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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de Nossa Senhora de Verde

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de Nossa Senhora de Verde
Outras Designações
Igreja de Nossa Senhora de Verde (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Vila Nova de Portimão nasce em 1463, no reinado de D. Afonso V, e desenvolve-se rapidamente graças ao comércio marítimo. Diversas comunidades limítrofes começam a desenvolver-se em finais do século XV, época na qual se levantam as muralhas de Portimão e se constrói a Igreja Matriz e a Igreja de Nossa Senhora do Verde, dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Esta última localidade, situada a poucos quilómetros de Portimão, na freguesia da Mexilhoeira Grande, chegou a ser freguesia do concelho de Monchique e sede paroquial, com a denominação de Nossa Senhora da Assunção do Verde. As terras onde se situa, pertencentes ao antigo Morgado do Reguengo, eram, como o nome indica, propriedade do rei; por elas passaria D. João II quando viajava do Alvor para as Caldas de Monchique.
A construção do templo está ligada a uma lenda local. No lugar da actual igreja havia uma nascente onde se teria dado uma aparição da Virgem, e a cuja água se atribuíam desde então propriedades curativas, atraindo muitos doentes das redondezas. A ermida resultaria da necessidade de receber tais romeiros, albergando uma imagem muito estimada pela população, e que outra lenda afirma ter sido encontrada na própria fonte. Tais histórias reflectem simplesmente a existência de um antigo culto da água na região, remontando possivelmente a uma época pré-romana e associado à transumância, e que sobreviveu através do culto cristão.
Construída provavelmente antes do reinado de D. Manuel, a pequena igreja nunca foi ampliada e sofreu poucas remodelações, talvez devido à exígua e modesta população pastoril que servia. Encontra-se em avançado estado de ruína, com paredes fendidas, sem coberturas, e tendo o pórtico escorado. É uma pequena construção de planta longitudinal, com nave única, capela-mor quadrangular e uma sacristia adossada. A fachada principal é rasgada por um elegante portal em cantaria, com arco trilobado assente em colunas delgadas com capitéis góticos e inscrito num arco conupial flanqueado por colunelos que se elevam à mesma altura. O conjunto possui decoração vegetalista típica do gótico tardio. Uma rosácea abre-se a eixo do portal, sob a empena triangular. Restam ainda vestígios das mísulas onde se apoiaria o travejamento de um alpendre.
O interior, hoje a céu aberto, tinha cobertura de madeira na nave e abóbada pétrea na capela-mor. O púlpito já não existe, e a pia baptismal esteve na posse de um privado, servindo de bebedouro para animais, não havendo actualmente informação do seu paradeiro. Junto da capela-mor existiam suas capelas laterais, numa das quais estava a imagem milagreira de Nossa Senhora do Verde, hoje decapitada e depositada numa capela anexa à Igreja Matriz de Alvor. O arco triunfal está entaipado, razão pela qual ainda se mantém de pé. Encontram-se em diversos locais do interior da igreja vestígios de pintura mural com motivos geométricos que podem ser dos mais antigos do Algarve (João Miguel SIMÕES, 2005).
A igreja ficou muito destruída pelo terramoto de 1755, conforme consta das memórias paroquiais de 1758, mas foi logo reparada, ainda que seguramente de forma superficial. Na época contemporânea, e depois de deixar de servir o culto, chegou a ser usada com estábulo, o que acelerou a sua degradação. No entanto, o estado de ruína actual resulta principalmente do abandono total que se seguiu.
Sílvia Leite / DIDA _ IGESPAR, I.P. / 2011
Diploma de Classificação
Anúncio n.º 13440/2012, DR, 2.ª série, n.º 182, de 19-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 24-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento dado o estado de ruína do imóvel
Informação de 23-09-2010 da DRC do Algarve a considerar que o imóvel não tem valor nacional
Despacho de homologação de 30-08-1991 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 1-08-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 30-11-1990 do IPPC
Proposta de classificação de 25-08-1986 da Comissão Instaladora da CM de Portimão
Número do Processo
Proteção
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Portimão / Mexilhoeira Grande
- Herdade do Morgado do Reguengo
Mexilhoeira Grande -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1463
1463, no reinado de D.
1755
1755, conforme consta das memórias paroquiais de 1758, mas foi logo reparada, ainda que seguramente de forma superfic...
1758
1758, mas foi logo reparada, ainda que seguramente de forma superficial.
1986
1986 da Comissão Instaladora da CM de Portimão Vila Nova de Portimão nasce em 1463, no reinado de D. Af
1990
1990 do IPPC Proposta de classificação de 25-08-1986 da Comissão Instaladora da CM de Portimão Vila Nova de Portimão ...
1991
1991 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 1-08-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação ...
2005
2005).
2010
2010 da DRC do Algarve a considerar que o imóvel não tem valor nacional Despacho de homologação de 30-08-1991 do Secr...
2011
2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 182, de 19-09-2012 (ver Anúncio) Despacho de arquivamento de 24-11-2011 do diretor do IGESPA...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Decoração arquitectónica manuelina na região de Silves (séculos XV-XVI)", Revista Xelb, nº3, 1996, pp.79-142 RAMOS, Manuel Francisco Castelo Edição 1996 Silves
A Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mexilhoeira Grande SIMÕES, João Miguel Edição 2005 Lisboa

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