ornamental, havendo que lamentar a perda dos degraus primitivos. É provável que tenha sido construído a par das obras quinhentistas da matriz da localidade, e pela mão de um dos seus mestres, justificando o cuidado posto nos lavores.
Sílvia Leite
Diploma de Classificação
Decreto n.º 8 228, DG, I Série, n.º 133, de 4-07-1922 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
n/a
Afectação
181501
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Bragança / Freixo de Espada à Cinta / Freixo de Espada à Cinta e Mazouco
Praça do Município
Freixo de Espa à Cinta -
Polícia:
LATITUDE
41.089846
LONGITUDE
-6.80813
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1240
1240, e teve segundo foral de D.
1512
1512 e 1514.
1514
1514.
1922
1922 (ver Decreto) Freixo de Espada-à-Cinta terá recebido primeiro foral (ou carta de aforamento) de D. A
1950
1950; encontrava-se então no cemitério, embora a sua localização original fosse certamente na vizinhança dos antigos ...
2
IMAGENS
1
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta
ficha no
imediato.
Partilhar Património
Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral