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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Soure

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Soure
Outras Designações
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Não estão esclarecidas as fases de ocupação do castelo de Soure, em particular as que coincidem com o início da estrutura militar. As referências documentais surgem apenas no século XI, na segunda vaga de povoamento cristão da zona, mas a existência de um aximez, reaproveitado como lintel de porta numa das torres, aponta para uma fase anterior, eventualmente a rondar os séculos IX-X, quando se sabe ter a região de Coimbra entrado na esfera asturiano-leonesa. O mais provável é que o aximez fosse originalmente um frontal de altar, o que remete para um conteúdo religioso e não militar, mas que atesta, em todo o caso, a vitalidade da povoação antes do século XI.
Em 1043, o presbítero João e seus irmãos doaram um primitivo mosteiro que possuíam no local (de onde terá vindo o aximez?) ao Mosteiro da Vacariça e, poucos anos depois, D. Sesnando, governador de Coimbra, terá patrocinado a construção do castelo. Ainda hoje se conservam trechos da obra sesnandina (como as janelas duplas que pontuam a fachada Sul), à semelhança do que aconteceu com outras estruturas militares da região em que a obra do grande chefe moçárabe da cidade do Mondego se encontra testemunhada.
No século XII, a vila recebeu foral dos condes portucalenses, mas a sua posição de fronteira determinou que, em 1116, perante a ameaça de conquista muçulmana, os próprios habitantes a tenham incendiado e presumivelmente fugido para Coimbra, ou para outro castelo próximo que os defendesse. Na década de 20 inaugurou-se uma nova página na história de Soure, com a doação de D. Teresa à Ordem do Templo, confirmada em 1129 por D. Afonso Henriques. Atribui-se aos templários a reformulação (actualização) do conjunto de origem altimedieval, que passou a integrar a linha defensiva meridional de Coimbra, ao tempo a capital do reino.
É um castelo de planta irregular, ainda escassamente estudado, que tem a particularidade de se implantar numa zona plana e ribeirinha e não no alto de um monte dominante. Parece ser uma estrutura que tinha como função defender uma realidade anexa (ou o curso do rio, ou o mosteiro referido no século XI) e que, só posteriormente, adquiriu um conteúdo militar mais vasto.
Na Baixa Idade Média, o conjunto foi objecto de uma reforma, de que pode datar a secção superior da torre que ainda se conserva. Infelizmente, o castelo passou também por um processo de desmantelamento, verificado no século XIX. Em 1834, pouco depois de extintas as ordens religiosas, duas torres foram vendidas ao Conde de Verride e, em 1880, os moradores dinamitaram a torre Sudoeste, por ela ameaçar ruir.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 37 366, DG, I Série, n.º 70, de 5-04-1949 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 181601
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Soure / Soure
Rua Alexandre Herculano
Soure -
Polícia:
LATITUDE
40.056889
LONGITUDE
-8.626349
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1043
1043, o presbítero João e seus irmãos doaram um primitivo mosteiro que possuíam no local (de onde terá vindo o aximez...
1116
1116, perante a ameaça de conquista muçulmana, os próprios habitantes a tenham incendiado e presumivelmente fugido pa...
1129
1129 por D.
1834
1834, pouco depois de extintas as ordens religiosas, duas torres foram vendidas ao Conde de Verride e, em 1880, os mo...
1880
1880, os moradores dinamitaram a torre Sudoeste, por ela ameaçar ruir.PAF
1949
1949 (ver Decreto) Não estão esclarecidas as fases de ocupação do castelo de Soure, em particular as que coincidem co...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
"Eclectismo. Classicismo. Regionalismo. Os caminhos da arte cristã no Ocidente peninsular entre Afonso III e al-Mansur", Muçulmanos e Cristãos entre o Tejo e o Douro (sécs. VIII a XIII), pp.293-310 FERNANDES, Paulo Almeida Edição 2005 Palmela

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