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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Ranhados

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Ranhados
Outras Designações
Pelourinho de Ranhados (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Ranhados teve primeiro foral dado por D. Dinis, em 1286, e foral novo de D. Manuel, em 1512. Pertenceu inicialmente aos Templários, e após a sua extinção foi comenda da Ordem de Cristo. Foi sede de concelho até 1836, quando passou a integrar o concelho da Meda, do qual é actual freguesia. Possui um pelourinho, certamente construído na sequência da atribuição do foral manuelino.
O pelourinho de Ranhados ergue-se no largo fronteiro à Igreja Matriz da povoação, igualmente quinhentista. Possui plataforma de quatro degraus circulares, de aresta, estando o térreo quase totalmente enterrado no pavimento. A coluna assenta sobre base constituída por plinto circular, encimado por duas molduras circulares de perfil côncavo, em quarto-de-círculo, uma invertida sobre a outra, formando grande escócia. O fuste é composto por quatro colunelos lisos em feixe, cingidos a pouca distância da base por um anelete. Perto do topo, cada colunelo é decorado com um mascarão, sendo que três destes representam faces masculinas com barba, e um quarto uma face imberbe. Nos intercolúnios estão quatro florões, que se repetem no topo, por baixo da peça terminal. Sobre os rostos despontam mísulas, sustentando pináculos moldurados de secção poligonal, rematados por peças cónicas com representações antropofórficas e zoomórficas. Sobre os colunelos que compõem o fuste, e entre os pináculos do remate, assenta um tabuleiro poligonal que suporta um quinto pináculo, onde se crava a grimpa, em ferro, com bandeirola de catavento.
O conjunto, com detalhada ornamentação fantástica, enquadra-se no estilo manuelino, particularmente na sua declinação mais silvestre , conjugada com referências antiquizantes (românicas). Os rostos podem corresponder às tradicionais representações quaternárias, indicando as estações do ano, as épocas da vida, os pontos cardeais, etc., num sistema simbólico onde ao rosto imberbe corresponderia a Primavera, a juventude, e a direcção Este. Entre as representações, nem todas identificáveis, dos pináculos, destaca-se uma cabeça de lobo ou leão.
Sílvia Leite
Diploma de Classificação
Decreto n.º 2 167, DG, I Série, n.º 265, de 31-12-1915 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 12736227
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Guarda / Mêda / Ranhados
Largo da Igreja
Ranhados -
Polícia:
LATITUDE
40.993548
LONGITUDE
-7.329849
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1286
1286, e foral novo de D.
1512
1512.
1836
1836, quando passou a integrar o concelho da Meda, do qual é actual freguesia.
1915
1915 (ver Decreto) Ranhados teve primeiro foral dado por D.
1
IMAGENS
1
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral MALAFAIA, E. B. de Ataíde Edição 1997 Lisboa

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