Nota Histórico-Artistica
Típico do denominado "universo megalítico eborense" - cujo principal protótipo é assumido pela Anta Grande da Comenda da Igreja, em Montemor o Novo -, e edificado entre os inícios do 4.º, meados do 3.º milénio a.C., este conjunto de estruturas funerárias megalíticas foi inicialmente investigado pelo cientista francês, Émille de Cartailhac ainda durante o século XIX, bem como por José Leite de Vasconcelos. Dos materiais então exumados da "Anta 2", alguns encontram-se actualmente depositados no Musée des Antiquités Nationales, em Saint Germain-en-Laye, perto de Paris, assim como no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
Deste conjunto de 6 antas, apenas se encontram classificadas como "Monumento Nacional" as 3 localizadas na Herdade do Freixo de Cima: a designada "Anta Grande do Freixo", para além de outras 2, bastante deterioradas.
De entre estas, aquela que merece, sem dúvida, maior relevo é, precisamente, a "Anta Grande do Freixo" - ou "Anta 1" -, tanto pelas suas invulgares dimensões, como pelo seu estado de conservação.
Com câmara funerária de planta poligonal alongada, com c. de 4 m de diâmetro, formada por 7 esteios de consideráveis dimensões, erguidos a c. de 4 m a partir da superfície do solo, ainda "in situ", o seu corredor de acesso mede c. de 12 m de comprimento e possuí uma largura de entrada com c. de 2 m de largura. Dos esteios constituintes deste corredor, restam apenas 3 no seu lado N., (erguidos a c. de 1 m de altura a partir do leito), e 1 na zona do fecho de entrada.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Situado perto do Monte da Herdade do Freixo de Cima e do Monte da Herdade do Freixo de Baixo, torna-se necessário para visitar este conjunto de 9 antas percorrer a EN 256 que liga Évora a Reguengos de Monsaraz, tomando o desvio para Viana do Alentejo. Depois, a c. de 4 KM, dever-se-à tomar o caminho vicinal a SE, que conduz às sobreditas herdades.