Igreja de São Domingos (designação do diploma de ZEP)
Arquitectura Religiosa / Igreja
Designação
Designação Atual
Igreja de São Domingos (designação do diploma de ZEP)
Outras Designações
Igreja dos Domínicos (designação do diploma de classificação) / Convento de São Domingos / Igreja de São Domingos / Convento de Nossa Senhora dos Mártires (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O Convento de São Domingos de Elvas foi fundado em 1267, por ordem de D. Afonso III, no local onde havia estado implantada até então a Ermida de Nossa Senhora dos Mártires. Edificado depois da segunda, e definitiva, reconquista da povoação fronteiriça alentejana, a acção régia de constituir uma comunidade dominicana prendia-se com uma vontade de alicerçar a fé cristã numa urbe que até então tinha sido regida por costumes e tradições muçulmanas.
Depois da edificação do espaço conventual, a comunidade dominicana fundou no edifício uma albergaria e um hospício. Do templo gótico mendicante pouco resta, datando do século XV as primeiras modificações da estrutura, com a construção da antiga ante-sacristia.
A grande reforma estrutural do convento data do reinado de D. João III, que em 1553 ordenou profundas reformas no edifício, nomeadamente a demolição da fachada, embora esta só fosse terminada já no século XVII. Em meados de Seiscentos o hospício do convento foi deitado por terra, para que pudessem ser construídas as muralhas de defesa da vila.
O programa decorativo do espaço interior foi alterado pela campanha barroca executada no século XVIII, nomeadamente com a edificação de novos altares, a decoração das paredes laterais do templo com silhares de azulejos ou a execução de novos capitéis para os pilares que marcam os tramos das naves.
De planta longitudinal, a Igreja de São Domingos é composta por três naves, transepto, capela-mor, ábside poligonal e quatro absidíolos, aos quais foram adossados a torre sineira, a sacristia e outras dependências. A fachada apresenta um modelo ecléctico, uma vez que possui uma estrutura claramente maneirista, que apresenta semelhanças com os colégios jesuítas edificados na segunda metade do século XVI, decorada com um programa já de gosto barroco, decorrente do facto de a fábrica de obras do frontispício se ter prolongado até meados da centúria de Seiscentos.
Do programa decorativo interior, destacam-se os retábulos barrocos de mármore, colocados lateralmente, os painéis de azulejos setecentistas com quadros da vida de São Domingos, e as pinturas renascentistas de motivos vegetalistas que decoram a cobertura da ábside.
Há ainda a referir o antigo retábulo da capela-mor, uma composição maneirista da autoria de Simão Rodrigues, de "evidentes influências moralescas", executada cerca de 1595 (SERRÃO, 2002, p. 249), que actualmente se encontra no Museu Municipal de Elvas.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Portaria de 26-02-1953, publicada no DG, II Série, n.º 83, de 8-04-1953 (sem restrições, por a ZNA estar referida na legenda mas não estar assinalada)
Passos da Via Sacra (cinco), também denominados «capela da Rua de Alcamim», «capela da Rua de Olivença», «capela do Largo da Misericórdia», «capela do Largo São João de Deus», primitivamente na Rua da Cadeia, e «capela da Rua de André Gonçalves»