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Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo de Langóbria

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo de Langóbria
Outras Designações
Castelo de Longroiva (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O que resta do castelo medieval de Longroiva constitui uma das mais importantes realizações de arquitectura militar templária da Beira Interior e, simultaneamente, um dos melhores testemunhos de castelo românico nesta zona. A afirmação do reino de Portugal enquanto estrutura autónoma de poder havia determinado a defesa activa da capital, Coimbra. Para essa tarefa, D. Afonso Henriques havia escolhido os Templários, que se encarregaram de fortalecer os acessos a Sul e a Leste do Mondego. Em 1145, são-lhes doadas várias localidades, como Mogadouro e Penas Róias, já em Trás-os-Montes. Anos depois, o seu património fundiário estende-se à Beira Baixa, com a doação de Idanha-a-Velha e Monsanto.
A origem da fortaleza românica de Longroiva inscreve-se neste contexto. Precisamente nessa década de 40, um primitivo castelo (integralmente desconhecido na sua forma e estilo, referido, pela primeira vez em 960) estava nas mãos da família dos Braganções. Coube a D. Fernão Mendes de Bragança a sua doação aos Templários (GOMES, 1996, p.127), que então executaram uma fortificação modelar.
A sua torre de menagem, o único elemento original que ainda resta, está epigraficamente datada de 1174, ano relativamente precoce para o aparecimento deste tipo de soluções arquitectónicas no nosso país. Com efeito, como vem defendendo Mário Barroca, é aos Templários que se deve a introdução da torre de menagem nos nossos castelos, aparecendo, em primeiro lugar, no de Tomar, nos inícios da década de 60. Longroiva é, assim, o produto das numerosas fortalezas promovidas por D. Gualdim Pais enquanto Mestre da Ordem em Portugal, e é contemporânea de obras tão importantes como as de Almourol e Pombal, ambas igualmente da década de 70 do século XII.
O castelo foi bastante modificado ao longo dos séculos, o que determinou, por exemplo, o encurtamento da sua cerca. No entanto, por uma Visitação de 1505 (GOMES, 1996, pp.128-129), sabemos que a torre de menagem era uma estrutura isolada no pátio central, característica que define o seu carácter plenamente românico. Nessa altura, tinha três andares e já a janela manuelina mainelada, que ainda possui. Para além disso, é possível perceber que, originalmente, foi rodeada por um hurdício, uma galeria de madeira (de que ainda restam os apoios a toda a roda da torre) que protegia superiormente a estrutura e permitia o ataque vertical sobre os inimigos (BARROCA, 2000, p.221).
Nesse ano de 1505, o pátio central românico havia sido quase integralmente ocupado pelo paço do comendador da Ordem de Cristo. A Visitação refere que algumas partes são novas, o que remete para uma empreitada contemporânea da janela manuelina da torre de menagem. A sua reconstituição virtual foi tentada, em linhas muito esquemáticas, pelo Arquitecto José Daniel Santa Rita, de que se publicaram alguns desenhos no volume Castelos da Raia dedicado à Beira Interior.
Infelizmente, a importância de Longroiva decaiu consideravelmente na Idade Moderna. Dois séculos depois da descrição do paço "novo" do comendador, as suas casas "encontravam-se já destelhadas e em ruína", a cisterna, que abastecia o interior, entupida, e as portas do castelo, que no passado haviam defendido o acesso, não possuíam já qualquer grade ou portão de madeira (GOMES, 1996, p.127).
Mais recentemente, na viragem para o século XIX, o castelo foi transformado em pedreira local, desmantelando-se, sucessivamente, as suas muralhas. Esta ruína provocada coincidiu com a extinção do concelho de Longroiva, facto que prova a extrema decadência deste território e a pouca atenção de que era alvo. Posteriormente, o pátio central foi convertido em cemitério da povoação. No século XX, com a nova consciência patrimonial, as investigações aqui efectuadas revelaram algumas das estruturas originais, como a cisterna. No entanto, e apesar de algumas tentativas para reabilitar o monumento, ele chegou até nós como uma ruína.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9913329
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Guarda / Mêda / Longroiva
- -
Longroiva -
Polícia:
LATITUDE
40.96375
LONGITUDE
-7.208551
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1145
1145, são-lhes doadas várias localidades, como Mogadouro e Penas Róias, já em Trás-os-Montes. Anos
1174
1174, ano relativamente precoce para o aparecimento deste tipo de soluções arquitectónicas no nosso país. Com
1505
1505 (GOMES, 1996, pp.128-129), sabemos que a torre de menagem era uma estrutura isolada no pátio central, caracterís...
1943
1943 (ver Decreto) O que resta do castelo medieval de Longroiva constitui uma das mais importantes realizações de arq...
1996
1996, p.127), que então executaram uma fortificação modelar.A sua torre de menagem, o único elemento original que ain...
2000
2000, p.221).Nesse ano de 1505, o pátio central românico havia sido quase integralmente ocupado pelo paço do comendad...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
Castelos da Raia Vol. I: Beira, 2ªed. GOMES, Rita Costa Edição 2002 Lisboa
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
Retrospectiva histórica de Marialva, Longroiva e concelho de Meda RODRIGUES, Adriano Vasco Edição 1976 Marialva
"Aspectos da evolução da arquitectura militar da Beira Interior", Beira Interior - História e Património, pp.215-238 BARROCA, Mário Jorge Edição 2000 Guarda
Castelos Portugueses MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor Edição 2002 Lisboa

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