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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja matriz da Batalha

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja matriz da Batalha
Outras Designações
Igreja da Exaltação de Santa Cruz, matriz da Batalha / Igreja Paroquial da Batalha / Igreja de Santa Cruz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Integrado numa região onde se erguem alguns dos monumentos mais visitados do país, o território correspondente, na actualidade, ao concelho da Batalha ostenta uma diversidade paisagística e encerra uma riqueza de recursos naturais que explica a presença, no seu termo administrativo, de vestígios de ocupação humana datáveis do Paleolítico, até que o domínio romano marcou indelevelmente o seu solo (designadamente através de Collipo), antes das batalhas decisivas da independência do Reino de Portugal o tornaram conhecido, em definitivo, conduzindo, entre outros aspectos, à edificação do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha), na sequência da vitória obtida em Aljubarrota (1385).
Mas apesar da forte presença do Mosteiro, a Vila da Batalha foi dotada, ao longo dos tempos, de outros edifícios, nomeadamente de cariz religioso.
Foi o caso da "Igreja da Exaltação de Santa Cruz, matriz da Batalha", cuja construção teve início em 1514, em resultado dos pedidos sucessivamente formulados pela população local, que ansiava por obter uma igreja paroquial.
Concluída em 1532 (data, ademais, inscrita no arco do portal principal), no reinado de D. João III (1502-1557), em pleno centro da Vila, segundo projecto, ao que se supõe, encomendado ao arquitecto covilhanense Mateus Fernandes (CORREIA, L. M., 2002, p. 115), a igreja, de planta longitudinal, exibe, muito naturalmente, um traçado manuelino, especialmente evidente no portal em arco, profusamente decorado com grutescos, esfera armilar e cruz da Ordem de Cristo. Não obstante, integra elementos decorrentes de campanhas de obras e de doações posteriores, ocorridas já no período barroco (a exemplo de uma tribuna na capela-mor) e, até mesmo, durante os revivalismos oitocentistas (caso de parte da frontaria), até que um tremor de terra, registado em 1858, derruiu o primitivo tecto de madeira, permitindo o alteamento e novo remate da torre sineira, corria o ano de 1908. Reavivou-se, então, o culto, após um período em que o templo foi votado ao abandono devido à degradação nele registada desde os anos trinta do século XIX. Enquanto isso, o revestimento azulejar policromo, de padrão geométrico setecentista, visível no seu interior provem do extinto convento de Ara-coelis, de Alcácer do Sal, e que para aí foi transferido no decurso de obras efectuadas na segunda metade do século XX, o mesmo sucedendo com a pia baptismal e o altar marmóreo embrechado do absidíolo Sul do Mosteiro da Batalha.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913929
Localização
Leiria / Batalha / Batalha
Largo Goa, Damão e Diu
Batalha -
Polícia:
LATITUDE
39.65787
LONGITUDE
-8.824026
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1385
1385).Mas apesar da forte presença do Mosteiro, a Vila da Batalha foi dotada, ao longo dos tempos, de outros edifício...
1502
1502-1557), em pleno centro da Vila, segundo projecto, ao que se supõe, encomendado ao arquitecto covilhanense Mateus...
1514
1514, em resultado dos pedidos sucessivamente formulados pela população local, que ansiava por obter uma igreja paroq...
1532
1532 (data, ademais, inscrita no arco do portal principal), no reinado de D.
1557
1557), em pleno centro da Vila, segundo projecto, ao que se supõe, encomendado ao arquitecto covilhanense Mateus Fern...
1858
1858, derruiu o primitivo tecto de madeira, permitindo o alteamento e novo remate da torre sineira, corria o ano de 1...
1908
1908.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Integrado numa região onde se erguem alguns dos monumentos mais visita...
2002
2002, p.
7
IMAGENS
5
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Inventário Artístico de Portugal, vol. V (Distrito de Leiria) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1955 Lisboa
"Igreja Matriz da Batalha", in Monumentos CORREIA, Luís Miguel Edição 2002 Lisboa
O concelho da Batalha ESPÍRITO SANTO, Moisés Edição 1987 Batalha

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