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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Capela dos Castros

Arquitectura Religiosa / Capela

Designação
Designação Atual
Capela dos Castros
Outras Designações
Capela de Corpus Christi / Convento de São Domingos de Benfica / Instituto Militar dos Pupilos do Exército / Igreja da Força Aérea Portuguesa / Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Capela
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Esta capela, fundada sob a invocação de Corpus Christi, foi mandada construir em 1644 por D. Francisco de Castro, neto do vice-rei D. João de Castro e, ao tempo, Inquisidor-geral do reino, para albergar o panteão da sua família. O pequeno templo foi edificado dentro do convento de São Domingos de Benfica, abrindo para o claustro do cenóbio. Uma lápide disposta na estrutura indica a data de 1648, que provavelmente corresponde à inauguração da capela.
A traça de gosto maneirista denuncia a erudição do programa encomendado por D. Francisco de Castro, sendo porém desconhecido o seu autor. A capela desenvolve-se numa planta longitudinal, composta por três corpos justapostos, um quadrado, correspondendo à nave, e dois rectangulares, o presbitério e o retro-coro.
A fachada, por se integrar na estrutura do claustro apresenta somente o portal de moldura rectangular, encimado pela pedra de armas dos Castro, ao qual se sobrepõe a janela rectangular que ilumina o espaço interno.
O interior, de nave única, possui seis tramos, marcados por arcos de volta perfeita, sendo coberto por abóbada de berço em pedra, dividida em caixotões. Quatro dos tramos foram transformados em arcosólios, albergando os túmulos dos membros da família do fundador da capela.
Estes monumentos funerários são constituídos por urnas de mármore piramidais, assentes sobre pares de elefantes, também em mármore, apresentando muitas semelhanças com os túmulos reais da capela-mor do Mosteiro dos Jerónimos.
Encontram-se sepultados neste espaço o vice-rei D. João de Castro, e sua mulher, D. Leonor Coutinho, D. Álvaro de Castro, pai do fundador do templo e Vedor da Fazenda de D. Sebastião, bem como D. Ana de Ataíde, sua mulher. O fundador, D. Francisco de Castro, e a sua irmã, D. Violante de Castro, condessa de Odemira, estão sepultados nos arcosólios mais próximos do presbitério. Em campa rasa, junto ao altar, foi sepultado Frei Fernando da Cruz, também irmão do fundador.
Ao fundo, precedido por um conjunto de degraus, ergue-se o presbitério, com grandioso retábulo de gosto tardo-maneirista, de talha branca e dourada, decorado com relevos de motivos vegetalistas, por vezes dispostos em pendurados. Pelas semelhanças que apresenta com a estrutura retabular da igreja do convento, é possível que tenha sido executado pelo mesmo entalhador, Jerónimo Correia. Ao centro integra sacrário com baldaquino. O conjunto retabular é rematado por tela com a figuração da Última Ceia.
Atrás do retábulo abre-se o retrocoro, um elemento pouco comum na arquitectura portuguesa, que encontrou eco em algumas edificações do Maneirismo lisboeta, nomeadamente a Capela da Luz. Este espaço rectangular era utilizado exclusivamente pela comunidade monacal.
Depois da extinção das ordens religiosas, a Capela de Corpus Christi manteve o padroado da família Castro, tendo sido objecto de obras de manutenção em meados do século XIX, por ordem do conde de Penamacor, António Castro Ribafria.
No entanto, à época da implantação da República, era noticiado que o pequeno templo se encontrava bastante arruinado. Em 1910, o Convento de São Domingos de Benfica foi ocupado pelo Instituto Militar dos Pupilos do Exército, que somente muitos anos mais tarde procedeu ao restauro da capela.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR,I.P./ Setembro de 2007
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria n.º 1094/94, DR, I Série-B, n.º 283, de 9-12-1994 (sem restrições) (ZEP do Palácio dos Marqueses de Fronteira, da Igreja de São Domingos de Benfica, da Capela dos Castros e do Túmulo de João das Regras)(ver Portaria)
Edital N.º 10/93 de 26-01-1993 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 30-05-1983 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 25-03-1983 da Assessoria Técnica do IPPC a propor uma nova delimitação
Proposta de 8-11-1982 da DGEMN para a ZEP do Palácio dos Marqueses de Fronteira, da Igreja de São Domingos de Benfica, da Capela dos Castros e do Túmulo de João das Regras
Afectação 9913429
Localização
Lisboa / Lisboa / São Domingos de Benfica
Travessa de São Domingos de Benfica
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.7418
LONGITUDE
-9.180755
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1644
1644 por D.
1648
1648, que provavelmente corresponde à inauguração da capela. A
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) Esta capela, fundada sob a invocação de Corpus Christi, foi mandada co...
2007
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
<i>Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa</i>, vol. V (4º tomo) ATAÍDE, M. Maia, SOARES, Maria Micaela Edição 2000 Lisboa
Pelas freguesias de Lisboa. Benfica. Carnide. Ameixoeira. Charneca. Lumiar CONSIGLIERI, Carlos; RIBEIRO, Filomena; VARGAS, José Manuel; ABEL, Marília Edição 1993 Lisboa
História de S. Domingos SOUSA, Frei Luís de Edição 1977 Porto
São Domingos de Benfica. Roteiro FERREIRA, Jorge Rodrigues Edição 1991 Lisboa
"Castros (Capela dos)", Dicionário da História de Lisboa FERREIRA, Jorge Rodrigues Edição 1994 Lisboa

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