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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Castelo e Muralhas de Castelo Branco

Arquitectura Militar / Castelo

Designação
Designação Atual
Castelo e Muralhas de Castelo Branco
Outras Designações
Castelo e Troços das Muralhas de Castelo Branco, e placas epigráficas seiscentistas / Castelo dos Templários / Castelo e cerca urbana de Castelo Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Castelo
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Muito adulterado ao longo dos séculos, o Castelo de Castelo Branco permanece como a mais importante memória histórica militar da cidade. A sua origem remonta à segunda metade do século XII e à presença templária na região, sendo o modelo tipológico adoptado o ensaiado numa das mais importantes fortificações cruzadas na Terra Santa, precisamente o castelo de Chastel Blanc (OLIVEIRA, 2001). Com efeito, desde a evidente analogia toponímica à área amuralhada sensivelmente idêntica, passando ainda por outros pormenores, como o facto da igreja possuir uma cisterna no sub-solo ou de ela mesmo poder ter sido construída incorporada numa estrutura militar, tudo aponta para uma relação de estreita influência entre estes dois casos, separados por milhares de quilómetros, mas unidos pela mesma conjuntura cruzada que caracterizou a segunda metade do século XII e a própria função da Ordem do Templo.
As primeiras alterações ao conjunto original deram-se logo em época gótica, mais propriamente nos finais do século XIII e no reinado de D. Dinis, um dos monarcas que mais contribuiu para a renovação das estruturas militares medievais portuguesas. Data dessa altura a construção da nova torre de menagem, de planta poligonal, no extremo Noroeste do perímetro, cujas adulterações posteriores determinaram também a sua destruição, mas de que se conserva ainda a memória numa das estruturas integradaa nas ruínas do conjunto. Igualmente se procedeu à construção da segunda linha de muralhas, facto que correspondeu ao crescimento populacional da localidade e à relevância estratégica do castelo. Esta segunda linha de defesa dotou a fortificação de sete portas, definindo-se, então, genericamente, o sistema geral do urbanismo albicastrense que ainda hoje permanece e que lentamente vaii sendo descoberto à medida que se sucedem as intervenções no núcleo urbano da cidade.
A principal campanha reformuladora do castelo ocorreu na transição para a Idade Moderna. Por iniciativa da Ordem de Cristo, aqui se instalou o Paço dos Comendadores, uma estrutura palaciana acastelada magistralmente desenhada por Duarte d'Armas, no início do século XVI, e que foi sucessivamente reconstruída ao longo dos séculos.
Na sua origem, este paço data de finais do século XV e deve ter reaproveitado uma estrutura anterior de origem templária (LEITE, 1991, p.16). No século XVIII, a descrição que possuimos deste conjunto aponta para uma planta excessivamente complexa, fruto das sucessivas transformações, e integrando a capela, um pátio interior de grandes proporções e um jardim.
A ruína do paço de Castelo Branco iniciou-se no século XIX, altura em que muitos particulares começaram a considerar este imóvel como uma excelente pedreira para as suas obras, atitude seguida também pela Câmara Municipal, após as destruições efectuadas pelas tropas napoleónicas na cidade. Praticamente em ruínas na década de 30 do século XX, o que restava do castelo foi objecto de uma primeira campanha restauradora pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, que privilegiou a consolidação das estruturas ainda subsistentes, a par com a recriação de alguns elementos, como as janelas neo-manuelinas que dão para a cidade.
Mais recentemente, foram efectuadas algumas campanhas arqueológicas, que lograram identificar um vasto espólio medieval contemporâneo da construção inicial do castelo. A renovação do interesse pelo castelo templário de Castelo Branco, actualmente em curso, levou à definição de uma primeira protecção legal para o imóvel e todo o núcleo intra-muralhas, passo legal essencial a uma posterior intervenção no conjunto.
PAF
Diploma de Classificação
Anúncio n.º 6/2013, DR, 2.ª série, n.º 4, de 7-01-2013 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 20-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 26-10-2009 da DRC do Centro - DS de Castelo Branco para a classificação do Castelo e Troços da 2.ª Cintura de Muralhas como IIP
Despacho de abertura de 17-05-2000 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 5-05-2000 da DR de Coimbra do IPPAR
Número do Processo
Coord. geog. (Lisboa Hayford Gauss IGeoE): 254400; 317400
Proteção
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Não aplicável

ZEP Sem efeito, por força do despacho de arquivamento do procedimento de classificação
Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 26-10-2009 da DRC do Centro - DS de Castelo Branco
Afectação 9914631
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Castelo Branco / Castelo Branco / Castelo Branco
- -
Castelo Branco -
Polícia:
LATITUDE
LONGITUDE
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1991
1991, p.16).
2000
2000 do vice-presidente do IPPAR Proposta de abertura de 5-05-2000 da DR de Coimbra do IPPAR Muito adulterado ao long...
2001
2001).
2009
2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Parecer favorável de 28-10-2009 do Conselho Consultivo do I...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em ...
2013
2013, DR, 2.ª série, n.º 4, de 7-01-2013 (ver Anúncio)Despacho de arquivamento de 20-12-2012 da diretora-geral da DGP...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal PERES, Damião Edição 1969 Barcelos
Castelo Branco LEITE, Ana Cristina Edição 1991 Lisboa
Castelos Portugueses MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor Edição 2002 Lisboa
Castelos da Ordem do Templo em Portugal, 1120-1314 OLIVEIRA, Nuno Villamariz Obra
"Algumas considerações sobre os castelos da Ordem do Templo em Portugal - o exemplo paradigmático de Castelo Branco", 3º Congresso de Arqueologia Peninsular, 1999 OLIVEIRA, Nuno Villamariz Edição 1999 Vila Real
"A influência do Oriente em Portugal através da arquitectura militar templária: o paralelo entre Chastel Blanc e Castelo Branco", Mil anos de fortificações na Península Ibérica e no Magreb (500-1500), 2001, pp.909-913 OLIVEIRA, Nuno Villamariz Edição
"A alcáçova de Castelo Branco", Estudos de Castelo Branco, vol.14, 1964 CONDE, F. da Costa Edição
Esboço histórico de Castelo Branco SILVA, A. Pires da Edição 1979
Castelo Branco na História e na Arte Edição 1958

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