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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Pedro, incluindo a talha do altar-mor e o revestimento de azulejos do século XVIII

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Pedro, incluindo a talha do altar-mor e o revestimento de azulejos do século XVIII
Outras Designações
Igreja de São Pedro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Erguida graças ao legado deixado pelas irmãs Branca Nunes Grandia, cujo túmulo se encontra no pavimento da capela-mor, e Leonor Correia (SEQUEIRA, 1949; GUIMARÃES, 1982, p. 257), a igreja de São Pedro remonta ao último quartel do século XVII, como o confirma a data de 1681, inscrita no portal principal. A esta campanha arquitectónica correspondeu uma campanha decorativa, realizada nos anos subsequentes, revelando ambas grande unidade na conjugação de elementos maneiristas e barrocos, quer ao nível da espacialidade, quer das diferentes artes que caracterizam o interior do templo.
A fachada, delimitada por pilastras nos cunhais, encimados por esferas sobre acrotérios, é aberta, ao centro, pelo portal de verga recta, flanqueado por pilastras que suportam o entablamento. Este, por sua vez, serve de base ao nicho de frontão triangular interrompido, que exibe a imagem de São Pedro, a quem a igreja é dedicada. O alçado termina numa composição mais dinâmica, formada pelo frontão contracurvado, com aletas adossadas lateralmente.
No interior, a nave é coberta por abóbada de berço, articulando-se com a capela-mor através de um arco triunfal de volta perfeita, com pilastras e remate em frontão triangular. Ladeiam-no dois altares de cantaria com embutidos marmóreos, realizados em 1703.
É, no entanto, na capela-mor que se concentra o equipamento decorativo, tirando partido da utilização conjunta da talha, da azulejaria e da pintura, que caracterizaram boa parte dos interiores das igrejas barrocas no nosso país. De certa forma, e apenas no espaço da capela-mor, prentendeu-se criar uma obra de arte total, onde todos os elementos são produto de um programa previamente delineado.
A abóbada de caixotões, apresenta pintura polícroma com motivos ornamentais e vegetalistas, executados em 1698. Nas paredes, os azulejos azuis e brancos reproduzem episódios alusivos à vida de São Pedro. As cercaduras com enrolamentos de folhas de acanto, e cabeças de leões nos cantos recordam alguns trabalhos executados por Gabriel del Barco, nomeadamente o conjunto do convento dos Lóios, e o da igreja de Santiago de Évora (LIZARDO, 1992, pp. 12-13). O desenho das cenas figurativas, inscrito em cartelas centrais, parece, todavia, muito menos elaborado em relação a outras obras de Barco. Santos Simões, no seu Corpus da azulejaria do século XVIII limita-se a referir tratarem-se de painéis do início de Setecentos (SIMÕES, 1979, p. 344).
Por fim, o retábulo-mor, que ocupa a totalidade da parede fundeira, foi dourado em 1698 (GUIMARÃES, 1982, p. 257). É um exemplar do denominado protobarroco, ou estilo nacional, de corpo único e planta recta, com três tramos, e tribuna com uma tela central representando a Nossa Senhora Ó, de transição do século XVII para o XVIII.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)
Edital de 26-09-1995 da CM da Chamusca
Despacho de homologação de 18-05-1978 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 12-05-1978 da COISPCN a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 17-07-1975 da DGAC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 22051577
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Santarém / Chamusca / Chamusca e Pinheiro Grande
Rua Direita de São Pedro
Chamusca -
Polícia:
LATITUDE
39.357671
LONGITUDE
-8.482833
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1681
1681, inscrita no portal principal.
1698
1698.
1703
1703.
1949
1949; GUIMARÃES, 1982, p.
1975
1975 da DGAC Erguida graças ao legado deixado pelas irmãs Branca Nunes Grandia, cujo túmulo se encontra no pavimento ...
1978
1978 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 12-05-1978 da COISPCN a propor a classificação como VC Proposta de...
1979
1979, p.
1982
1982, p.
1992
1992, pp.
1995
1995 da CM da Chamusca Despacho de homologação de 18-05-1978 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 12-05-1978...
1997
1997 (ver Decreto) Edital de 26-09-1995 da CM da Chamusca Despacho de homologação de 18-05-1978 do Secretário de Esta...
2001
2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001 Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Azulejos na vila da Chamusca LIZARDO, Branca Maria Palla Edição 1992 Chamusca
"A igreja de São Pedro", Chamusca Ilustrada, n.º 25, pp. 255-256 GUIMARÃES, Manuel Carvão Edição 1982 Chamusca

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