A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Dólmen da Orca, ou Lapa da Orca

Arqueologia / Dolmen

Designação
Designação Atual
Dólmen da Orca, ou Lapa da Orca
Outras Designações
Orca de Fiais da Telha / Dólmen da Orca / Lapa da Orca (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Dolmen
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Localmente mais conhecido por "Orca de Fiais da Telha", o "Dólmen da Orca ou Lapa da Orca" ergue-se no Planalto do Ameal, a cerca de um quilómetro e meio para sudeste da localidade que lhe fica mais próxima, Fiais da Telha, entre o rio Mondego, a Sul, e a ribeira da Azenha, a noroeste.

Na verdade, situa-se numa região particularmente propícia à fixação de comunidades humanas, como se comprova pelos inúmeros e eclécticos vestígios de actividade humana inventariados até ao momento, datáveis desde o período pré-histórico. Uma situação que poderá ser facilmente entendida à luz das excelentes características geomorfológicas e orográficas deste termo, conferindo uma diversidade e quantidade de recursos cinegéticos que dificilmente poderiam ser ignorados por quem buscava a sobrevivência e estabilidade da sua própria espécie.

Esta mesma realidade é de igual modo comprovada pela presença de vários testemunhos megalíticos, de entre os quais se destaca o arqueossítio em epígrafe.

Construído durante o Neo-calcolítico definido para esta zona do actual território português, o dólmen da Orca mantém ainda intactos os nove esteios que compõem a câmara funerária de planta poligonal, constituindo um dos exemplares de maior monumentalidade desta tipologia arqueológica até agora identificados na região. Disso nos certificam os três metros de altura da câmara sepulcral, para além dos sete metros e meio de comprimento do corredor (do qual remanescem quinze esteios) e, sobretudo, da mamoa - ou tumulus - que cobriria totalmente o sítio na origem, com quase vinte metros de diâmetro. Acresce que o monumento ainda ostenta a laje - ou "chapéu" - da cobertura da câmara, assim como algumas das que protegiam a antecâmara e o próprio corredor.

Essencialmente estudado entre as décadas de oitenta e noventa pelos arqueólogos João Carlos Senna-Martínez e José Manuel Quintã Ventura, no âmbito do "Programa de Estudos Arqueológicos da Bacia do Médio e Alto Mondego", o dólmen forneceu, durante as escavações nele conduzidas, materiais determinantes para o estabelecimento de uma diacronia ocupacional balizada entre o Neolítico e a Idade do Bronze.

De um ponto de vista meramente morfológico, este exemplar inserir-se-á num dos tipos de sepulcros sob tumuluspropostos para o megalitismo da Beira Alta (JORGE, S. O., 1994, pp. 134-135) e, mais propriamente, no segundo grande agrupamento apresentado neste esquema, onde se incluem os "[...] dólmens de câmara, em regra, poligonal, e corredor bemdiferenciado (curto ou longo) [...]." (Id., Idem, p. 135), edificados grosso modo entre os finais do IV-inícios do III milénio a. C., coincidindo, por conseguinte, com o entendimento genérico de Neolítico final desta região.

É, em todo o caso, possível que as diferentes morfologias observadas nos dolmens da Beira Alta tenham coexistido e não resultem, propriamente, de um processo evolutivo tout court, decorrendo, pelo contrário, "[...] de uma diferenciação social emergente no seio de comunidades ainda de raiz igualitária; e, neste sentido, o interesse do estudo do megalitismo poderá ser o de ter fossilizado, sob a forma de uma arquitectura da terra e da pedra, um processo capital de evolução estrutural da sociedade. (Ibid.).

Enquanto isto, recolocaram-se os esteios tombados na sua posição primitiva e consolidou-se o monumento, ao mesmo tempo que foi enquadrado na paisagem envolvente de forma a interromper os actos vandálicos e a garantir a valorização cultural e turística do sítio, entretanto apresentado e integrado no "Circuito pré-histórico Fiais/Azenha".
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Viseu / Carregal do Sal / Oliveira do Conde
-- -
Fiais da Telha -
Polícia:
LATITUDE
40.443845
LONGITUDE
-7.938125
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1974
1974 (ver Decreto) Localmente mais conhecido por "Orca de Fiais da Telha", o "Dólmen da Orca ou Lapa da Orca" ergue-s...
1994
1994, pp.
5
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Nucleo Megalitico de Fiais/Ameal: problemas e perspectivas. VENTURA, José Manuel Quintã Edição
"Novos monumentos megalíticos no concelho de Carregal do Sal, Viseu: notícia preliminar", Trabalhos de Arqueologia da E.A.M. VENTURA, José Manuel Quintã Edição 1993 Lisboa
"A consolidação do sistema agro-pastoril", Nova História de Portugal JORGE, Susana de Oliveira Edição 1990 Lisboa
Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta DIONÍSIO, Sant'Ana Edição 1984 Lisboa
Circuito Pré-Histórico Fiais/Azenha PINTO, Evaristo João de Jesus Edição 2002

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Conjunto dos Monumentos Megalíticos de Fiais / Azenha
Conjunto dos Monumentos Megalíticos de Fiais / Azenha

Carregal do Sal

Ver Ficha
Túmulo de Fernão Gomes de Góis
Túmulo de Fernão Gomes de Góis

Carregal do Sal

Ver Ficha
Pelourinho de Oliveira do Conde
Pelourinho de Oliveira do Conde

Carregal do Sal

Ver Ficha
Solar dos Soares de Albergaria
Solar dos Soares de Albergaria

Carregal do Sal

Ver Ficha