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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Marcos, incluindo a Capela dos Reis Magos, o retábulo do altar-mor, os túmulos dos Silvas e a sacristia, e o claustro, a casa do capítulo e as adegas do antigo Convento de São Marcos

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Igreja de São Marcos, incluindo a Capela dos Reis Magos, o retábulo do altar-mor, os túmulos dos Silvas e a sacristia, e o claustro, a casa do capítulo e as adegas do antigo Convento de São Marcos
Outras Designações
Mosteiro dos Jerónimos / Panteão dos Silvas / Mosteiro de São Marcos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
No ano 1441 João Gomes da Silva instituiu missa quotidiana na capela primitiva dedicada a São Marcos. Passados dez anos foi erguido, no local da ermida, o Mosteiro do mesmo orago por doação de D. Brites de Menezes aos frades hieronimitas. Estas campanhas de obras quatrocentistas estiveram a cargo do mestre Gil de Sousa, arquitecto do rei D. Afonso V. No reinado de D. Manuel I foram executadas importantes obras que vieram a alterar a feição arquitectónica do edifício. Estas estiveram a cargo do mestre de obras, Diogo de Castilho, e do escultor Nicolau de Chanterene, tendo este último executado o retábulo da capela-mor. De finais do século XVI, mais concretamente em 1574 data a capela dos Reis Magos.
A Igreja de planta longitudinal apresenta um portal manuelino, em arco quebrado, com forte decoração naturalista. Na capela-mor destacamos a abóbada de nervuras estrelada suportada por mísulas, o retábulo renascentista do altar mór em pedra policromada, dividido em duas partes com figuras dispostas na bancada, no soco e nos frontões, e o acervo de túmulos, entre os quais se encontra o da fundadora deste convento, D. Brites de Menezes; na nave observamos o conjunto de estruturas tumulares tardo-góticas e renascentistas - à direita da porta de entrada podemos observar os túmulos de Aires Gomes da Silva e Gonçalo Gomes da Silva, executados pelo artista coimbrão, Diogo-Pires-o-Moço; em frente ao púlpito, num tratamento típico do gótico flamejante, encontra-se o belíssimo monumento funerário com estátua jacente, ornatos na face e um cortinado pétreo suspenso, de Fernão Teles de Menezes, realizado por Diogo Pires-o-Velho.
Anexa à nave encontra-se a capela dos Reis Magos com pórtico em arco redondo, envolvido por pilastras, colunelos, medalhões e com cobertura cupular assente em cornija circular. Salientamos, ainda nesta capela o retábulo com meias figuras de apóstolos, e nas paredes laterais os túmulos maneiristas, datados de c. de 1572, onde repousam as ossadas de Aires Gomes da Silva-o-Velho, e de D. Antónia de Vilhena e seu marido Diogo da Silva.
Comunicando com a sacristia - de abóbada de nervuras assente em mísulas - foi construído o claustro dentro da tipologia dos da renascença coimbrã.
Em finais da segunda metade de setecentos foi acrescentada a galilé e mais tarde, em 1860, um incêndio destruiu grande parte do convento.
Raquel Fraga
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-03-1938 (classificou a Capela dos Reis, o retábulo do alter-mor, a sacristia, o claustro, a casa do capítulo e as adegas do Convento de São Marcos) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Igreja de São Marcos, compreendendo os túmulos dos Silvas) (classificou como MN) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Coimbra / São Silvestre
Quinta de São Marcos
- -
Polícia:
LATITUDE
40.243747
LONGITUDE
-8.549594
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1441
1441 João Gomes da Silva instituiu missa quotidiana na capela primitiva dedicada a São Marcos. P
1572
1572, onde repousam as ossadas de Aires Gomes da Silva-o-Velho, e de D.
1574
1574 data a capela dos Reis Magos.
1860
1860, um incêndio destruiu grande parte do convento.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a Igreja de São Marcos, compreendendo os túmulos dos Silvas) (classific...
1938
1938 (classificou a Capela dos Reis, o retábulo do alter-mor, a sacristia, o claustro, a casa do capítulo e as adegas...
6
IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura de Coimbra na transição do Gótico para a Renascença DIAS, Pedro Edição 1982 Coimbra
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura Edição 2009 Coimbra

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