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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja matriz da Lourinhã

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja matriz da Lourinhã
Outras Designações
Igreja do Antigo Convento de Santo António da Lourinhã / Convento de Santo António da Lourinhã / Igreja do Convento de Santo António da Lourinhã / Igreja Paroquial da Lourinhã / Igreja de Nossa Senhora da Anunciação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A comunidade franciscana da Lourinhã foi fundada em 1598, depois de Frei André de Oliva, padre guardião do Convento do Bom Jesus de Peniche, ter pedido licença à Câmara local para edificar um convento de frades capuchos na vila. A licença é concedida pela edilidade, e em Julho do mesmo ano os frades receberam uma terra para a edificação da casa conventual, situada no Vale Verde, no limite da povoação, doada por Manuel Pereira Pedreiro e sua mulher Maria Ferreira.
Alguns meses depois, os frades construíram aí umas casas de recolhimento e uma pequena igreja, dedicada a Santo António. Com estas primeiras construções, de carácter provisório, os franciscanos ocuparam o terreno, recebendo autorização para a abertura dos alicerces do convento em Novembro de 1601.
Contudo, a construção do mesmo foi-se arrastando pelos anos seguintes, numa demora que se deveu sobretudo a falta de meios. Em 1609 era construída a capela-mor a expensas de D. Brites Brandoa, viúva de D. Brás Henriques, que possuía o padroado do templo, e pretendia fazer naquele espaço a sua sepultura, bem como a do marido.
Em 1618 D. Brites contratou André Duarte, um mestre pedreiro da cidade de Lisboa, para executar a referida sepultura, especificando no contrato que esta obra seria edificada segundo um projecto de Pedro Nunes Tinoco (CIPRIANO, Rui M., 1995, p. 153), podendo atribuir-se também ao arquitecto régio a traça do espaço da capela-mor.
A Igreja de Santo António ficou totalmente edificada em 1619, quando foram transferidas as sepulturas da velha igrejinha para a nova, embora as dependências conventuais ainda não estivessem ainda terminadas em 1642 (Idem, ibidem).
O convento, de traça maneirista, foi edificado em volta do espaço do claustro, de planta quadrada dividida em dois pisos, com arcada de ordem toscana, estando a igreja disposta à direita deste. O templo, de planimetria rectangular disposta longitudinalmente, apresenta uma fachada muito sóbria, com portal de gosto classicista, encimado por frontão triangular e um óculo que ilumina o coro-alto. Do lado esquerdo sobressai a torre sineira, coberta por coruchéu.
O interior, de nave única, é coberto por abóbada de berço, e as paredes laterais são decoradas com silhares de azulejo de albarradas. Destacam-se ainda os altares colaterais, de talha dourada de gosto neoclássico e duas capelas laterais, também decoradas com azulejos.
A capela-mor, precedida por arco triunfal de gosto paladiano, é coberta por abóbada de berço e decorada com lambril de azulejos com cenas da vida de Santo António. Do lado do Evangelho foi disposto o mausoléu com o túmulo de D. Brás Henriques, um arcosólio com frontão triangular que comporta a pedra de armas dos encomendantes. O retábulo neoclássico, inserido ao centro, é de talha dourada e azul.
Com a extinção das Ordens Religiosas, a Igreja de Santo António foi cedida à paróquia da Lourinhã, e a Câmara Municipal requisitou uma parte do edifício conventual para a instalação do tribunal local. No ano de 1837 o templo passou a funcionar como sede de paróquia, uma vez que a igreja matriz se encontrava em ruína. Entre 1845 e 1847 foram realizadas algumas obras de transformação do espaço interior da igreja, para que pudesse albergar as imagens vindas da antiga paroquial.
Em 1988 as dependências do Tribunal da Lourinhã deixaram em definitivo a zona conventual de Santo António, que na época se encontrava bastante arruinada. Sob a tutela da Fábrica Paroquial, foi iniciada nessa mesmo ano uma campanha de recolha de fundos para patrocinar obras de restauro no convento, para a posterior instalação de um centro paroquial no espaço. Estas obras seriam terminadas em 1993, dois anos depois de a Igreja de Santo António ter perdido o estatuto de sede de paróquia.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 24-07-1946, publicada no DG, II Série, n.º 211, de 10-09-1946 (sem restrições)
Afectação 12736827
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lourinhã / Lourinhã e Atalaia
Largo D. Lourenço Vicente
Lourinhã -
Polícia:
LATITUDE
39.24252
LONGITUDE
-9.312861
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1598
1598, depois de Frei André de Oliva, padre guardião do Convento do Bom Jesus de Peniche, ter pedido licença à Câmara ...
1601
1601.
1609
1609 era construída a capela-mor a expensas de D.
1618
1618 D.
1619
1619, quando foram transferidas as sepulturas da velha igrejinha para a nova, embora as dependências conventuais aind...
1642
1642 (Idem, ibidem).
1837
1837 o templo passou a funcionar como sede de paróquia, uma vez que a igreja matriz se encontrava em ruína. E
1845
1845 e 1847 foram realizadas algumas obras de transformação do espaço interior da igreja, para que pudesse albergar a...
1847
1847 foram realizadas algumas obras de transformação do espaço interior da igreja, para que pudesse albergar as image...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A comunidade franciscana da Lourinhã foi fundada em 1598, depois de Fr...
1988
1988 as dependências do Tribunal da Lourinhã deixaram em definitivo a zona conventual de Santo António, que na época ...
1993
1993, dois anos depois de a Igreja de Santo António ter perdido o estatuto de sede de paróquia. C
1995
1995, p.
2005
2005
3
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Azulejaria Portuguesa MECO, José Edição 1986 Lisboa
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
"A Igreja e o Convento de Santo António da Lourinhã: da fundaçao ao último restauro", Actas do 1º Seminário do Património da Região Oeste CIPRIANO, Rui Marques Edição 1996 Caldas da Rainha
Apontamentos sobre o Manuelino no Distrito de Lisboa BASTOS, Fernando Pereira Edição 1990 Lisboa

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Antiga igreja matriz da Lourinhã
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