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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Leiria

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Leiria
Outras Designações
Castelo e cerca urbana de Leiria (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Monumento emblemático da história da cidade e do país, a configuração actual do castelo de Leiria resulta de quatro grandes períodos interventivos: o Românico do século XII; o Gótico dionisio, da primeira metade do século XIV; Gótico joanino, de inícios do século XV, e as correntes restauradoras de finais do século XIX e primeira metade do século XX.
Pouco sabemos acerca das primeiras obras do castelo. A sua relevância militar, numa zona de transição entre Coimbra e Lisboa, determinou a construção de um dos principais redutos defensivos do tempo de D. Afonso Henriques, mas a verdade é que o que hoje podemos observar é muito mais fruto de campanhas posteriores. A torre de menagem, de robusta secção quadrangular, é disso um exemplo, tendo sido iniciada apenas em 1324, em pleno final de reinado de D. Dinis.
A dinastia de Avis escolheu este castelo como um dos principais monumentos simbólicos da sua autoridade e poderio. O paço de D. João I é uma construção exemplar, de grande rigor construtivo e estético. Impõe-se sobre a muralha medieval, que aproveita como parede e alicerce, e organiza-se em quatro andares, de estudada racionalidade e operatividade. Os dois pisos inferiores, destinados a arrecadações e serviços domésticos, praticamente não se vislumbram do exterior, ocultados pela robusta massa pétrea do castelo. Os dois superiores possuem tal impacto visual que se assumem como imagem de marca do próprio castelo e, até, da cidade.
Destinados à família real e às recepções por si patrocinadas, são um dos mais impressionantes conjuntos de arquitectura palaciana de carácter real que nos chegaram da Idade Média. Na face virada ao burgo, sobre a muralha, uma ampla e muito restaurada loggia, de oito arcos de capitéis geminados, foi concebida como espaço de lazer e de convívio, aproveitando a panorâmica sobre a cidade (BARROCA, 2002, p.95). Para esta loggia acedia-se através de uma sala de cerca de 130m2, designada por Aula Régia ou Salão Nobre, espaço destinado, pelo monarca, à audiência e recepção. Contrapondo-se à loggia, um vestíbulo antecedia a entrada nesta sala, formando-se, assim, uma primeira linha de simetria do conjunto.
Um segundo eixo de simetria era formado pelas dependências extremas do paço, destinadas aos quartos de dormir e de privacidade da família real, dotados de andar superior (que formavam duas torres harmónicas na silhueta do conjunto) e providos de lareiras e latrinas (VIEIRA DA SILVA, 1995, p.121).
Do paço à capela palatina acedia-se por um passadiço. Essa capela não era mais que a igreja de Nossa Senhora da Pena, ou de Santa Maria do Castelo, o primeiro templo da cidade, documentado logo na década de 40 do século XII (GOMES, 1995, p.187) e que, no reinado de D. João I, foi totalmente refeita. É um pequeno templo, de nave única, com alto arco triunfal apontado, capela-mor poligonal relativamente iluminada e entrada principal lateral, enquadrada por um gablete.
A obra da igreja revela grande homogeneidade para com a do paço e constitui um dos monumentos de referência da arte gótica de inícios do século XV, ao reflectir fielmente os esquemas estéticos do grande monumento dessa centúria: o Mosteiro da Batalha. Com efeito, são muitas as características batalhinas que aqui encontramos, desde a semelhança da capela-mor para com os absidíolos de Santa Maria da Vitória, os capitéis vegetalistas a dois registos e de folhagem exuberante, até às marcas de canteiro, a maioria repetindo outras da Batalha (GOMES, 1995, p.205).
No reinado de D. Manuel, fizeram-se obras no templo, como o prova a flora e perfil das mísulas que suportam a abóbada da sacristia, mas os séculos seguintes caracterizaram-se por um progressivo abandono de toda a estrutura militar leiriense. Na segunda metade do século XIX, quando Ernesto Korrodi pertendeu intervir no conjunto, grande parte do complexo medieval estava em ruína e a sua feição actual data das grandes campanhas restauradoras conduzidas nos anos 40 do séc. XX.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 201/2018, DR, 2.ª série, n.º 58, de 22-03-2018 (com ZNA) (ZEP do Castelo de Leiria e da Capela de São Pedro) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 6-02-2018 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 192/2017, DR, 2.ª série, n.º 206, de 25-10-2017 (ver Anúncio)
Despacho de 12-07-2017 da diretora-geral da DGPC a aprovar a nova proposta de ZEP, visto cumprir as orientações do parecer da SPAA do Conselho Nacional de Cultura de 9-01-2017
Nova proposta de 6-04-2017 da DRC do Centro
Despacho de concordância de 18-01-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 9-01-2017 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor que a proposta seja revista
Informação favorável de 13-12-2016 da DRC do Centro
Proposta de 5-12-2016 da CM de Leiria para redução da ZNA da ZEP, no sentido de construir meios de acesso mecânico as castelo
Portaria de 17-05-1967, publicada no DG, II Série, n.º 134, de 8-06-1967 (com ZNA) (ZEP do Castelo e da Capela de São Pedro)
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Leiria / Leiria / Leiria, Pousos, Barreira e Cortes
Largo Dr. Manuel de Arriaga
Leiria -
Polícia:
Largo de São Pedro
Leiria -
Polícia:
LATITUDE
39.746676
LONGITUDE
-8.809144
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1324
1324, em pleno final de reinado de D.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Monumento emblemático da história da cidade e do país, a configuração ...
1995
1995, p.121).Do paço à capela palatina acedia-se por um passadiço. Es
2002
2002, p.95).
24
IMAGENS
10
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
Introdução à História do Castelo de Leiria GOMES, Saul António Edição 1995 Leiria
História da Arte em Portugal - o Gótico ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge Edição 2002 Lisboa
Estudos de Reconstrução do Castelo de Leiria KORRODI, Ernesto Edição
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
Leiria COSTA, Lucília Verdelho da Edição 1989 Lisboa
Castelos Portugueses MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor Edição 2002 Lisboa
"A Torre de Menagem do Castelo de Leiria", in Monumentos 10, DGEMN, pp. 90-93, Lisboa, Março, 1999 CORREIA, Luís Miguel Edição 1999 Lisboa
"Projecto do Castelo de Leiria", in Monumentos 13, DGEMN, pp. 122-127, Lisboa, Setembro, 2000 CORREIA, Luís Miguel Edição 2000 Lisboa

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Igreja da Misericórdia de Leiria
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Sé de Leiria, incluindo o claustro, o adro envolvente, a torre sineira e a casa do sineiro
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Teatro José Lúcio da Silva
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