Nota Histórico-Artistica
Esta torre senhorial tomou o nome da família Coimbra a partir de 1530, quando D. João de Coimbra, fundador da capela do mesmo nome na cidade de Braga e futuro abade de Oriz, adquiriu a propriedade a D. Tareja, mulher de D. João de Sousa, antigo senhor da honra.
No entanto, a sua construção é anterior, devendo situar-se pelo século XIV (SOUSA, 1984), época em que, um pouco por todo o país, as principais famílias nobres se empenharam em construir habitações fortificadas que ilustrassem o seu poderio e estatuto social.
Dentro da tipologia de domus fortis então erguidas, a de Oriz é um exemplar relativamente modesto, uma vez que possui apenas dois pisos. É de planta quadrangular, comum neste tipo de construções, e a entrada principal, de arco apontado, localiza-se ao nível do andar térreo. Um segundo acesso ao interior foi aberto onde originalmente terá existido uma janela de arco de volta perfeita, para permitir a correspondência entre a torre e o corpo residencial que se lhe adossa. O segundo piso era destinado a salão nobre e daí o maior cuidado colocado no sistema de iluminação, que integra janelas duplas de perfil trilobado e com mainel (nos alçados ocidental e nascente) a par de outras de lume único.
Construtivamente, parece ter havido algumas dificuldades ou falta de recursos para que se tivesse efectuado um projecto de maior envergadura. Sintoma disso parece ser a irregularidade das derradeiras fiadas de aparelho e o facto de o coroamento não integrar ameias. Estas circunstâncias podem ter-se ficado a dever, também, a uma possível reforma posterior do edifício. É natural que, no século XVI, passando a propriedade de mãos e conhecendo-se o meio renascentista em que D. João de Coimbra vivia, se tivessem realizado obras, mas quais tenham sido, e qual o seu impacto sobre a anterior estrutura, não estamos em condições de esclarecer.
Ao longo dos séculos mais recentes, a torre manteve-se como elemento patrimonial tutelar da quinta de Oriz. A um dos lados adossou-se um segundo corpo, de planta longitudinal e de piso único, que parece reaproveitar algum material da torre. Apesar da recente construção de algumas habitações, a propriedade manteve um cunho vincadamente rural, que a caracterizou ao longo dos séculos.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-AL/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 13410/2012, DR, 2.ª série, n.º 178, de 13-09-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura, alterando a designação para Torre de Oriz ou dos Coimbras
Proposta de 30-03-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP da Torre dos Coimbras
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 20-07-1990 do presidente do IPPC
Proposta de classificação de 15-11-1988 da CM de Vila Verde
Número do Processo
Lugar do Paço