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Logótipo MCJD PCI
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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Antiga Cadeia Comarcã de Sintra

Arquitectura Civil / Cadeia

Designação
Designação Atual
Antiga Cadeia Comarcã de Sintra
Outras Designações
Cadeia da Vila de Sintra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Torre da Cadeia da Vila / Torre do Relógio / Torre da Vila de Sintra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Cadeia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A antiga cadeia comarcã de Sintra foi uma encomenda da autarquia ao arquitecto Adães Bermudes, em 1905, a quem havia sido também requerido o plano para o matadouro municipal. Ela foi ocupar uma das zonas novas da urbe, diante do neo-manuelino edifício da Câmara (então também em construção) e no quarteirão que colocava em comunicação a vila velha com a estação de comboios. O resultado foi uma característica construção civil da Sintra em transição para o século XX, simultaneamente capaz de responder às mais recentes exigências dos estabelecimentos prisionais e perfeitamente integrada no espírito romântico da localidade.
A necessidade de um novo e moderno edifício era uma evidência para as autoridades municipais, confrontadas com a falta de condições na antiga cadeia, localizada no centro da vila e a uma cota que facilmente colocava em comunicação os presos com quem por ali circulasse. O novo edifício vinha, por isso, pôr termo a uma situação chocante, tanto para os moradores, como para os turistas.
A condução dos trabalhos foi entregue ao empreiteiro Liberato Tolentino da Costa (o mesmo que realizou os novos paços do concelho), que contratou o canteiro João da Silva Pascoal. Em Março de 1908, três anos depois de apresentado o plano, a obra não se havia ainda iniciado, mas no Verão do ano seguinte a cadeia estava já adiantada o suficiente para que o arquitecto fosse chamado a vistoriar o edifício. No ano seguinte, estava apta a receber os primeiros presos.
As modernas exigências de higiene e de dignidade pela vida humana estão bem marcadas na planta que Bermudes adoptou para a zona das celas: um hexágono, cujo espaço central era coberto e onde os presos trabalhavam durante o dia, em torno do qual se inscrevem 10 celas individuais, dotadas de sanita e chuveiro nos ângulos. Para além disso, havia uma clara separação de sexos, ocupando os homens o piso térreo e as mulheres o andar superior. Esta solução planimétrica não era nova e havia sido usada sistematicamente em edifícios prisionais europeus (em particular na Alemanha), significando, por isso, a actualidade do projecto sintrense, que tinha evidentes vantagens ao nível da disciplina dos presos e respectiva vigilância. Esta, podia ser feita por "um só guardião, sem ser visto e sem utilizar qualquer meio repressivo tradicional, através de um sistema de gelosias", que possibilitava um raio de visibilidade sobre a totalidade da área prisional (ANACLETO, 1994, p.181).
Ao grande hexágono, Adães Bermudes juntou uma frontaria monumental, onde se concentra grande parte da linguagem estética do edifício. Com três panos, o central de três pisos, esta área era destinada aos serviços de administração da cadeia e ao seu director. Ao nível da entrada, existiam três dependências, estando as escadarias de acesso ao piso superior na face do hexágono que se associava a este corpo. O terceiro piso, marcado exteriormente por tripla janela geminada, tinha apenas um compartimento, precisamente aquele de onde se fazia a vigilância dos presos.
O espírito romântico desta arquitectura é o valor estilístico mais importante a retirar. Embora numa época já tardia, e eivada de soluções eclécticas, é possível perceber que o projecto se inspirou em imagens idealizadas de castelos medievais, atitude bem visível no coroamento sistemático dos alçados com merlões e guaritas nos ângulos, a que se associam bandas lombardas. Existem, no entanto, outras marcas, como o "neo-manuelinismo" da fachada principal, cuja janela do segundo andar é marcada por um arco abatido sobrepujado por outro contracurvado. Na sua essência, porém, este edifício é uma marca incontornável do espírito oitocentista vivido na vila e que passou ao século XX por intermédio dos executivos municipais, que, na dependência das experiências estéticas do Palácio da Pena, vincaram a sua presença no novo pólo criado em torno da nova Câmara Municipal.
PAF
Diploma de Classificação
Em 25-05-2011 foi dado conhecimento do despacho à CM de Sintra
Despacho de encerramento de 23-12-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 20-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por não ter valor nacional
Pedido de parecer de 21-06-2005 da CM de Sintra sobre a classificação de IM
Ofício de 4-05-1983 do IPPC à CM de Sintra a informar que o imóvel se encontra em vias de classificação
Processo iniciado em 1983 no IPPC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Sintra / Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)
-- -
Terminal da via férrea que liga Sintra a Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1905
1905, a quem havia sido também requerido o plano para o matadouro municipal.
1908
1908, três anos depois de apresentado o plano, a obra não se havia ainda iniciado, mas no Verão do ano seguinte a cad...
1983
1983 do IPPC à CM de Sintra a informar que o imóvel se encontra em vias de classificação Processo iniciado em 1983 no...
1994
1994, p.181).Ao grande hexágono, Adães Bermudes juntou uma frontaria monumental, onde se concentra grande parte da li...
2005
2005 da CM de Sintra sobre a classificação de IM Ofício de 4-05-1983 do IPPC à CM de Sintra a informar que o imóvel s...
2010
2010 do director do IGESPAR, I.P.
2011
2011 foi dado conhecimento do despacho à CM de Sintra Despacho de encerramento de 23-12-2010 do director do IGESPAR, ...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>O Neomanuelino ou a reinvenção da arquitectura dos Descobrimentos</i>. ANACLETO, Regina Edição 1994 Lisboa

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