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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo do Sabugal e o resto da respectiva muralha

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo do Sabugal e o resto da respectiva muralha
Outras Designações
Castelo do Sabugal e muralhas da vila / Castelo e cerca urbana do Sabugal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens do Castelo de Sabugal encontram-se no reino de Leão, quando Alfonso IX detinha as terras de Riba-Côa. Nos séculos XII e XIII, a vila era a principal localidade desta vasta região, na medida em que controlava a ponte que permitia a passagem do rio Côa (GOMES, 1996, p.103). Apesar desta circunstância de inegável importância, os primeiros dados seguros surgem apenas nos inícios do século XIII, quando o monarca leonês fundou a vila, por volta de 1224. Nos setenta anos seguintes, um primitivo reduto defensivo foi edificado a expensas do reino de Castela e Leão, fortificação que haveria de ser conquistada por D. Dinis em 1296, na sequência da ofensiva militar do nosso rei sobre as terras de Riba-Côa.
É a partir da transferência de soberania da vila que aparece o castelo gótico de Sabugal. A localidade mantinha a anterior importância, agora acrescida pelas cláusulas do Tratado de Alcanices, que lhe impunham um estatuto de primeira fortaleza raiana. Neste contexto, D. Dinis ergueu um castelo exemplar, moderno, arquitectonica e espacialmente racionalizado. As obras principiaram pelo desimpedimento do núcleo central da vila, dentro das antigas muralhas leonesas, onde se erguiam algumas casas. Definido o perímetro, a opção foi por uma fortaleza de "planta geométrica quase perfeita, delimitando um pátio sub-rectangular com torreões quadrangulares nos ângulos" (BARROCA, 2000, p.224).
A radicalidade e modernidade deste projecto está bem espelhada na majestosa torre de menagem. Ao contrário dos castelos românicos, onde esta torre aparecia isolada dentro do recinto interior, a torre de menagem do castelo de Sabugal adossa-se a uma das muralhas e tem por objectivo a defesa activa da porta principal. Para além disso, ao contrário da secção quadrangular da estrutura, optou-se por uma torre pentagonal, "herdeira das torres quinárias dos Templários e de D. Sancho I" (IDEM, p.224), cuja imponência se assumiu como uma das principais imagens da vila ao longo da sua história.
As muralhas do castelo foram igualmente tratadas de forma cuidada e bastante actual, de um ponto de vista operacional. Dois torreões circulares protegem um dos alçados e um largo adarve percorre todo o recinto quadrangular. Exteriormente, uma barbacã, possivelmente já do século XIV, circunda a fortaleza, obrigando ao estreitamento dos acessos e à progressiva individualização das forças inimigas, que ficam, assim, expostas ao tiro vertical.
A cerca que circunda a vila é, também ela, um produto gótico. De planta oval, e integrando grande parte do castelo, devem datar do século XIV, praticamente em simultâneo com a construção do reduto. A porta principal localiza-se na outra extremidade e, entre estes dois elementos, a Rua Direita assume-se como o principal eixo de circulação intra-muros.
À semelhança da maioria dos nossos castelos, também o de Sabugal foi objecto de várias reformas. No reinado de D. Manuel, os desenhos de Duarte de Armas mostram uma barbacã bem composta de tranoeiras, perfeitamente adaptada à guerra de artilharia. Nos séculos seguintes sucedem-se as obras, visando o reforço da estrutura, que ainda serviu de ponto de apoio às guerras peninsulares de inícios do século XIX. A partir daqui, perdida a função militar pelo progresso da arte da guerra, o castelo entrou em decadência. Se no século XVI existiam algumas casas no interior do pátio, em meados de Oitocentos este foi adaptado a cemitério da localidade, chegando mesmo, na viragem do século, a demolir-se a capela de Santa Maria, templo tutelar da fortaleza desde a época gótica.
As obras de restauro tiveram início pouco depois, após a constituição da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Esta instituição, desenvolveu aqui um programa de intervenção bastante ambicioso e integral, que teve por objectivo a reconstrução de grande parte do castelo medieval, desde as muralhas à colocação de merlões, obras que estão na origem da configuração actual do castelo.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 38 147, DG, I Série, n.º 4, de 5-01-1951 (conjuntamente com o Castelo do Sabugal, classificou o resto da respectiva muralha) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou o Castelo do Sabugal) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 21-11-1949, publicada no DG, II Série, n.º 282, de 6-12-1949 (com ZNA)
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Guarda / Sabugal / Sabugal e Aldeia de Santo António
Largo de Santa Maria
Sabugal -
Polícia:
LATITUDE
40.351277
LONGITUDE
-7.093946
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1224
1224.
1296
1296, na sequência da ofensiva militar do nosso rei sobre as terras de Riba-Côa.É a partir da transferência de sobera...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou o Castelo do Sabugal) (ver Decreto) As origens do Castelo de Sabugal en...
1951
1951 (conjuntamente com o Castelo do Sabugal, classificou o resto da respectiva muralha) (ver Decreto) Decreto de 16-...
1996
1996, p.103).
2000
2000, p.224).A radicalidade e modernidade deste projecto está bem espelhada na majestosa torre de menagem.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
"Aspectos da evolução da arquitectura militar da Beira Interior", Beira Interior - História e Património, pp.215-238 BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Guarda
Castelos Portugueses MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor Edição 2002 Lisboa

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Pedra gravada com a medida de comprimento (côvado) existente na fachada principal da igreja matriz da vila do Sabugal
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Pelourinho de Vila do Touro
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Solar Correia da Costa, também designado por Solar de Nossa Senhora da Conceição, incluindo capela e património móvel integrado
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Castelo de Sortelha
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